sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

ANO BOM OU RUIM? A BANALIZAÇÃO DO MAL


Paraguassú Éleres - Defensor público

2016 completou o ciclo astronômico de seu bailado sideral em torno do Sol e as opiniões divergem: foi um ano bom ou mau? Opino por um ano bom na medida em que – tal e qual radiografia que revela o câncer a minar o organismo, soubemos que tipo de gente cinicamente autointitulada de “esquerda”, mas em verdade ladravazes de escol e enganadores da massa mal informada - (des)governou e desbaratou o país por uma dúzia de anos, revelação parida na sinfonia da Lava Jato, partitura regida por um homem que apenas cumpriu seu dever, sem “fatiar” efeitos de crimes cometidos contra o povo.

Sob certo prisma, a Lava Jato se assemelha ao Tribunal de Nuremberg (1946) ao julgar os criminosos nazistas que manipularam o poder na Alemanha, também por uma dúzia de anos (1933-1945), período em que mataram por fuzilamentos, bombas, câmaras de gás e fome, enquanto os nossos criminosos mataram brasileiros roubando-lhes alimentos, escolas, hospitais e dignidade.

Em Nuremberg, os nazistas justificaram-se revelando a chaga social que Hannah Arendt, filósofa alemã, judia (1906-1975), chamou “Banalização do Mal”, tema abordado por Igmar Bergman no filme “O Ovo da Serpente” e imagem retórica de Shakespeare, em “Júlio Cesar”, quando Brutus justifica o assassínio do cônsul romano.

Assim, apesar dos percalços políticos e econômicos que afogou o povo brasileiro num caos social, com a banalização da fraude, propinalizando e roubando dinheiro público, 2016 foi bom, posto que agora sabemos as causas das mazelas.

O resto (diverso da voz do poeta) não é silêncio, pois devemos pôr a boca no trombone, denunciar e impedir pelo voto que ladrões, amantes, laranjas e filhos de ladrões sejam eleitos, e exigir que a Nave Brasil seja norteada em rota sensata, diversa de quando esteve em mãos insensatas.

Sob tais circunstâncias, não aceitemos a frieza desses colarinhos brancos que se safam (os safados) ao declararem burocraticamente que roubaram dinheiro da Petrobrás e de outras instituições caras ao país, distribuindo o dinheiro entre líderes de partidos políticos e dele se apropriando, a ponto de um grupo de condenados ter devolvido meio bilhão de reais aos cofres públicos.

3 comentários:

  1. Mas aqui em belem com certeza votastes em Simao Beto Jatene, Zenaldo Cassado e emposado so gente boa......como diz o ditado: Cada um vota no Corrupto de sua preferencia.

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  2. Pense em uma estultícia fascistóide... Ainda tem a cara de pau de se dizer defensor público!

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  3. A corrupçäo é o Mal do século,näo tem jeito,só o fuzilamento em praça Pública, de preferencia na praça dos gays (da Republica)

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