sábado, 24 de dezembro de 2016

HAROLDO MARANHÃO, UM LITERATO FRUSTRADO?


  
Fundador do Suplemento Literário da antiga "Folha do Norte" - um jornal que nunca se curvou ao poder do ditador Magalhães Barata e patrocinou batalhas históricas na imprensa local -, Haroldo Maranhão, notável escritor paraense, jornalista e advogado, deixou uma vasta obra, embora o perfil que faz de si mesmo aí em cima fosse de alguém que não pretendia publicar nenhum livro por se sentir um "literato frustrado e aposentado".


Ainda bem que desistiu da ideia e lançou obras que deveriam ser lidas por quem se interessa por uma boa literatura. Morto em 2004, no Rio de janeiro, deixou obras como "O Tetraneto Del Rey", "Rio de Raivas", "Cabelos no Coração", "Voo de Galinha", "Flauta de Bambu", dentre outras de igual relevância.


Sobre si mesmo, no Suplemento Literário da "Folha", jornal de seu pai, João Maranhão, Haroldo diz que "alimenta antipatia declarada pela intolerância dos comunistas, do clero, dos militares e dos fascistas". 
 
Considera-se um homem "amargo e introspectivo". Tem "mais inimigos que amigos" e também que "não é adepto da paz apregoada por Moscou, nem da paz armada do capitalismo". Por fim, declara que deseja a paz "no duro, sem intenções ocultas ou mistificações".


O blog abre esta série sobre escritores, jornalistas e poetas paraenses - o próximo é Rui Barata, que faz revelações interessantes sobre si mesmo - para que as novas gerações de amantes das artes aqui também aportem e digam o que pensam sobre literatura, suas impressões da vida, política, gostos e desgostos.

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