sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PF AFIRMA QUE FILHO DO GOVERNADOR "LAVOU" R$ 750 MIL EM SEUS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

"Beto Jatene", no momento em que deixava o prédio da PF rumo ao Corpo de Bombeiros, onde está preso.


O empresário Alberto Lima Jatene, o "Beto Jatene", filho do governador tucano Simão Jatene, teria lavado R$ 750 mil em dois postos de combustíveis de sua propriedade, segundo apontam investigações da Polícia Federal na "Operação Timóteo", que hoje cumpriu mandados de prisão, condução coercitiva e de busca e apreensão em 11 estados. Os envolvidos desviavam dinheiro da taxa sobre exploração de minérios, segundo a PF.  

"Beto Jatene", que tinha mandado de prisão temporária expedido pelo juiz federal de Brasília, Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara, apresentou-se na sede da Polícia Federal, em Belém. Ainda pela manhã, a PF esteve no apartamento dele, no bairro do Umarizal, onde apreendeu documentos.

Depois de ser submetido a exame de corpo de delito, uma praxe judicial, "Beto Jatene" foi levado da sede da PF para o Corpo de Bombeiros, onde está numa cela com direito a TV e frigobar. É um preso especial, por ter curso superior.

O defensor de "Beto Jatene", advogado Roberto Lauria, negou a partipação do cliente no esquema criminoso ou que ele tenha usado a influência familiar para conseguir informações privilegiadas. Lauria anunciou que iria apelar para o Tribunal Regional Federal (TRF1) em Brasília para soltar o empresário por meio de um habeas-corpus.

Em nota, o governo do Estado informou que a investigação da PF "não possui qualquer relação ou sequer cita os órgãos do poder Executivo estadual".  Ela diz que, na condição de pai de Alberto Jatene, o governador Simão Jatene informa que ainda não teve acesso ao conteúdo da acusação, mas espera que tudo seja "devidamente investigado e esclarecido o mais breve possível, na certeza de que Alberto irá prestar os esclarecimentos necessários para a Justiça".

Ao todo, a PF cumpriu no Pará oito mandados de condução coercitiva, dois de prisão temporária - incluindo Beto Jatene e Eduardo Moraes, um funcionário da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), e o conselheiro do TCM no Pará, Aloisio Lopes Chaves, o "Lula Chaves", 13 de busca e apreensão - sendo três nas sedes das prefeituras de Oriximiná, Canaã dos Carajás e Parauapebas. 

A Polícia Federal informou que há um mandado de prisão temporária para o prefeito eleito de Parauapebas, Darci Lermen (PMDB). Ele teria recebido R$ 59 mil do esquema quando era prefeito do município.


Um comentário:

  1. O "vendedor de alface" da Bahia, eleito prefeito de Parauapebas, só recebeu 59 mil, tua conta não tá errada não blogueiro?

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