quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

AUDITORIA NA ALEPA E TCE QUER PROVAR QUE EM AMBOS NÃO EXISTEM SUPERSALÁRIOS


O "Estadão" e o blog Ver-o-Fato não inventaram a relação dos supersalários, que é oficial e foi elaborada dentro de um órgão federal, mas tentaram descobrir, sem sucesso, quem seriam os seis paraenses beneficiados com os supersalários identificados em 2015. A Alepa negou que abrigue em seus quadros os seis servidores, como aponta o MTE. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) também negou e tanto ele quanto a Alepa informaram ao jornal e ao blog que aplicam o redutor constitucional.

O presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, nos últimos dias esteve reunido com o governador Simão Jatene, com o procurador-geral de Justiça e chefe do Ministério Público Estadual, Marco Antonio das Neves, e, por último, com o presidente do TCE, Luís Cunha, esclarecendo a todos eles que no legislativo não existem os supersalários citados pelo MTE.

Em release de sua assessoria, Miranda narra que na reunião do TCE, ele fez referências à gestão salarial que vem praticando no órgão, "cumprindo de forma rigorosa os ditames da Constituição Federal para garantir uma administração responsável e com transparência". Para o deputado "são inverídicas as informações publicadas pela imprensa". E por isso exige que os fatos sejam apurados para garantir a lisura dos vencimentos dos servidores da Casa.

"Afirmo que não existe funcionários recebendo os supersalários, porque fazemos uma gestão responsável, cumprindo constitucionalmente o teto máximo de R$33,7 mil. Seguimos rigorosamente a Constituição Federal e as decisões do Supremo Tribunal Federal, aplicando as regras do redutor constitucional”, explicou. Ele observou ainda sobre o plano de Cargos, Carreira e Remuneração aplicado no Poder Legislativo Estadual e declarou que não existem no quadro de funcionários os cargos mencionados na matéria. “Esses cargos não existem. Se não está na folha de pagamento não existe, e se tiver, quero nomes”, afirmou.        

  
Miranda ainda destacou que vem priorizando uma gestão "transparente com canais de comunicação abertos e acessíveis ao cidadão, à sociedade e aos órgãos  fiscalizadores". Segundo ele, a Alepa tem "um Portal de Transparência moderno e avançado que é exemplo para muitas instituições. Qualquer pessoa pode acessar e obter informações completas sobre o pagamento dos servidores, vencimentos, número de matrícula, descontos, incluindo o redutor constitucional”.

O Tribunal de Contas do Estado também foi citado na matéria "de forma equivocada", segundo o deputado. “Uma notícia inverídica prejudica a imagem construída ao longo dos anos e não condiz com a realidade dos órgãos citados na reportagem”, criticou o conselheiro Luis Cunha. O Conselheiro destacou a importância da reunião para garantir o compromisso com a gestão responsável e com a sociedade. “É uma demonstração de uma atitude responsável do deputado Márcio Miranda vir até aqui explicar e esclarecer os fatos. Estou tranquilo e acredito que assim como aqui, na Alepa não existem supersalários”, destacou.    

Cunha, em conjunto com Miranda, decidiram que o TCE vai realizar uma "auditoria extraordinária na folha de pagamento dos servidores dos dois poderes. Os auditores terão quinze dias para apresentar um relatório". De acordo com Miranda, a auditoria vem atender aos anseios dos servidores e da sociedade. “Temos pautado nossa gestão com seriedade e com resultados positivos para a sociedade e a auditoria vem atender essas necessidades. O TCE tem condições de realizar um trabalho investigativo e acredito que esse será um processo importante para esclarecer todas as dúvidas relacionadas à questão dos vencimentos dos funcionários, tanto da Alepa e do TCE”.

Nota do blog 

O presidente da Alepa e do TCE, antes de tacharem de "inverídicas" as informações divulgadas pelo Estadão e pelo blog Ver-o-Fato fariam melhor se solicitassem diretamente ao Ministério do Trabalho e Emprego os esclarecimentos sobre os seis supersalários do Pará.

Em algum lugar esses servidores estão lotados, pois receberam polpudos salários. Outros órgãos estaduais, como Judiciário, MP, TCM e PM também poderiam vir a público e dizer se abrigam tais privilegiados, como já se manifestaram, negando, o TCE e a Alepa.

É hora de sair da moita.

3 comentários:

  1. Dois notórios gatos gordos, que sempre viveram pendurados nos peitos da puta velha: Governo do Estado do Pará, não têm um tostão de credibilidade. Por que esses ordinários não escancaram as folhas de pagamento dos respectivos órgãos, onde se aboletam apaniguados e outros fora do compasso constitucional.

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  2. Seja como for é necessário que se informe a realidade desses salários, o que por si só já é um acinte, quando vemos o trabalhador brasileiro ganhar míseros 880,00... É tempo de cortar gastos, por que não os super-salários? Por que não cortar benesses que são pagos a custo do suor dos trabalhadores?

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  3. Boa viagem bloger... vá e volte com a proteção Divina...

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