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Linha de Tiro - 19/04/2018

quinta-feira, 31 de março de 2016

MAS QUE GOLPE É ESTE?

Para ser candidato a um cargo eletivo no Brasil, inclusive - e mormente - ao de presidente, o cidadão há que ter condições habilitatórias previstas em lei. São condições éticas e formais rigorosas, sem as quais o candidato exclui-se da possibilidade do concurso. Uma vez eleito, tem o compromisso e o dever de manter essas condições, sob pena de inabilitar-se ao exercício do cargo. Simples e legal. 

No caso da Presidente, e de todos os políticos envolvidos nos escândalos atuais, a coisa não pode ser diferente. Deparado o comprometimento ético e atestada, como se vê, a sua veracidade, o detentor de cargo eletivo desabilita-se ao seu exercício e, por isso, deve ser excluído pelos meios legais. 

Contudo, as instituições competentes para fazê-lo omitem-se ou impedem-se por conivência ou "rabo-de-palha" de seus componentes, mormente o Legislativo fiscalizador. E o povo isento, então, vai às ruas; e eleitores da choldra vêm opôr-se por mera paixão partidaria (qualquer partido), sem importar-se com a culpa dos larápios.

Que golpe é esse, pois? Onde está o erro de cobrar-se a moralidade da nação? Esses políticos foram eleitos pelo povo com milhões de votos, mas isso não os exonera do compromisso ético, nem os blinda da ação da justiça. Foram, sim, legitimamente eleitos, mas podem e devem ser legitimamente excluídos para o bem do país. 

Não há dúvidas a respeito disso...

(Avelino do Carmo Gomes de Lima)

CONVERSAS GRAVADAS REVELAM SUPOSTO TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E ATÉ FOTO DE NU EM TROCA DE EMPREGO

Acima, o momento da prisão de Lúcio Assunção no gabinete de Medrado. Abaixo, o perfil  dele no Facebook, hoje apagado


Incrível, fantástico, inusitado, extraordinário. Contando, ninguém acredita. Mas, com fotos, e gravações, aí, sim, dá para acreditar. Tipo São Tomé: só vendo e ouvindo para crer.

No Pará, aliás, acontece de tudo. Poste urina em cachorro. Boi voa. Uma fábrica da Coca-cola faliu. Boto engravida moças.

A mais nova proeza: Um teste de nudez para obtenção de cargo público. Aconteceu com um homem que teve de mandar fotos completamente nu para um  jovem detentor de grande influência política em Mocajuba.

A parada é a seguinte: lembram do presidente do PT do B Jovem do Pará, Lúcio Assunção de Oliveira, que está preso sob a acusação de extorquir um empresário de Parauapebas? Pois é. Assunção foi preso - não ria - dentro do gabinete do procurador Nelson Medrado, no Ministério Público, quando já estava com mandado de prisão por extorsão.

Ele foi ao gabiente de Medrado - não ria, novamente - cumprimentar o destemido procurador por seu combate implacável aos prefeitos corruptos.

Ao receber voz de prisão de Medrado, o jovem tinha em seu poder, além de R$ 30 mil em dinheiro, um celular. Pois o tal celular revela conversas explosivas no aplicativo whatsapp capazes de corar até o papa Francisco.

O blog Ver-o-Fato teve acesso a mais de 60 conversas, mensagens e dezenas de fotos do celular de Lúcio Assunção, apreendidas pelo Ministério Público e que foram remetidas à perícia para posterior ação criminal. O rapaz, nas conversas e postagens, demonstra ousadia e afirma relacionar-se com autoridades dos mais altos escalões  do Estado.

Segundo o MP, Assunção dizia ora atuar no gabinete do vice-governador, Zequinha Marinho, ora trabalhar no Ministério Público Estadual. E, para variar, ainda se gabava de ter grandes amizades e influência no Poder Judiciário.

Se diz amigo de juízes, desembargadores do Tribunal de Justiça, até posa ao lado de alguns. É claro que depois exibia tudo aos que acreditavam em sua estreita relação com as autoridades. Podia, como alegava, impedir prisões de prefeitos envolvidos em maracutaias, assim como abortar operações em prefeituras, além de obter decisões judiciais favoráveis aos incautos em apuros, de quem arrancava dinheiro. Muito dinheiro. 

Assunção vendeu prestígio em Marapanim, onde até recebeu título de Cidadão, com direito a discurso da tribuna. Ao receber a honraria, apresentou-se como servidor do Ministério Público. Ninguém desconfiou. Em Mocajuba, dizia dar as cartas e exercer enorme influência sobre o prefeito Rosiel Costa. Fazia o mesmo em outros municípios. 

No Círio de Nazaré, no ano passado, chegou a alugar uma residência em plena Avenida Nazaré. No local, botou o nome em letras garrafais numa faixa, exaltando a si próprio e à santa. Em várias fotos apareceu ao lado de autoridades eclesiásticas. Haja cara de pau.

Em uma das melhores partes do conteúdo de seu celular apreendido, Lúcio Assunção se diz amigo. Amigo, não, amicíssimo, do procurador de Justiça do Ministério Público Estadual, Nelson Medrado, um homem reconhecidamente sério e honrado e que hoje empreende batalha legal para colocar na cadeia gestores que roubam dinheiro público para montar patrimônio pessoal.

Medrado ficou indignado ao tomar conhecimento de como seu nome era usado em golpes aplicados por Assunção. Para se ter a dimensão da ousadia, ele chegou a criar um perfil falso do procurador no whatsapp, com foto e tudo, para mostrar a amigos e parceiros de crimes que tinha influência junto a Medrado.

Vejam até onde ia a imaginação fértil do rapaz. Numa das supostas conversas com o perfil de Medrado que ele criou, Assunção é tratado pelo suposto Medrado como "meu líder", e "Obama do Pará".

No caso do teste de nudez por foto, e outras incursões sexuais para a obtenção de cargo público em Mocajuba, a coisa esquenta ainda mais, resvalando para o assédio explícito recheado de promessas e ameaças.

Assunção oferece a direção do hospital municipal, automóvel e um salário mensal de R$ 8 mil. Em troca, o rapaz teria que mandar fotos como veio ao mundo e ir ao um encontro reservado com o presidente do PT do B Jovem.

As fotos foram enviadas, o encontro realizado com o pretendente ao cargo, mas não está claro se o assediado por Lúcio Assunção assumiu a direção do hospital e recebeu o automóvel como havia sido combinado. 

O indicado chega a dizer, em uma conversa, que havia pedido demissão do emprego para assumir a direção do hospital que lhe fora prometida.


DESEMBARGADORES MANTÉM PRISÃO 

No dia 21 de março passado, os desembargadores integrantes das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Pará, já sabedores das peripécias de Assunção, mantiveram, por unanimidade de votos, a prisão dele pela suposta prática de extorsão e formação de quadrilha.

