sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

UM VÍDEO RARO E GENIAL



Em busca de coisa nova - "só é novo o que está esquecido", dizia mademoseille Bertin, uma das modistas da corte francesa antes da revolução que derrubou a Bastilha -, descobri no Youtube esse vídeo maravilhoso, verdadeira obra-prima da música brasileira, que decidi compartilhar com vocês aqui no Ver-o-Fato.

Esse show foi gravado em 1966, em Berlim (Alemanha) e foi, inclusive, lançado em disco em 1966 pelo selo MPS/Basf, da Alemanha. Sylvinha Telles, com participação excepcional nesse vídeo - cuja qualidade foi recuperada e reprocessada, apagando-se interferências e chiados para adquirir qualidade HD - morreu em dezembro de 1966, num desastre de automóvel, aos 32 anos.

Clique aí em cima e deleite-se com esta maravilha de vídeo. Uma das melhores coisas da música brasileira de todos os tempos. Esqueça, se você não conhece a língua germânica, as passagens feitas pelo locutor alemão.

  1. Macumba (Instrumental) by Rubens Bassini & Jorge Arena
  2. Uma Noite (Instrumental) by Rosinha De Valença
  3. Tema pro Luis (Instrumental) by Rosinha De Valença
  4. O Orvalho vem Caindo by J.T. Meirelles
  5. Barquinho (Instrumental) by J.T. Meirelles
  6. Meu Fraco é Café Forte (Instrumental) by Dom Salvador
  7. Discussão by Sylvia Telles
  8. Upa, Neguinho by Edu Lobo
  9. Dindi by Sylvia Telles
  10. Pra Dizer Adeus by Edu Lobo
  11. Finale: Berimbau / Cuíca / Cavaquinho / Tristeza by Sylvia Telles & Edu Lobo

3 comentários:

  1. Muito bom. O triste é ver o que se toca hoje em dia, com essas absurdas duplas sertanojos.Onde erramos?

    Kenneth Fleming

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  2. Mendes, não está exagerando com esse de "todos os tempos"?

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  3. Creio que não, meu caro anônimo. Usei, literalmente, a expressão "melhor de todos os tempos" da música brasileira para ressaltar a qualidade dos artistas, as músicas e o contexto - anos 60. Foi um show fora do Brasil, sob os olharúblicopes e o crivo dos críticos e, principalmente, do público europeu. Quando olhamos o que temos hoje pelo país, inclusive rotulado de MPB, esse show de 1966 reforça ainda mais minha convicção de situar-se entre os melhores. Mas, é gosto pessoal. E, como se sabe, sujeito a contestações. Plenamente aceitáveis.

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