VER-O-FATO: À DERIVA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

À DERIVA

 
Francisco Sidou - jornalista

O que há de comum entre a tragédia do avião boliviano que destruiu vidas e sonhos dos jovens guerreiros da Chape e o naufrágio de mais um barco na rota Belém - Marajó ?

Descaso com a vida humana, irresponsabilidade funcional, ambição desmedida pelo lucro fácil e ausência total de fiscalização de parte dos órgãos "competentes".

Uma norma básica universal de segurança no transporte fluvial - o uso de coletes salva-vidas - é completamente ignorada por todos.

Vidas poderiam ser poupadas em acidentes como esse do barco que ia de Belém para Ponta de Pedras, caso os passageiros estivessem usando os coletes, que servem apenas de decoração.

Há três mortes confirmadas e cerca de 10 pessoas desaparecidas e desconhecidas, pois não havia sequer a relação dos passageiros que embarcaram em Belém. Omissão e despreparo totais.

A quem recorrer ?

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