De acordo com o processo, ele, em companhia de Jonas Conrado Sousa ( já solto) e Gilson de Andrade Silva, este último cabo da Polícia Militar do Pará, teria procurado a esposa do empresário Edmar Cavalcante, afirmando ter influência junto a representantes do Ministério Público e que, mediante o pagamento de R$ 250 mil, poderia conseguir a liberação do empresário (a época em que este estava preso).

Edmar Cavalcante é réu na ação penal que tramita em Parauapebas, resultante de denúncia do Ministério Público oferecida com base na "Operação Filisteu", que apurou, dentre outros fatos, supostas práticas de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e fraude à licitações, tendo como réus seis vereadores de Parauapebas, além de vários servidores e empresários da cidade.

A defesa de Lúcio alegou constrangimento, argumentando a ilegalidade da prisão, considerando ser o mesmo réu primário, ter bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa. No entanto, o relator do habeas corpus, desembargador Ronaldo Valle, levou em consideração a necessidade de aplicação da lei penal e ordem pública, bem como as condições em que ocorreu a prisão, além do fato de ter ficado o acusado foragido até a sua prisão. 

Lúcio foi preso no dia 20 de janeiro deste ano, no gabinete do procurador de Justiça Nelson Medrado, a quem teria se apresentado como assessor da Vice-Governadoria do Estado do Pará. A prisão do acusado estava decretada desde junho de 2015.


OUÇA  AQUI (CLIQUE EM CIMA DOS TÍTULOS) 

Começo da conversa, a troca de favores

Mostra a foto nu e ganha o cargo

Depos de me dar o carro, tiro as fotos como tu quiser

 Negócio do carro, tu só me ilude

Faz a tua parte que eu assino tua portaria

Rapaz, faz a tua parte. Tu vais crescer ao meu lado 


E VEJA ALGUMAS CONVERSAS EXTRAÍDAS DO WHATSAPP







quarta-feira, 30 de março de 2016

ALICIADOR DE MENORES VENDIA SONHOS NO FUTEBOL PARA MENINOS DO PARÁ

Ronildo levava os garotos de Breu Branco para São Paulo, com promessas mirabolantes 
Em poder de Ronildo, a polícia encontrou fotos de clubes de futebol

Um homem que aliciou 11 crianças no estado do Pará e levou para São Paulo, com promessa de torná-los jogadores de futebol está preso desde terça-feira.  Ele é acusado de maus tratos contra os meninos, e prometia inseri-los em grandes times de futebol. Segundo as investigações, os 11 meninos foram convencidos pelo suspeito a deixar a cidade de Breu Branco, no sudeste do Pará, com a promessa de uma carreira promissora. 

O olheiro preso é Ronildo Borges de Souza, de 43 anos. Ele cobrou mil reais de cada um dos garotos.  Preso através de uma denúncia anônima, o suspeito afirmou ser inocente. Mas de acordo com os pais dos garotos, para convencê-los a liberar os meninos Ronildo mostrava fotos e dizia ser amigo de jogadores, técnicos e empresários famosos. Após 2 meses, os garotos não fizeram nenhum teste.

Segundo o delegado Pedro Luis de Sousa, os pais apostaram nos sonhos dos filhos sem saber de nada. As vítimas ficaram amontoados em uma casa. Os 11 dormiam no mesmo quarto sem conforto algum. Na parede havia uma lista de obrigações, e quem não fazia apanhava. Um dos garotos revelou à polícia que todos sentiam muito medo, especialmente porque Ronildo fazia “coisas estranhas” com os garotos menores.

Eles eram proibidos de sair de casa sem a presença de Ronildo. Dois garotos disseram ter sido vítimas de abuso sexual. Sobre todas as acusações ele diz ser inocente. Quatro jovens são maiores de idade e sete menores. Estes foram encaminhados ao Conselho Tutelar para providências. Fonte: SBT

A SAÚDE VAI MUITO BEM NO PARÁ: HOSPITAL ABANDONADO ESTÁ À VENDA

Em Santa Luzia do Pará, no km 48 daquele município da região nordeste do Estado, uma placa inusitada chama a atenção de quem passa pelo local: um hospital, porque inacabado - sabe-se lá por qual motivo - está à venda. Preço: R$ 1,7 milhão.  

Corre, à boca pequena, que o hospital, anunciado por um corretor de vendas no site OLX, pertenceria a um suposto cidadão de origem africana, que investiu o que tinha, após obter financiamentos bancários, para atender a população do município.

São várias alas do hospital já erguidas num terreno de 12 mil metros quadrados às proximidades do posto Rota Norte III, antigo posto do Edno. A obra começou na década de 90, mas nunca chegou a ser concluída. E, talvez, nem vá. É que o proprietário teria falecido recentemente.

O corretor João Viana diz no site OLX que o imóvel foi construído em um terreno com 96 metros de frente por 130 metros de fundo. "Possui instalações elétricas e hidráulicas concluídas. Área para estacionamento e ampliação. A melhor estrutura hospitalar da região".

Pelo que se vê nas fotos abaixo, porém, há controvérsias. Se havia alguma instalação, seja elétrica ou hidráulica, os ladrões já se encarregaram de levar tudo. E a tal "melhor estrutura hospitalar da região", bom, aí já é exagero de corretor.

De qualquer maneira, lamenta-se que num Pará onde o atendimento à saúde é um dos piores do País, um hospital, mesmo particular, seja abandonado sem sequer ser inaugurado.

Dentro do prédio, uma pichação diz: " Só Jesus Salva". É, faz sentido. 








terça-feira, 29 de março de 2016

JADER ATACA DECISÃO DO PMDB, ACUSA CUNHA E DIZ TER "OJERIZA DE MEMÓRIA SELETIVA"


"Acho que o PMDB não teria razão, depois de tantos anos acoplado no poder, de passar para a opinião pública a ideia de que nós, agora, nos sentimos incomodados de fazer parte do governo. Isso depois de termos tantos ministros e centenas de cargos espalhados por todo o País. Fico muito preocupado com o juízo que a história fará do gesto", avisou.

Jader disse também que a decisão por aclamação de deixar o governo serviu para "disfarçar as divergências" e não poupou críticas à atuação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Fico muito preocupado com a moral seletiva do PMDB e inclusive da imprensa. Já nem vejo mais no noticiário o Eduardo Cunha, acho que daqui a pouco ele passa a ser herói de vocês da imprensa. Tenho ojeriza da moral seletiva, inclusive do meu partido", ressaltou.

