VER-O-FATO: CHUVA PROTESTA EM CARAJÁS E TEMER CANCELA VIAGEM PARA INAUGURAR PROJETO DA VALE

sábado, 17 de dezembro de 2016

CHUVA PROTESTA EM CARAJÁS E TEMER CANCELA VIAGEM PARA INAUGURAR PROJETO DA VALE


Sem Temer, a Vale inaugurou seu projeto S11D, de R$ 14,3 bilhões de dólares
  
Ninguém esperava esse tipo de protesto, descido dos céus: sob intensa chuva, que varre a região de Carajás, do meio da madrugada até a manhã de hoje, o presidente da República, Michel Temer decidiu cancelar sua participação na inauguração da mina do projeto S11D, da empresa Vale. Não havia condições de pouso no aeroporto de Carajás, apesar de outros aviões da comitiva terem descido no local.

Se nos céus a coisa estava ruim para Temer, em terra 150 militantes do  Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) bloquearam desde o começo da manhã a estrada que dá acesso ao projeto da Vale. O MST anda às turras com a Vale, acusando a empresa de expulsar  famílias de agricultores da região para se apossar das terras. A Polícia Militar mandou um pelotão para a área, mas a notícia de que Temer não iria à inauguração esvaziou o protesto.

A viagem ao Pará seria a primeira de Temer para a região Norte desde que ele assumiu como presidente da República. Inicialmente, a previsão era de que o presidente participasse da cerimônia de inauguração do complexo S11D Eliezer Batista, o maior projeto de minério de ferro da história da Vale. Depois, ele faria um pronunciamento e retornaria à Brasília. 

No evento, Temer foi representado pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coêlho Filho. De acordo com a assessoria da Presidência, Temer permanecerá durante todo o fim de semana em Brasília, sem compromissos oficiais.


Muita grana

A previsão da Vale é que o projeto entre em operação comercial em janeiro, com produção de até 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
No total, a Vale deve investir no projeto US$ 14,3 bilhões, dos quais US$ 6,4 bilhões aplicados na implantação da mina e da usina e US$ 7,9 bilhões referentes à construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, à expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e à ampliação do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). 

A estrutura da mina e da usina de processamento de minério de ferro conta com três linhas de produção, cada uma com capacidade de processamento de 30 milhões de toneladas por ano.

Um comentário:

  1. Graças à Deus que esse impostor não pisou no Pará. Ouvi dizer que não foi só a chuva, que tinha protesto organizado contra ele. Esse é um dos piores Presidentes que o Brasil já teve. Quando vejo ele falando na televisão me dá vontade de vomitar. Nojo.

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