VER-O-FATO: DESAPARECIDO QUE MORA NO PARÁ DIZ QUE PAGARIA R$ 50 PARA ENTRAR NOS ESTADOS UNIDOS

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

DESAPARECIDO QUE MORA NO PARÁ DIZ QUE PAGARIA R$ 50 PARA ENTRAR NOS ESTADOS UNIDOS

 
 A família está aflita com o sumiço de Lucirlei
 
Lucirlei dos Reis conta como entraria ilegalmente nos Estados Unidos


Amigos de Lucirlei Carita dos Reis estão angustiados à espera de notícias. O homem de 35 anos desapareceu ao tentar entrar os Estados Unidos. Ele entrou em contato com a família pela última vez no dia 5 de novembro. A suspeita da família é que ele esteja entre o grupo de brasileiros que desapareceu ao tentar entrar ilegalmente no país, no dia 6 do mesmo mês. Em áudios enviados para um amigo, que mora em Araguaína, ele detalha o esquema para a entrada ilegal.

LUCIRLEI - Lá a gente vai tudo certinho pra Bahamas como turista. E aí tem um esquema que das Bahamas lá pra Miami você vai num iate de um cara, entendeu? Tudo meio escondido assim e tal e entra lá em Miami nos portos. Só que é R$ 50 mil por cabeça. Você paga R$ 50 mil por cabeça quando chegar lá, entendeu?

Elineia Carvalho tem uma filha com Lucirlei Carita e sempre mantinha contato com ele, desde que saiu de Palmas no dia 21 de outubro com destino aos Estados Unidos. Segundo ela, o ex-marido pegou um avião no aeroporto da capital e foi até São Paulo. De lá, seguiu para Bahamas e chegou no dia 26 onde permaneceu numa casa com a atual esposa Regiane dos Santos Viana e outros brasileiros aguardando a travessia.

Nos áudios Lucirlei conta que ficaria em uma casa luxuosa até que chegasse a hora de embarcar para os Estados Unidos.

LUCIRLEI - Eu vou chegar lá em Bahamas domingo aí tem um cara lá que já busca a gente no aeroporto. Eu vou ficar numa casa lá que tem wi-fi, tem comida, tudo bacana. Lá é nas Bahamas, no Caribe, é uma ilha que tem do lado dos Estados Unidos. Então eu vou ficar lá porque eles têm a hora certa de passar. Eles ficam esperando tal, tal quando der a hora certa a gente passa.

Dias antes de embarcar para Bahamas, Lucirlei conta para o amigo que vai passar em Araguaína para se despedir da filha e dos parentes que moram lá, pois ele pretendia ficar muito tempo no exterior.

LUCIRLEI - Então, eu vou passar aí em Araguaína meio rápido, visitar minha filha, minha vó e os parentes. Porque se eu conseguir entrar lá não sei quando é que eu volto. Não tenho uma data certa para volta. Um ano, dois anos, três anos, cinco anos, sabe?

No dia 25 de novembro, Neia e o pai de Lucirlei foram até a sede da Polícia Federal em Araguaína registrar boletim de ocorrência. O delegado Allan Reis confirmou e disse que o caso foi registrado na difusão amarela, lista de pessoas desaparecidas enviada para 27 países.

"Também mandamos email para a polícia em Washington para que entrasse em contato com as autoridades nas Bahamas para saber sobre as investigações em relação ao caso. É bom ressaltarmos que pessoas que têm parentes desaparecidos podem registrar na difusão amarela, que está disponível no site da PF".

O Itamaraty divulgou nota nesta segunda-feira (26) explicando que, assim que soube do desaparecimento do grupo de brasileiros que tentava entrar ilegalmente pelo mar nos Estados Unidos, informou “imediatamente” a Polícia Federal, as autoridades migratórias, policiais e as guardas costeiras bahamenses e norte-americanas.

O Ministério das Relações Exteriores esclareceu que parentes dos brasileiros que fariam a travessia marítima entre as Bahamas e os Estados Unidos comunicaram o desaparecimento deles em 15 de novembro. O último contato do grupo com os familiares havia sido no dia 6 daquele mês.

Na nota, o Itamaraty afirmou ainda que, desde então, tem trabalhado em conjunto com as demais instituições, mas que, até o momento, não há informações sobre o “paradeiro desses cidadãos e tampouco sobre a embarcação que supostamente os levaria para os Estados Unidos”.

Ainda não houve registro de prisão, naufrágio ou pedido de ajuda na região do desaparecimento. Fonte: G1 Tocantins

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