PMDB ROMPE CASAMENTO COM O GOVERNO DILMA EM 4 MINUTOS, MAS SEIS MINISTROS MANTÉM NAMORO

A reunião durou 4 minutos, teve gritos de "fora PT" e "Temer Presidente" (da República) 

O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira, por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.
O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou da reunião que oficializou a ruptura com o governo sob o argumento de que não desejava "influenciar" a decisão. 

No entanto, ele teve participação ativa na mobilização pelo desembarque do partido e passou toda a segunda-feira em reuniões com parlamentares e ministros do PMDB em busca de uma decisão “unânime”. Comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a reunião durou menos de cinco minutos. Após consultar simbolicamente os integrantes do partido, Jucá decretou o resultado da votação.

"A partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB", enfatizou. A decisão do PMDB aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.

Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.
Efeito dominó
 
Na reunião desta terça, os peemedebistas decidiram que os ministros da legenda que descumprirem a determinação de deixar o governo poderão sofrer sanções, como expulsão do partido. Após a decisão do Diretório Nacional do PMDB, o G1 procurou as assessorias dos ministérios da Agricultura, da Aviação Civil, de Portos, de Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia e da Saúde. 

Por meio da assessoria, o Ministério da Saúde informou que Marcelo Castro permanecerá "por enquanto" tanto no cargo de ministro quanto no PMDB e aguardará os "próximos passos do partido", como o prazo que será dado pela legenda para que os ocupantes de cargos no Executivo deixem as vagas.

Até esta segunda-feira, o PMDB ocupava sete cadeiras no primeiro escalão do governo Dilma. No entanto, Henrique Eduardo Alves, um dos peemedebistas mais próximos de Michel Temer, se antecipou à decisão da cúpula e entregou seu cargo a Dilma.

Dilma também lançou mão dos últimos esforços para tentar resgatar o apoio do partido. Na manhã de segunda, ela chamou ao seu gabinete no Palácio do Planalto seis dos sete ministros do PMDB para avaliar o cenário. No entanto, no fim do dia, Henrique Alves, um dos presentes ao encontro, apresentou a sua carta de renúncia. Apesar do desembarque, Temer continuará na Vice-Presidência da República sob o argumento de que foi eleito pela população na chapa de Dilma e de que não ocupa, portanto, cargo de submissão à presidente.

Afastamento
 
A decisão de afastamento já estava tomada, mas o PMDB decidiu dar uma espécie de “aviso prévio” ao governo. Reunião da convenção nacional do PMDB no dia 12 de março foi marcada por discursos em defesa do impeachment de Dilma e do rompimento com o governo. Na ocasião, ficou decidido que o partido anunciaria em 30 dias se desembarcaria ou não do governo. Também ficou estabelecido que o PMDB não assumiria novos ministérios até que o fosse definido se haveria o rompimento.

No entanto, dias depois, a presidente Dilma ignorou a decisão e empossou o deputado licenciado Mauro Lopes (PMDB-MG) como ministro da Secretaria de Aviação Civil. A nomeação foi vista como uma afronta pelo partido, que abriu um processo no seu Conselho de Ética para expulsá-lo da legenda. O episódio ajudou a agravar a crise e acelerou a decisão do partido.

Escalada da crise
 
A relação do PMDB com o governo do PT tem se deteriorado nos últimos anos. Quando Dilma se preparava para disputar o segundo mandato, o partido deu mostras claras de que estava rachado quanto ao apoio à petista. Na época, em junho de 2014, a manutenção da aliança foi aprovada pela convenção nacional do PMDB, mas recebeu mais de 40,8% de votos contrários. A ala dissidente reclamava que o partido não era ouvido pelo governo federal e que os ministros da legenda não tinham real poder de comando.

Ao longo do primeiro ano do segundo mandato de Dilma, a crise se agravou. O primeiro embate entre PT e PMDB ocorreu na disputa pela presidência da Câmara, quando o governo federal iniciou uma campanha ostensiva para que Arlindo Chinaglia (PT-SP) vencesse a eleição e derrotasse o candidato peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu em primeiro turno.  Sob o comando Cunha, a Câmara derrotou o Planalto em diversas ocasiões neste ano, com a votação de matérias desfavoráveis ao governo. Além disso, no ano passado, houve na Casa a instalação da CPI da Petrobras, para investigar o escândalo de corrupção na estatal.

Para tentar conter a rebelião na base, a presidente promoveu, em 2015, uma reforma ministerial para ampliar o espaço do PMDB no governo, que chegou a ter sete ministérios. No entanto, a estratégia não foi bem sucedida. Para agradar os parlamentares na Câmara, o governo entregou ao líder da bancada, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), a incumbência de indicar nomes para duas pastas, incluindo a da Saúde, com o maior orçamento da Esplanada. Essa aproximação descontentou ainda mais a ala rebelde do partido, que se voltou contra Picciani quando ele indicou integrantes menos críticos a Dilma para a comissão do impeachment.

Ele chegou a ser destituído do posto em dezembro por oito dias em uma articulação patrocinada diretamente por Temer e Cunha, mas conseguiu reaver o posto com o apoio da maioria. Para ser reeleito neste ano, foi preciso uma atuação direta do Planalto para garantir a ele votos suficientes, inclusive com a exoneração temporária do ministro da Saúde, Marcelo Castro, para reassumir como deputado e votar a favor de Picciani.
Apesar da entrega de cargos, a ala do PMDB descontente com o governo ganhou força com a queda continuada de popularidade da presidente, agravada pela escalada de denúncias relacionadas à Operação Lava Jato. Fonte: G1

BOCA NO TROMBONE - NOTAS FUMEGANTES E EXCLUSIVAS DO BLOG


Dá ou desce

Hoje é o dia D para os ministros do PMDB no governo Dilma. E o paraense Helder Barbalho sabe que só tem duas opções: ou fica com o governo, e corre o risco de ser expulso do partido, ou sai e preserva suas chances de disputar o governo do Estado, em 2018.

Sem queijo

Pai de Helder, o senador Jader Barbalho já deu a dica: o ministro terá de resistir e ficar com Dilma. E usa um argumento forte: só rato abandona o navio em meio à tempestade. Esquece, porém, que quando o navio está sem rumo e o queijo acaba, nem rato fica na embarcação. No sentido figurado, é claro.

Cala, consente

O blog divulgou semana passada que o PAS/Iasep dos mais de 100 mil servidores do Estado será privatizado pelo governador Simão Jatene. Como ninguém apareceu até agora para contestar o que foi dito, é porque o fogo já tomou o lugar da fumaça.

Malvadeza

Pelos corredores do Banco da Amazônia, os funcionários não escondem a estranheza pelo fato de o novo presidente do Basa, Marivaldo Melo, há mais de três meses no cargo, delegar todas as entrevistas com a imprensa para apresentar os resultados de balanço e outros eventos ao diretor de Controles, Antônio Borges, também conhecido por "Tonico Malvadeza". 

