VER-O-FATO: AS CURTAS, QUENTES E VENENOSAS DO BLOG

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

AS CURTAS, QUENTES E VENENOSAS DO BLOG

Olho no poder

A reeleição pela terceira vez do deputado Márcio Miranda para o comando da Assembleia Legislativa significa algo mais na cena política paraense. Ela joga Miranda diretamente na disputa pelo governo, em 2018, na sucessão de Simão Jatene. Ao mesmo tempo, enfraquece as pretensões de Adnan Demachki, ex-prefeito de Paragominas e hoje supersecretário de Jatene, de quem ainda é o preferido. Nada, porém, que não possa mudar à medida em que a eleição se tornar mais próxima.

Lance ousado

Um deputado que votou em Miranda, reelegendo-o na Alepa, pede para não revelar o nome e confirma à coluna que o presidente já é “candidatíssimo” ao governo. E mais: no mínimo, já conta com 20 deputados dispostos a trabalhar na campanha. Dois deles seriam do PMDB, partido que não lançou candidato contra Miranda. Um tucano emplumado, ouvido pela coluna, disse que Miranda é apenas “candidato de si mesmo” ao governo. Considera “prematuro” falar em governo em 2018, mas adverte que Adnan Demachki deve “abrir os olhos”.

Delação e bombas

Os alicerces tributários do Estado serão abalados pela delação premiada feita por um fiscal da Sefa lotado no sul do Pará. Em depoimento ao juiz que mandou prender 68 acusados de pagar e receber propina para facilitar a sonegação de impostos, o delator citou nomes de gente graúda que até agora andava escondida atrás da moita. O mais interessante é que o fiscal foi preso num dia e solto no outro. E na hora, sem nenhum vacilo, ele disse que iria abrir o bico. E abriu.

O trem sumiu
E a tal ferrovia que ligará o sul ao norte do Pará, terminando em Vila do Conde, em Barcarena, a quantas anda? Nenhuma palavra do governador Simão Jatene, durante um café da manhã com jornalistas em Belém, no começo da semana. A bem da verdade, nenhum repórter fez a pergunta ao governador. E ele deve ter se sentido aliviado. Caso contrário teria de responder que tudo está parado. Ou na cabeça – quem sabe, na gaveta – do supersecretário Adnan. Os chineses, que bancariam a obra, já devem ter sumido para bem longe com o trem.

Paga e corta


O tempo será de vacas magras para os prefeitos que assumirem seus mandatos em janeiro. Os que se elegeram pela primeira vez terão maiores dificuldades, pois não conhecem a máquina e nem como ela está. Temem recebê-la cheias de contas a pagar e atraso no salário dos servidores. Nesse caso, terão o desafio de pagar as pendências para só depois fazer os cortes que entender necessários. Será necessário ter a cabeça no lugar para não levar sustos.

Faca nos repasses

Os prefeitos reeleitos que conseguiram equilibrar receitas e despesas já sabem que o cinto terá de ser apertado de forma dramática, porque a crise nacional não livra a cara de ninguém. Só os bancos se dão bem nesse cenário. Os repasses do Estado devem sofrer cortes, até porque a madrasta União Federal vai passar a faca no pedacinho do bolo que sobra para o Pará. E pagar salários em dia deve ser a prioridade.


____________________BASTIDORES___________________

* O empresário Fernando Yamada precisa ir além da nota que soltou, negando que o Grupo Yamada vá fechar as portas, e dizer publicamente como está a situação das empresas.

* O grupo sempre teve o respeito dos paraenses, que estão preocupados com as notícias que têm sido divulgadas. Fernando afirma que as notícias são mentirosas e caluniosas. Mas dizer só isso não basta.

* Outro grupo tradicional paraense que enfrenta problemas diante da crise econômica e política do país é o Visão, cujas notícias não são boas. Da área de vestuário, as lojas Visão, localizadas em Belém, entraram em fase de recuperação judicial.

* O advogado Mauro Santos foi nomeado ontem pela Justiça como administrador judicial do grupo enquanto durar a recuperação, que é uma fase para evitar a falência das empresas.
* O Tribunal Regional Eleitoral vai entrar numa semana decisiva para julgar as duas ações contra o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), que continua com sentenças monocráticas de cassação do registro da candidatura dele.

* Os recursos de Zenaldo, que tem em sua defesa o advogado Sábato Rosseti, pedem a derrubada de decisões do juiz Antônio Cláudio Cruz, que viu abuso de poder, conduta vedada e compra de votos na campanha do prefeito tucano reeleito.

* Enquanto o Maranhão tira do papel e parte para a implantação de sua siderúrgica para industrializar o minério paraense de Carajás, em Marabá espera-se que 2017 seja mais alentador. E que a siderúrgica local passe do sonho à realidade.

* Em junho passado, a Vale e a multinacional do agronegócio Cevital assinaram no Rio de Janeiro um protocolo de entendimento para viabilizar a obra. De lá para cá, porém, não se falou mais no assunto.

2 comentários:

  1. Em relação da siderúrgica de Marabá, já passa de falta de vergonha; o vizinho Estado do Maranhão abocanha empregos e investimentos, falta o quê ao Pará? Peso político? Interesse da classe política e empresarial? Ou, como dizem, a Vale faz o que quer, como quer e onde quer, em se tratando de beneficiar o Pará?
    Vamos resolver isso de uma vez por todas Governador Jatene!

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  2. Curtas, quentes e venenosas...
    Deliciosa a nova coluna do blog ou, agora do Jornal do Carlos Mendes.
    Veio para preencher a lacuna daquelas publicações imperdíveis que viciam, dão cuíra... Que bom!

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