sábado, 28 de janeiro de 2017

AS QUENTES E CADA VEZ MAIS VENENOSAS DO BLOGUE



Morto demitido

Nas curtas "Em Poucas Linhas", da coluna Repórter 70, de "O Liberal" deste sábado,28, uma nota chama a atenção: ela diz que o geólogo Nelson Delgado saiu do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), substituído por Raul Porto - aquele que foi preso pela PF quando era secretário da antiga Sectam, hoje Semas, durante o governo de Almir Gabriel. Só que "O Liberal" demitiu um morto. Delgado faleceu dois meses atrás.

Isenções e vícios (1)
As isenções fiscais aos grandes grupos econômicos que aqui já se encontram ou pretendem investir no Pará, do jeito que são concedidas, sem contrapartidas sociais e recuperação de áreas degradadas, levaram o Estado à condição de “casa da mãe joana”. Bilhões de reais deixam de entrar nos cofres públicos e nada acontece para melhorar a vida das pessoas. Educação, saúde, segurança e saneamento não recebem investimentos à altura de suas carências. Simão Jatene é o pai – e a mãe – dessas isenções.

Isenções e vícios (2)

A Vale, por exemplo, teve suas isenções prorrogadas, mas até agora o governo tucano não divulgou se a empresa já pagou, está pagando ou vai pagar a dívida superior a R$ 1,8 bilhão que tem com o Estado. A norueguesa Hydro deixará de recolher R$ 7,5 bilhões, mas não gastou um tostão para reparar os estragos que faz em Barcarena. Rios e igarapés da região estão contaminados. E a Semas, do governo, nada faz.

Pariu, embala

Alguém, alguma vez, leu algum balanço do governo sobre investimentos sociais em áreas ocupadas ou no entorno de grandes projetos? Eles existem, é claro, mas são poucos diante do que deveria ser investido. Se trabalhadores e suas famílias são atraídos para essas áreas em busca de emprego ou trabalho, cabe ao Estado dar a elas condições dignas, segundo alegam os grandes grupos. E mais: eles já se dão por satisfeitos por construir uma escola ou posto de saúde. E se o Estado pariu Mateus, que o embale. Quer dizer, fica tudo como está.

Alerta ligado

Candidatos a prefeitos que perderam a eleição, mas contestaram o resultado, alegando que os vencedores tiveram contas rejeitadas pelos tribunais, começam a temporada apostando suas fichas em ganhar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o direito de assumir o cargo. Em Tailândia, Paulo Jasper, o “Macarrão”, tomou posse amparado por medida cautelar concedida pelo ministro Napoleão Nunes Filho. Zenaldo Coutinho, prefeito reeleito de Belém, condenado ainda no decorrer da campanha, botou as barbas de molho.

Igual a Celpa?

De tanto esconder, ou negar, o governo estadual acabou expondo dez vez a grave situação da Cosanpa, que já está no forno para ser privatizada, o que deverá ocorrer até 2018. O problema é que as privatizações tucanas são sempre complicadas, como ocorreu na venda da Celpa, durante o governo de Almir Gabriel. Ela saiu por R$ 450 milhões, mas não se sabe até hoje onde nem como o dinheiro foi utilizado. O passivo da Cosanpa é um mistério. Uma fonte da coluna garante que a empresa deve custar menos de R$ 1. Mais barato do que a Celpa privatizada, vendida para o grupo Equatorial.


____________________BASTIDORES____________________

* Os pecuaristas paraenses se queixam que no ano passado deixaram de exportar 100 milhões de toneladas de carne para os mercados europeus e asiáticos. Segundo eles, a redução nas exportações caiu 30%.

* O motivo da queda foi a interdição parcial do porto de Vila do Conde, em 2015, após o naufrágio do navio Haidar com 5 mil bois vivos. Com 20 milhões de cabeças, o Pará é o terceiro maior produtor de gado bovino do país.

* O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o órgão que fiscaliza – e pune – maus juízes e desembargadores, agora conta em seus quadros com uma magistrada paraense: é a juíza Maria de Fátima Alves da Silva.
* Ela atuará como juíza auxiliar da presidência do CNJ e diretora do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do sistema carcerário e do sistema de execução de medidas socioeducativas do CNJ. Quem pediu Maria Fátima para o CNJ foi a presidente do STF e do próprio Conselho, ministra Carmem Lúcia.

* O Incra diz que uma de suas prioridades nacionais são a titulação definitiva de 130 mil famílias e a regularização de contratos de concessão de uso para mais de 300 mil famílias de assentamentos que já atingiram um grau de maturidade de emancipação e consolidação.

* De acordo com Ulisses Manaças, do MST, 60% das áreas mais carentes de reforma agrária no país estão na Amazônia. Mais de dois terços no Pará.

* O Ministério da Saúde liberou R$ 4 milhões ao Pará para custear tratamentos nefrológicos, beneficiando pacientes renais crônicos que necessitam de tratamento contínuo e dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Marabá terá à disposição R$ 451 mil.

2 comentários:

  1. Esse menino tomando conta de minas vai ser uma sucesso em termos de evolução de rendas. É impressionante como no Brasil a meritocracia tem que passar pela porta do xadrez. Haja vista a ascensão deste cidadão à direção do IBRAM. Ele e seu irmão espertão deveriam ter vergonha desse descalabro.

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  2. Em relação a Celpa, fico triste em ver que por culpa de má gestão do governo mesmo, falta de investimento e outros é que está nesta situação, o lema é: sucatear para privatizar; quem poderá no defender?

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