Tudo na mesma

Segundo os funcionários, a ficha de Melo ainda não caiu para velhos hábitos que tornam o Basa o retrato da mesmice. Uma delas é dar "carta branca" a Antonio Borges.  Que, aliás, já se prepara para superar o recorde de seu antigo padrinho, Artur Tourinho, com mais de 10 anos de apego à função de diretor.  

Empacou

As obras do BRT da Augusto Montenegro estão devagar, e isso é motivo de comentários entre motoristas e passageiros que passam todos os dias pelo local. A justificativa apresentada são as chuvas que caem todos os dias em Belém. Zenaldo, se quiser sonhar com a reeleição, deveria baixar um decreto revogando o inverno.   

Deu errado

Por falar no Basa, os aposentados e pensionistas do  banco não entendem por que razão ainda perdura a Intervenção na Capaf, que já dura cinco anos. O que se diz por lá é que a última intervenção da então SPC, hoje Previc, feita com o objetivo de "sanear" a Capaf, durou sete anos e teve como resultado mais visível o aumento do déficit operacional do Fundo de Pensão de então modestos R$ 80 milhões para estratosféricos R$ 800 milhões. 

Mais do mesmo

Depois disso, apareceu uma consultoria internacional, que levou mais R$ 20 milhões para "reordenar" o saldamento dos planos da Capaf , que foram "oferecidos" aos participantes e assistidos como a solução mágica para as mazelas do órgão. Para completar o rolo, a Comissão de Inquérito, nomeada pela Previc para apurar novamente as "causas" do desarranjo da Capaf, passou seis meses apurando, não indiciou ninguém e nem apontou as causas.

De flozô

Quem está gostando disso  é o atual interventor, egresso do Banco do Brasil, que acumula sua aposentadoria com um aditivo de mais de R$ 5 mil, por conta da intervenção. 

Paga antes

As gráficas de Belém já começaram seu planejamento para a próxima campanha eleitoral. E nele há uma recomendação expressa: ou o candidato paga adiantado pelo menos a metade do serviço, ou não terá propaganda nas ruas. Calotes de eleições passadas forçaram a medida.

Balançou

Quem é do meio publicitário sabe que uma página de balanço de empresa pública ou privada, nos jornais de Belém, não sai por menos de R$ 120 mil. Na semana passada, o "Diário do Pará" publicou oito páginas com o balanço da Companhia Docas do Pará (CDP), a companhia  subordinada à Secretaria dos Portos, que tem como ministro Helder Barbalho, um dos herdeiros do jornal.

Só isso?

Segundo informou ontem à coluna o presidente da CDP, Parsifal Pontes, o valor pago ao "Diário do Pará" foi de exatos R$ 178.300,07. Na verdade, diz Parsifal, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que faz a cotação de preço, oferece um valor inicial que, no caso desse balanço, foi de R$ 356.900,63. "Não sei quais os parâmetros da EBC para chegar a esse valor", observa ele.

"O Liberal" dançou

Ocorre, ainda segundo Parsifal, que sobre os R$ 356.900,63 foi feito uma espécie de leilão "inverso" e quem oferece o menor valor leva. E quem levou foi o "Diário". O presidente da CDP informa que "O Liberal" participou do leilão e o menor valor oferecido pelo jornal dos Maiorana foi R$ 178.600,56. Ou seja, o preço a menor do vencedor foi R$ 299,51. 

Dilma do Jarbas

Entreouvido na sede da OAB do Pará: "O nosso presidente, Alberto Campos, é a Dilma do Jarbas". Pano rápido.  

segunda-feira, 28 de março de 2016

PMDB REÚNE, TRAÇA ESQUEMA, E DECIDE POR ACLAMAÇÃO ROMPER COM O GOVERNO

O PMDB vai oficializar o desembarque do governo Dilma Rousseff nesta terça-feira (29), por aclamação. A decisão é resultado de articulação promovida pelo grupo do vice-presidente Michel Temer.

A tendência é que o partido aprove ainda o prazo até o dia 12 de abril para que os sete ministros da sigla deixem seus cargos. O mesmo valerá para outros peemedebistas empregados em cargos de confiança na administração federal.

A tomada de posição foi fechada após reunião entre Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), considerado o "último bastião" do governismo no PMDB. Pelo acordo, Temer não presidirá a reunião que vai selar o desembarque. Os ministros peemedebistas também não irão à reunião.
  
Apesar dos apelos da presidente Dilma e de seu antecessor, Lula, o Planalto não conseguiu conter a tendência de debandada do PMDB, agravada nos últimos dias com a exposição das posições anti-Dilma dos maiores diretórios estaduais da sigla, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O formato da convenção desta terça foi fechado em reunião na residência oficial do Senado Federal com a presença de outros senadores peemedebistas. Com o acordo, a tentativa do comando nacional do partido é evitar demonstrar a divisão do partido no encontro do diretório nacional da legenda.

Em estratégia esboçada com a presidente Dilma Rousseff, os sete ministros do partido não devem participar da reunião de terça. A ausência deles é vista, no entanto, com naturalidade pela cúpula nacional, que entende o constrangimento que eles poderiam passar no encontro.

Com a avaliação de que a "batalha desta terça-feira está perdida", o foco do Palácio do Planalto é tentar agora segurar a maior parcela possível do partido no movimento contrário ao impeachment. Nas palavras de um assessor da presidente, "amanhã é uma batalha perdida dentro de uma guerra maior". Fonte: Folha de São Paulo.

SESPA DIZ QUE CARRO QUE REBOCAVA LANCHA NÃO É MAIS DELA. PREFEITO PROMETE PUNIÇÃO

A propósito daquela lancha que, na sexta-feira passada, foi fotografada no momento em que era rebocada do rio, na cidade de Mocajuba, por um veículo da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), a própria Sespa mandou para o Ver-o-Fato duas lacônicas linhas com a seguinte explicação: " A Secretaria de Estado de Saúde Pública esclarece que o veículo nas imagens pertence ao município de Oeiras do Pará. O automóvel foi doado pela Secretaria no ano de 2012, para auxiliar nas ações de saúde de município.

A Sespa também enviou nota emitida pela  prefeitura de Oeiras, onde se pode ler o seguinte: " A Secretaria Municipal de Oeiras do Pará veme scalrecer sobre o veículo encontrado em uso indevido por terceiros. Informamos que o veículo em questão foi levado a uma oficina de Mocajuba para conserto, e que desconhecemos do seu uso para outros fins e não autorizamos tal conduta, e que a secretaria deste município irá apurar os fatos e pedir punição aos culpados".

