quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

DA SÉRIE "PRESENTES QUE BELÉM MERECE": TRANSPORTE FLUVIAL URBANO

 



Francisco Sidou - jornalista e escritor

As forças do atraso, lideradas por poderosos empresários de ônibus ,são contra qualquer medida que possa resultar em soluções efetivas para o pesado tráfego e estressante trânsito de Belém.

Há mais de 20 anos que clamo no deserto pela adoção de linhas fluviais urbanas interligando a capital com Mosqueiro, Icoaraci, Outeiro, Combu e Ilhas, como solução mais viável e econômica para os graves problemas de mobilidade urbana que só fizeram crescer desde então diante da omissão e leniência dos agentes públicos.

Não por acaso, todas as licitações para o transporte fluvial foram consideradas "desertas", por falta de interessados...Os chineses, por exemplo, estão interessados em investir nesse modal. O BRT, verdadeiro monumento ao desperdício de dinheiro público, não resolverá os problemas dos congestionamentos colossais.

Quando ficar pronto - e se ficar - ao custo de mais de R$-500 milhões estará defasado como solução moderna para a mobilidade urbana em Belém. Será inviável sua extensão até o Ver-o-Peso, pois os corredores de tráfego como a Gov. José Malcher estão totalmente saturados. A solução natural é a saída pelas águas.

É o óbvio ululante de que falava Nelson Rodrigues. Todo mundo sabe que é a melhor solução, mas ninguém se atreve a adotá-la. Ainda assim ninguém deve deixar de amar e festejar essa bela e faceira morena cidade Belém, que mesmo tão maltratada pelos senhores feudais de seu destino, ainda assim não perde o encanto de sua brejeirice e a magia de seus cheiros, sabores e cores.   
Viva Belém !

3 comentários:

  1. Todos sabemos que esses empresários do atraso irrigam as campanhas com vultuosas quantias em dinheiro e sendo assim, obviamente,que o eleito não ousará contrariar os interesses de seus padrinhos.

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  2. Viva Belém !!! À revelia de toda essa crueldade, a mais bela city da Amazônia não perde mesmo seu encanto, sua brejeirice e sua magia !!!

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  3. A solução é ocupar a outra margem de Belém em frente a UFPA.
    Deve ser estimulada a 'nova belém' do outro lado da margem.
    Isenção de iptu e iss por 10 anos para quem se instalasse lá e claro, antes de tudo a construção de uma ponte moderna.
    Deve-se pensar em soluções e pensar como estaria essa Nova belém daqui a 50 anos e não daqui a 10 anos.
    TenHo certeza que se ocupássemos a outra margem da cidade, daqui a 50 anos veríamos a atual belém como vemos a cidade velha, um pedaço de belém cheia de histórias.
    E essa nova belém seria planejada.
    PENSEM DAQUI A 50 ANOS E NÃO 5 OU 10 ANOS.

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