domingo, 18 de dezembro de 2016

DESEMBARGADOR DE PLANTÃO EM TRIBUNAL DE BRASÍLIA MANDA SOLTAR "BETO JATENE"

Desembargador João Moreira: "Beto Jatene" preenche os requisitos legais para  soltura"
 
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu liberdade para Alberto Jatene, filho do governador do Pará Simão Jatene, que foi preso preventivamente na última sexta-feira (16) pela Polícia Federal na operação "Timóteo". Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção na cobrança de royalties de exploração mineral. 

Quem confirmou o deferimento do habeas corpus foi Roberto Lauria, advogado de Alberto Jatene. “Foi perto de 12h que chegou para gente o documento da concessão do habeas corpus. Agora o meu cliente responderá em liberdade”, afirmou Lauria.

A ordem de soltura foi levada por Lauria ao quartel do Corpo de Bombeiros, onde Jatene está preso para que ele possa cumprir a decisão do desembargador João Batista Moreira. Ele considerou que o filho do governador Simão jatene é réu primário, tem bons antecedentes e não oferece perigo às investigações que estão sendo feitas pela PF ou à instrução criminal, além de ter residência fixa e ocupação funcional.

Informação atualizada - O mesmo desembargador federal João Batista Moreira também concedeu "habeas corpus" ao prefeito eleito de Parauapebas, Darci Lermen (PMDB), que também tinha mandado de prisão decretado pela Justiça Federal de Brasília. Darci, ex-prefeito do município, segundo a investigação da PF, teria recebido R$ 59 mil de suposta transação ilícita. Ele nega.
 
O caso Jatene

Alberto Jatene é sócio de dois postos de combustíveis usados para transferir parte do dinheiro desviado no esquema, de acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF). O órgão afirma que o valor movimentado nas contas bancárias dos postos chegou a R$ 750 mil. A defesa do empresário nega que ele tenha usado a influência familiar para conseguir informações privilegiadas.

Segundo o MPF, os suspeitos de participar da fraude no Pará pertencem ao "núcleo político" do esquema. A operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão nesta sexta no estado, inclusive nas prefeituras de Oriximiná, Parauapebas e Canaã dos Carajás. Em Belém, os alvos da operação foram o Departamento Nacional de Produção Mineral e o apartamento de Alberto Jatene.

O empresário não foi localizado pelos policiais em sua residência, mas se apresentou na sede da PF em Belém no final da tarde desta sexta e prestou depoimento. Ele dicou detido até às 12h deste domingo (18) na sede do Comando Geral do Corpo de Bombeiros. A Justiça Federal decretou a indisponibilidade dos bens de todos os acusados de envolvimento no esquema no valor total de R$ 66 milhões, prejuízo que os crimes teriam causado aos cofres públicos.

Oito mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça para o Pará e cinco deles foram cumpridos nesta sexta. Três pessoas seguem foragidas, entre elas Darci Lermen, prefeito eleito de Parauapebas. De acordo com as investigações, Darci recebeu o valor de R$ 59 mil para viabilizar as contratações de escritórios investigados no período em que foi prefeito de Parauapebas, entre janeiro de 2005 e dezembro de 2012.

"Estamos arrecadando materiais que foram listados como de interesse na investigação nos locais onde está sendo feito a busca e apreensão. Esse material será encaminhado para, onde uma equipe especializada vai analisar esse material", disse o superintendente da PF no Pará, Uálame Machado.

"Nas prisões que estão sendo cumpridas aqui e as conduções coercitivas, as pessoas estão sendo ouvidas por nós com base em quesitação que é vinda de Brasília. A partir daí, quem é conduzido coercitivamente vai ser liberado depois do depoimento e quem tem decreto de prisão será encaminhado ao sistema penitenciário", explica o superintendente.

Sobre a operação Timóteo
 
As investigações fazem parte da operação Timóteo que, de acordo com a Polícia Federal do Pará, está concentrada na Polícia Federal em Brasília. A apuração dos fatos começou em 2015, com a denúncia de enriquecimento ilícito de um diretor do departamento nacional de produção mineral.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, este diretor faria parte de uma associação criminosa que repassava informações privilegiadas em troca de parte do valor arrecado pelos municípios que recebem repasses pela exploração de minérios.

A operação foi realizada ainda em outros 10 estados: Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal. Fonte: G1, com blog Ver-o-Fato.

2 comentários:

  1. Justiça NOJENTA, justiça REPUGNANTE, é por isso que o Rei RENAN mandou pra lata do lixo esse judiciário sujo e decrépito. São todos iguais não podem ver e ouvir o tilintar das moedas que se entregam tal como Judas.

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  2. Mas onde já se viu tucano ficar preso?

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