Segundo o repórter Carlos Baía, a lancha  pertence a Pedro Donato, que foi chefe da Secretaria de Obras da prefeitura de Mocajuba, no período em que o prefeito Rosiel encontrava-se afastado. Pedro Donato é homem de confiança e sócio do prefeito anterior "Zé Antônio Castro" , Segundo a fonte, eles comandaram e afundaram Mocajuba no período de 1 ano e 2 meses.

A fonte de Baía informa ainda que Pedro Donato é mecânico. O carro da Sespa é do município de Oeiras do Pará. O mecânico conserta e leva o veículo nos finais de semana para Mocajuba. Pedro Donato tem um parentesco com o prefeito de Oeiras, Eli Batista, e presta alguns serviços na cidade de Oeiras.

Nota do blog: perfeito, genial, bela explicação. Se Pedro Donato é parente do prefeito de Oeiras, Eli Batista, então o próprio prefeito poderia responder à seguinte pergunta: ele vai punir mesmo o parente folgado, que usa e abusa de um bem público como se dele fosse? Ou tudo vai ficar em família? 

Responda aqui, sr. prefeito. Ou cale-se para sempre.




ASCONPA DIZ QUE CONCURSO DA PMB É PARA DIMINUIR REPULSA À EXTINÇÃO DE 49 CARGOS

 
 
O jornal O Liberal deste domingo (27), veicula notícia de abertura de mil vagas em concurso público pela prefeitura de Belém. Na matéria, para tentar parecer convincente, a secretária de Administração do município, Alice Coelho Teixeira, informa que serão ofertadas 1073 vagas, com prioridade para cargos das áreas de Saúde e Educação. Na Saúde "devido a construção de novas unidades de Saúde (UMS) e de Pronto Atendimento (UPA), além do Centro de Saúde da Mulher e o novo Pronto Socorro da 14 de Março". E, na Educação, "teremos que suprir a necessidade devido a mais de duas mil vagas para alunos criadas nas escolas”.

Segundo a secretária, a Semad já está trabalhando no processo licitatório para realizar os certames. "Aguardamos a aprovação, o quanto antes, do projeto que cria os cargos para poder encaminhar os trâmites dos concursos e homologa-los até junho”, salienta. Para o presidente da Associação dos Concursados do Pará, José Emílio Almeida, está clara a intenção do prefeito Zenaldo Coutinho, ao patrocinar esta matéria no jornal O Liberal: conquistar a simpatia da população, no momento em que enfrenta forte indignação dos servidores públicos municipais, pela aprovação do Projeto de Lei nº 13, de sua autoria, que extingue 49 cargos na prefeitura, "prejudicando milhares de concursados ainda em estágio probatório, todos aprovados em concurso público promovido há três anos e que lutaram contra ele mesmo para conseguir a nomeação".

Numa flagrante artimanha para tentar aliviar os danos causados à sua imagem pela extinção dos cargos, no mesmo projeto, Zenaldo cria 600 novas vagas na Semec, para os cargos de professor e pedagogo, ludibriando os aprovados no cadastro de reserva de concurso público realizado em 2011. "Se quisesse, Zenaldo os nomearia sem a necessidade de criação dos novos cargos, em substituição aos milhares de professores que trabalham em regime precário naquela Secretaria", disse Emílio.

Ainda para o presidente da Asconpa, "apesar de existir grande necessidade de mais servidores efetivos em todos os órgãos e áreas da prefeitura, desde que assumiu o cargo em 2013, Zenaldo não apresentou um único levantamento que justificasse essa necessidade. Pelo contrário, ele até se recusa a nomear os aprovados em concursos de 2012, alegando desnecessidade de novos servidores e falta de recursos públicos".

"Zenaldo e a sua secretária deveriam ser presos por fraude. A desfaçatez desta administração não tem limite. E custa caro. Cerca de R$ 53 milhões de reais já foram gastos em propagandas deste tipo. Sempre tentando passar para a população uma imagem boa, saudável, limpa, de um dos piores governos que Belém já teve", sentencia Emílio.

domingo, 27 de março de 2016

LISTAS DA ODEBRECHT, ERROS E INFERNO. ATÉ TUCANOS DO PARÁ RECEBERAM DOAÇÕES


Quando  foi divulgada a tal lista da Odebrecht, contendo mais de 300 nomes de políticos que supostamente teriam recebido doações ilegais, não estava claro que essas doações eram mesmo ilegais. Na dúvida, o blog Ver-o-Fato manteve a cautela de aguardar o que viria em seguida. E só publicaria o listão se não pairasse nenhuma dúvida. 

O esclarecimento veio. Sabem de quem? Da maior autoridade judicial da Operação Lava Jato: o juiz Sérgio Moro. E o que ele afirma deveria servir aos apressadinhos, que saem por aí assassinando reputações, condenando antes de julgar, apenas para usufruir do sensacionalismo barato. 

O blog grifou as declarações de Moro, sobre as apreensões de planilhas feitas na residência do executivo Benedicto Barbosa Júnior,  para que nossos leitores tirem suas próprias conclusões, sem pré-julgamentos sobre quem quer que seja: 

"É certo que, quanto a essas planilhas apreendidas na residência do executivo, é­ prematura qualquer conclusão quanto à n­atureza deles, se ilícitos ou não, já qu­e não se trata de apreensão no Setor de ­Operações Estruturadas da Odebrecht, atr­avés do qual eram realizados os pagament­os sub-reptícios (de propina, por exemplo­, aos agentes da Petrobras), e o referid­o Grupo Odebrecht realizou, notoriamente­, diversas doações eleitorais registrada­s nos últimos anos. Assim, os pagamentos retratados nas pla­nilhas da residência do executivo Benedi­cto Barbosa podem retratar doações eleit­orais lícitas ou mesmo pagamentos que nã­o tenham se efetivado".

 

Ora, Sergio Moro, com essa declaração - apesar de sua conduta correta em todo o desenrolar das 26 fases da Lava Jato -, venhamos e convenhamos, pisou na bola. Como não foi ele quem vazou o listão para a imprensa, mas fonte da Polícia Federal, houve, então, um desacerto entre o juiz e os policiais federais. Nada que comprometa o cerrado combate à corrupção nas prisões e apreensões de documentos até agora realizadas. 

Uma pergunta, nessa falha de Moro e da PF em divulgar o que não se tinha certeza: por que não se aprofundou uma investigação mais rigorosa e detalhada para que se tirasse as dúvidas agora levantadas pelo juiz? Feito isso, separando o joio do trigo, seria mais fácil identificar quem pegou dinheiro para sua campanha eleitoral com recibo de doação carimbado pela Justiça Eleitoral, quem recebeu dinheiro fora de campanha, ou seja, por "debaixo dos panos", e quem simplesmente nada recebeu, apenas teve o nome anotado para futuro pagamento.

