VER-O-FATO: AS QUENTES, CURTAS E VENENOSAS, ABRINDO 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

AS QUENTES, CURTAS E VENENOSAS, ABRINDO 2017

Pulou fora?

O blog Ver-o-Fato, por meio de seu editor, pediu uma semana antes do final de 2016 uma entrevista exclusiva com o governador Simão Jatene. Os assuntos, dentre outros, seriam a situação do Estado, o pacote aprovado pela Alepa, as isenções fiscais, o caso envolvendo o filho dele, Beto. A chefia da comunicação social do governo prometeu que na primeira semana deste mês daria a resposta. Até agora, nada. Para variar.

Supersalários

Com muito estardalhaço, os presidentes do Tribunal de Contas do Estado, Luiz Cunha, e da Assembleia Legislativa, Márcio Miranda, prometeram uma auditoria nos dois órgãos para identificar onde estão os seis maiores salários de servidores públicos do país citados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que foram matéria do jornal "O Estado de São Paulo". Cunha e Miranda prometeram que em dez dias seria possível saber quem recebe salários entre R$ 112 mil e R$ 118 mil. Cadê o trabalho? Já foi concluído ou nem começou? Espera-se que a tal auditoria não tenha comido abiu.

Inépcia integral 
 
Dívidas, choradeira de fornecedores e do funcionalismo. Para muitos prefeitos paraenses, a semana da posse foi a de encarar o tamanho do desafio. No fundo, muitos já sabiam o que iriam encontrar pela frente. Só não imaginavam tantos problemas. No caso de Parauapebas, Valmir da Integral deixou pepinos por todos os lados, revelando a inépcia de sua sofrível administração. Não pode reclamar de falta de recursos. Os repasses da Vale ao município, pelos royalties do ferro de Carajás, sempre estiveram em dia e nunca faltaram.

Povo paga

Os quatro meses de atraso no repasse à Ong que administra o hospital público de Parauapebas e o caos na saúde foram o resultado de uma política que sacrificou os mais pobres. Em contrapartida, os sanguessugas que gravitavam na bajulação ao prefeito foram os que mais lucraram, inclusive financeiramente. Esses não têm do que reclamar. A conta do sacrifício não é deles, mas de quem sofre nas filas em busca de atendimento médico. Ou do pedido de socorro ao hospital de portas fechadas.

Vai aguentar?

O que dizer de Marabá, que até 24 horas antes da posse no cargo viveu o drama shakesperiano de ter ou não ter Tião Miranda como prefeito? O eleito que não queria assumir, alegando estar com problema de saúde e também não se sentir preparado para lidar com os problemas do município, aos 45 minutos do segundo tempo renunciou à renúncia e decidiu encarar a parada. Miranda já sabe o que o aguarda. Ou seja, não tem mais como fugir da raia. Ou será que tem?

Não pode

Em plena crise econômica, não tem qualquer sentido vereadores aumentarem os próprios salários. Isso, contudo, não impede que alguns ainda ousem fazê-lo. Não foi para legislar em causa própria que eles foram eleitos. Em Castanhal, queriam pular de R$ 9 mil para R$ 11 mil mensais. O mesmo ocorreu em Ananindeua e outros municípios. A população, sempre a mais sacrificada, porque é ela quem banca os políticos, deve abrir os olhos. Se bobear, dança.

Amigo da onça

Pendurado na corda bamba de um efeito suspensivo contra condenação pela Justiça Eleitoral, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), reclama que a prefeitura recebeu menos R$ 380 milhões dos governos federal e estadual, em 2016. Parte desse dinheiro deixou de ser repassado pelo governador Simão Jatene, amigo de fé e parceiro de Zenaldo nos arraiais tucanos. Que isso não sirva de pretexto para o aumento de taxas e impostos. Aliás, o Detran de Jatene já saiu na frente. Tucano é rápido e cruel no gatilho.

Duro recesso

O recesso do judiciário começou no dia 20 de dezembro e termina no dia 6. A demanda, porém, foi alta. Até dia 30 foram atendidos 271 casos apenas na capital. Os despachos feitos pelo 1º grau cível da capital totalizaram 104, enquanto o 2º grau recebeu 66 processos. O Fórum Criminal da capital, por sua vez, recebeu e decidiu sobre 101 habeas corpus no 1º e 2º graus. Nos seis dias restantes do recesso, muitas ações deram entrada no Fórum. O TJ deve divulgar os números finais.

______________________BASTIDORES___________________

* O caldo entornou de vez nos presídios medievais da Amazônia. Em Manaus, 56 mortos na briga de facções. Em Boa Vista, 33 mortos. No Pará, superlotação, celulares nas celas, festas e churrascadas. Tragédias anunciadas. E bilhões torrados para nada. 

* O caldo da violência está no fogo faz tempo e o que fazem os governantes? Fingem que mantém o controle dentro dos presídios, o que é uma grande balela. Os criminosos mandam e desmandam.

* O Tribunal de Justiça do Pará declarou a perda de patente do 2º tenente da Polícia Militar, Manoel Cardoso dos Santos por conduta irregular, indisciplina e comportamento descompromissado com a corporação militar, e do capitão Antônio Jorge Colares Carneiro por transgressão militar de vários preceitos éticos que o tornaram indigno de permanecer nos quadros da PM.

* Wenderson Chamon conseguiu um feito do qual poucos prefeitos podem se orgulhar no país em tempo de crise braba: manteve Curionópolis com suas contas em dia, principalmente o pagamento de servidores, até o final de sua gestão.

* Para funcionar sem tantos problemas, a Defensoria Pública do Pará precisaria de no mínimo 90 novos defensores. No sul e sudeste do Estado essa ausência de defensores é mais notada.

* Na onda de demissões de 2016, depois de Belém, o município de Altamira bateu 20 mil desempregados somente nos canteiros da usina de Belo Monte. Quem é de outro estado e decidiu ficar por lá não sabe o que fazer.

* Peritos da Justiça Federal em Brasília vão começar a analisar os documentos apreendidos na “Operação Timóteo” somente em fevereiro, após o recesso do Judiciário. Alberto Jatene, o filho do governador do Pará, está entre os tiveram papéis apreendidos pela Polícia Federal

* O dinheiro da repatriação prometido às prefeituras paraenses não vai resolver os problemas e as dívidas acumuladas. No máximo servirá para ajudar a pagar o décimo terceiro dos servidores.

* Apoiado por Marcos Antônio das Neves, atual chefe do Ministério Público do Estado, o promotor de Justiça César Mattar já pede o voto dos colegas para substituir Neves. Mas há promotores e procuradores que costuram uma chapa alternativa.

* Pesquisas indicam que 42% da população brasileira consideram que 2017 será igual a 2016; 35 % dizem que será melhor; 20% afirmam que será pior e 3% não responderam. E você, o que pensa?

3 comentários:

  1. Nos hospitais públicos, quando o paciente não responde ao tratamento, substituem o paciente. ( Georges Najjar Jr )

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  2. Eu,espero que esse TRE comprometido com a corrupçäo casse o corrupto Zenaldo e esse Governador...

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  3. Zénada é um dos prefeitos que vem honrando os compromissos, principalmente, os salários do servidor público.
    Fica Zénada!

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