As planilhas de Benedicto Barbosa Junior não dizem se o dinheiro foi efetivamente liberado pela Odebrecht. Caso essa providência da PF tivesse sido tomada, ficaria fácil pegar quem recebeu dinheiro ilícito, não é mesmo? A divulgação jogou a todos no inferno da desconfiança. Quem já estava no inferno e teve o nome citado em outras investigações, como recebedor de propina, está queimando no fogaréu. 

Quem, contudo, teve o nome citado apenas nessas planilhas, inclusive com apelidos, mas nada recebeu, é obrigado a se explicar a toda hora. O que, a esta altura do campeonato, pouco importa, pois seu nome já foi carimbado como propineiro. Está sendo condenado antecipadamente pela opinião pública. O Supremo Tribunal Federal (STF), se passar as planilhas a limpo, determinando novas diligências, terá a chance de restabelecer a verdade. Ou confirmá-la, sem contestações.

TUCANOS DO PARÁ NA LISTA DA ODEBRECHT

A Odebrecht, na verdade, sempre foi a mãezona das doações para políticos, em todos os estados onde ela mantém obras ou disputa licitações. E isso não é de agora. No caso do Pará, respeitáveis políticos do PSDB e seus aliados da hora, que há 20 anos desfrutam do poder - com o interregno do desastrado governo de Ana Júlia Carepa (PT), entre 2007 e 2010 -  se tornaram clientes da principal empresa envolvida na Lava Jato. 

O próprio governador Simão Jatene é um dos beneficiados. Eles podem dizer, seguramente, que o dinheiro que receberam não é originário de relações promíscuas com o empresariado? Ou isso é prerrogativa de outros partidos? Vale, também para os tucanos - e as máscaras, para alguns deles, também começam a cair -, mesmo que se coloquem na condição de arautos da moralidade.

Veja os tucanos - a exceção é o deputado federal Eder Mauro (PSD) - paraenses que receberam dinheiro da Odebrecht, na campanha de 2014. Os nomes - Júlia Marinho, mulher do vice-governador Zequinha Marinho, Joaquim Passarinho e Nilson Pinto - não estão na planilha de Benedicto Barbosa Junior, apreendida semana passada. Mas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lá também aparecem o ex-senador Mário Couto, Celso Sabino, deputado estadual, e outros menos votados.

Prova de que, do inferno, mesmo cheio de boas intenções e ingenuidade, os políticos do PSDB, com raras exceções, não escapam.







sábado, 26 de março de 2016

VEÍCULO DA SESPA REBOCA LANCHA DE "BARÃO" EM MOCAJUBA

 

 


A coisa pública, como o próprio nome diz, é pública mesmo?

Bom, se for em Mocajuba, município do Baixo-Tocantins, há controvérsias. 

Pelo menos para o dono dessa lancha que aparece aí nas fotos. Deve ser alguém muito íntimo de algum poderoso de plantão. Gente de poder e muita influência. 

Poderoso, cheio da grana, que dá ordens e logo é obedecido.

Tanto que tem à disposição, para rebocar sua lancha, um veículo pago pelos cofres públicos, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Isso mesmo, da Sespa.

As fotos da lancha rebocada pelo veículo da Sespa - que deveriar estar a serviço do contribuinte, mas serve ao "barão" que aproveitou o feriadão da Semana Santa para se esbaldar em passeios pelos rios da região - foram postadas por banhistas indignados e estão, como se diz,  viralizando nas redes sociais.

E aí, autoridades tucanas, o blog quer explicações. O blog, não. O esfolado contribuinte, que pena nos postos e hospitais públicos em busca de atendimento médico, mas sequer é atendido com dignidade. Enquanto o veículo oficial serve ao particular. E bota particular nisso.

De quem é a tal lancha? E o que diz a Sespa? 

Explicações, já.

Atualização da informação:

O repórter Carlos Baía, que atua em Barcarena, mandou para o blog as seguintes informações a respeito da postagem acima.
"Amigo Carlos, acabei de obter informação de Mocajuba, de que a lancha que aparece em sua matéria, é do cidadão chamado Pedro Donato que foi chefe da Secretaria de Obras da prefeitura de Mocajuba, no período em que o prefeito Rosiel encontrava-se afastado. Pedro Donato é homem de confiança e sócio do prefeito anterior "Zé Antônio Castro" , Segundo a fonte, eles comandaram e afundaram Mocajuba no período de 1 ano e 2 meses.

A fonte informa que ele, Pedro Donato, é mecânico. O carro da Sespa é do município de Oeiras do Pará. O mecânico conserta e leva o veículo nos finais de semana para Mocajuba. Pedro Donato tem um parentesco com o prefeito de Oeiras, Eli Batista, e presta alguns serviços na cidade de Oeiras."
O blog agradece a Carlos Baía, sempre antenado com a boa informação, mas espera que a Sespa e o governo do PSDB expliquem porque um bem público está a serviço de um particular.

A HOMENAGEM A JAMIL DAMOUS, ÀS 11 DA MANHÃ, NA SINTONIA WEB. OUÇA

Jamil (de óculos), em dezembro de 2014, com o editor do blog, no Centur.
A rádio Sintonia Web e o programa "Arte Brasil" homenageiam neste sábado, a partir das 11 da manhã, o jornalista, poeta e compositor Jamil Damous, falecido na semana passada no Rio de Janeiro. A produção e apresentação do programa é de Paulo Gomes, o Paulão, que fala sobre a obra de Jamil, seus poemas, e roda músicas de autoria dele em parceria com artistas paraenses. 

Jamil e o editor do Ver-o-Fato foram grandes amigos, no final dos anos 60 e começo dos anos 70, e faziam parte do grupo conhecido por Turma da Escadinha - todas as noites, batendo ponto, para longos papos sobre assuntos diversos, principalmente cultura, política nacional e paraense em plena ditadura militar, na escadinha do Teatro da Paz, na Praça da República. Depois, em 1973, Jamil transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar como redator  de merchandising da Rede Globo. 

Ele, porém, nunca deixou de vir ao Pará rever os amigos e relembrar os fatos que aqui viveu durante os anos de chumbo e que, confessava, marcaram sua existência. Em dezembro de 2014, no Centur, reeencontrou-se com o redator deste blog, no lançamento de seu livro de poemas "O Rei do Vento".  Um homem existencialmente inquieto e de grande sensibilidade artística, assim o blog o define. 

Maranhense de Turiaçu, Jamil Damous (1953) passou a juventude em Belém, onde iniciou sua carreira de jornalista e publicitário e onde escreveu seus primeiros versos e estrofes, o que o leva a se considerar culturalmente paraense. É em Belém que inicia parcerias musicais bem sucedidas com artistas locais, especialmente com Nilson Chaves, com quem compôs “Constelação Sentimental”, “Toca Tocantins”, “Da Minha Terra”, entre outros sucessos. Com Vital Lima, em 2003, produziu a trilha sonora do espetáculo “Bonequinha de Pano”, de Ziraldo, que lhe rendeu o prêmio Maria Clara Machado de Teatro Infantil, na categoria Trilha Sonora.

Em 1979, já no Rio de Janeiro, lança seu primeiro livro “Tempo Turiense e Outros Tempos” (Ed. Olímpia), uma coletânea de poemas e outros escritos. Seu segundo livro saiu apenas em 1995, “A Camisa no Varal” (Belém, ed. Cejup), outra coletânea de seus poemas. Poeta e letrista, influenciado por Drummond, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, na poesia, e por Caetano, na música, Jamil Damous também é publicitário e um dos primeiros redatores de merchandising da Rede Globo e o primeiro e mais antigo em atividade do merchandising social.

Para ouvir o programa, clique no play da rádio, aqui no lado direito do blog. Ou, se preferir, acesse pelo site www.fmsintonia.com.br

Boa audição. Obs: o programa será reapresentado às 2 da tarde de domingo.

sexta-feira, 25 de março de 2016

PMDB DO RIO VAZA DO GOVERNO. MAS NO PARÁ, JADER DIZ QUE "SÓ RATOS ABANDONAM O NAVIO"


Enquanto no Rio de Janeiro o PMDB anuncia posição a favor do impeachment e prepara seu desembarque da base de Dilma, aqui na terra do açaí, o senador Jader Barbalho, com indicações federais em órgãos e tendo um filho, Helder, no Ministério, se mantém irredutível no apoio ao governo. Ele já disse a amigos que "só ratos abandonam o navio". 

Não se pode negar que Jader é coerente, porque se abandonasse o navio em meio ao mar revolto, teria antes que abrir mão de tudo o que já negociou com o governo e ainda pretende negociar. 

Lula, por sua vez, aproveita a sexta-feira da Paixão de Cristo para tentar juntar os cacos e impedir que mais ratos pulem do navio. O ex-presidente, na agonia de viver entre a cruz e a caldeirinha, tenta salvar ao mesmo tempo a própria pele e a do governo.

Como sempre, ele promete mundos e fundos aos que ficarem ao lado de Dilma. Se bem que fundos, a esta altura do campeonato, soem um tanto prosaicos e perigosos nesses tempos de Lava Jato. 

Digamos que ministérios, cargos e liberação de emendas parlamentares. Para usar uma linguagem mais palatável.

Dá menos na vista.

 

LULA E DILMA, VOCÊS SEQUESTRARAM MINHA ESPERANÇA


Luiz Eduardo Ferreira - um paraense desempregado
 
Dez milhões de desempregados - até semana passada.

Mais de 59 mil assassinatos por ano -  supera número de americanos mortos na guerra do Vietnã, em dez anos. 

Pessoas morrendo à míngua, sem atendimento médico, em hospitais públicos superlotados de doentes.

Estradas em péssimas condições por onde quer que se trafegue. 

Rhodia fecha a fábrica de Jacareí (SP) e demite todos os funcionários

Alcoa suspende produção de alumínio em indústria no Maranhão e demite 650

Amplimatic, tradicional fabricante de componentes eletrônicos, fecha as portas e encerra atividades.

Souza Cruz fecha fábrica no Rio Grande do Sul

Azul devolve 20 aviões e repassa jatos para empresa portuguesa.

Dako, fabricante de fogões, despenca na tormenta econômica e fecha as portas.

Mabe, multinacional mexicana, fecha suas duas fábricas em Campinas e Hortolândia (SP).

Walmart fecha 60 lojas no Brasil

Boticário fecha 10 lojas no Vale do Aço e 100 funcionários ficam sem emprego

Lojas Leader pedem falência e 90 lojas no país encerram atividades

Só em 2015, 95 mil lojas foram fechadas em todo o país. Por enquanto.

Os efeitos da crise e da gestão catastrófica do governo Dilma se fazem sentir por toda parte.

Enquanto isso, a Operação Lava Jato aprofunda suas investigações e deve ingressar na 28ª fase de suas operações revelando um saldo superior a R$ 25 bilhões de dinheiro roubado dos cofres públicos por quadrilhas de empresários, políticos e figuras proeminentes da República.

E ainda falam em "golpe" para tirar do poder quem agiu para abafar tudo e manter os brasileiros na desinformação. Até já elegeram um culpado pelas bandalheiras que eles próprios aprontaram: o juiz Sérgio Mouro.

A presidente Dilma Roussef, caso tivesse sensatez e pensasse no país, já deveria ter renunciado. De outro lado, o ex-presidente Lula, com a lama da corrupção batendo em seu pescoço, faz ameaças e tenta intimidar o Supremo Tribunal Federal.

Eis a quê reduziram meu Brasil. E que não sabemos aonde vai parar. Sem líderes, sem governo, sem oposição. Mas, felizmente, sob o império da Justiça e da Constituição Federal. 

Devolvam meu país, senhores do PT, Lula e Dilma. Vocês sequestraram minha esperança. 

quinta-feira, 24 de março de 2016

PROPINA

Paraguassú Éleres - Defensor público

Para quem a ferramenta de trabalho é a linguagem – professores, expositores, escritores, negociantes, profissionais do Direito e tantos outros, é prudente buscar a origem, o significado, a etimologia da palavra, o que ela pode compor, o que dela deriva. Exemplos: “sapateiro”, dá “sapataria”; “alfaiate”, ”alfaiataria”, e por isso, (palavra que é o retrato moral do Brasil dos dias correntes) vale pesquisar a palavra “deputado” ..., à qual está relacionada uma que ganha de todas: é a propina, que o Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa, Vol. IV, Ed. Bloch, 1981, diz ser ‘gratificação com que se recompensa um serviço eventual” (e pelo que revelou a Operação Lava Jato, põe “eventual” nisso).

Sobre isso (anos 80) o pai da coleguinha de minha filha comprara uma novidade à época: um “Santana Quantum” e pouco tempo depois trocou por outro, mais apetrechado. Ante a admiração, disse-lhe que o “pai dela” poderia ter recursos para trocar de carro de poucos em poucos meses, mas nós ficaríamos com a nossa “Belina” de mais de dez anos. E aí veio a notícia: o pai da coleguinha trabalhava na Propina.

Contestei. Deve ser “Propisa”, talvez o nome de uma empresa. E afinal, o fato real. O pai da coleguinha era da Sudam. Aí, pensei: se a menininha sabia sobre “propina”, provavelmente ouvira em conversa livre na hora da mesa, como uma vitória do grande pai, funcionário daquele “propinoduto” que roubou nosso dinheiro e no caso de alguns daqueles ladrões, velhos de tanto roubar, tive notícia que para eles o crime prescreveu.

AZUL E BRANCO NO VATICANO


Nesta quinta-feira (24), no Vaticano, o papa Francisco recebeu, das mãos do Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Walmir Oliveira da Costa, uma camisa do Paysandu e, pelo que mostram as fotos, ficou muito feliz com o presente bicolor.

E se engana quem pensa que Francisco não conhecia a história do Papão da Curuzu. Walmir conta, ao site oficial do clube, que o Papa logo reconheceu a instituição ao ser lembrado dos grandes feitos das história da equipe. “Quando entreguei a camisa do Paysandu para o Papa, e quando falei os nossos triunfos, ele logo nos reconheceu”.

Mas o melhor momento foi quando o Ministro contou sobre o feito do Alviceleste ao vencer o Boca Juniors, na La Bombonera, pela Copa Libertadores. Foi aí que ele caiu na gargalhada e se recordou na hora do Paysandu e de tal triunfo histórico. 

Para quem não se lembra, o Papa Francisco é torcedor fanático do San Lorenzo, rival do Boca.

A LAVA JATO, A INTOLERÂNCIA, E O TERREMOTO DE LISBOA

Alegoria ao Terremoto de 1755, João Glama Strobërle (1708–1792)

A “Operação Lava Jato” parece inesgotável, a cada dia com revelações bombásticas de fatos novos. Na mente do cidadão comum, onde quer que se vá, uma coisa é certa: é o maior esquema de corrupção da história brasileira. Enreda nomes famosos da classe empresarial, donos de construtoras que detém as principais obras por todo o país, além de políticos de partidos aliados ao poder e gente do PSDB, da oposição. 

Gravações telefônicas interceptadas com ordem judicial, prisões, indiciamentos, condenação. O repertório de resultados surpreende a cada nova operação da Polícia Federal. Quem ainda não fez delação premiada, temendo pena dura, se dispõe a contar tudo o que sabe e apresentar documentos. A República treme, o poder balança. 

O ex-presidente Lula, que por muito tempo navegou quase incólume pelo mar de escândalos, hoje vive seu inferno astral, desde a condução coercitiva para depor decretada pelo juiz Sérgio Moro. Pior: suas conversas, gravadas, revelaram ao País um outro Lula, quem sabe o verdadeiro Lula. Um homem que se coloca acima do bem e do mal e que cobra gratidão daqueles a quem nomeou, quando presidente, como se livrá-lo de encrencas judiciais fosse uma obrigação do nomeado.

A presidente Dilma, por outro lado, dedica seus dias de tormento a defender seu governo dos fantasmas que a assombram: impeachment, cassação do mandato ou renúncia. Fala em “golpe”, vocifera contra o juiz Sérgio Moro, mas não consegue esconder o fato de que está isolada, sem apoio parlamentar na casa onde sua permanência no governo será decidida: a Câmara dos Deputados.

Dilma já não consegue esconder que está esgotada e abatida. Precisa, porém, manter as aparências para não se fragilizar ainda mais diante dos que a apoiam. Não é fácil. O próprio PT, cuja sigla é execrada nas ruas por opositores que o apontam como responsável pelas graves mazelas do País, também espana a culpa de seus ombros e a joga sobre Dilma, deixando-a ainda mais desprotegida.

Nas redes sociais, seja de governistas quanto de opositores, predomina não o debate sadio de ideias sobre o momento político-institucional que vivemos, mas o ranço da intolerância e dos ataques pessoais, com pitadas de ameaças e xingamentos de toda ordem. Não há lugar sequer para quem não defende nem um lado, nem outro, mas se posiciona contra a lama da corrupção que afoga o país.

O simples ato de opinar transformou-se em penosa tarefa. Há um patrulhamento em curso que impede a livre manifestação de pensamento. “Fascista”, “direitista”, “comunista”, “coxinha” e “petralha” são os termos mais usados contra quem se posiciona. Os níveis de arrogância e ódio chegam às alturas.

A única certeza de tudo que temos visto, lido e ouvido, é que o Supremo Tribunal Federal (STF) será o grande juiz da causa. Lá, como se sabe, serão travados os debates, as fundamentações legais e as razões de cada ministro na exposição de seus votos. Como ocorreu no Mensalão. No mais, é refletirmos sobre um fato ocorrido há 261 anos, em Portugal.

Passado o terremoto de Lisboa, o rei Dom José perguntou ao marquês de Alorna o que podia ser feito. Ele respondeu: "sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e discutindo como teria sido se o terremoto não tivesse ocorrido.

Cuidar dos vivos, é que depois de enterrar o passado, temos que cuidar do que sobrou, dar foco ao presente. Fechar os portos, é evitar o pânico entre os nossos, impedir o salve-se quem puder, a fuga em massa.

Significa que não podemos deixar que ocorra um novo tremor enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou.

____________________BASTIDORES_________________

* Bomba: pelos corredores e gabinetes do governo Jatene não se fala em outra coisa: o governador pretende terceirizar o PAS/Iasep, o serviço de atendimento à saúde dos 100 mil servidores estaduais. Os trabalhadores que atuam no setor seriam relotados em outros órgãos do governo.

* As dívidas, a má gestão e as reclamações cada vez maiores dos servidores sobre a qualidade do serviço, que já foi um dos melhores no Estado, teriam pesado na vontade de Jatene. Ou seja, a privatização do PAS/Iasep vai dar muito o que falar.

* A divulgação de pesquisas sobre a eleição de prefeito, nos municípios de Parauapebas e Tucuruí, acendeu a luz amarela nos gabinetes de Valmir Mariano e Sancler Ferreira. A pior situação é de Valmir, que tenta a reeleição. Ele está muito abaixo do que imagina.

* Sancler, que não pode mais concorrer, aposta suas fichas no vereador Jairo, mas seu afilhado político está muito distante nas pesquisas, que tem Jones William na frente, com folga. Em Parauapebas, o favorito é o ex-petista Darci Lermen.

* Em Pau D'Arco, o que era segredo vazou para os ouvidos do povão. Agora, no município, a revolta é geral contra decisão da Câmara Municipal de ter feito uma reunião sigilosa e aumentado o salário dos vereadores em 100%.

* O vereador Neto do Chicão, que não tem papas na língua, entregou a parada durante um programa de rádio em Redenção. Manifestações em Pau D' Arco contra o absurdo aumento já estão sendo organizadas.

* Cuidado com as coisas que você fala ao telefone. O “Grande Irmão” pode estar te ouvindo.