VER-O-FATO: PARAENSE ENTREGA AO PRESIDENTE DA FRANÇA LIVRO SOBRE TESTES COM MICROONDAS

domingo, 20 de novembro de 2016

PARAENSE ENTREGA AO PRESIDENTE DA FRANÇA LIVRO SOBRE TESTES COM MICROONDAS

Ontem, em Aigues-Vives, Carlos Xerfan ao lado do presidente francês, François Hollande
 
"Eu tenho comido aqui na França o pão que o diabo amassou, mas agora as coisas devem melhorar, até porque meu livro começa a ficar muito conhecido e até o presidente da França, Francois Hollande já me conhece pessoalmente". O desabafo é do pesquisador paraense Carlos Campos Xerfan, que há mais de 30 anos mora na França e acaba de lançar um livro polêmico, intitulado "Toulouse AZF & La Révolution Française Lumière", com título em português "Toulouse AZF & a Revolução Francesa da Luz", mas ainda não lançado no Brasil.

"É um livro a favor da humanidade e um libelo contra os testes secretos de governos pelo mundo que colocam em risco a existência humana", resume Xerfan. No livro, ele trata de uma investigação feita em participação com um grupo de pesquisadores e cientistas  independentes daquele país, sobre pesquisas secretas da França com microondas para confecção de um escudo espacial antimíssil. 

A França é pioneira nessa tecnologia. Xerfan, um estrangeiro na França, embora já tenha cidadania reconhecida daquele país, mexeu com gente poderosa e sofreu perseguições de todo tipo, até uma "armação" de estupro contra uma jovem norte-americana, crime do qual foi inocentado. Ele tentou receber uma indenização do governo por danos morais, mas o processo foi arquivado.  Xerfan ainda espera reabrir o caso, dizendo ter sofrido "enormes prejuízos e até problemas de saúde".

As investigações sobre os testes secretos se aprofundaram depois de explosões em duas fábricas que mataram 31 pessoas e feriram outras 2.442 em Toulouse, no sul do país, no dia 21 de setembro de 2001, dez dias depois dos ataques terroristas que destruíram as torres gêmeas  do World Trade Center, em Nova Yorque. Xerfan engajou-se na luta para descobrir as causas das explosões logo depois de ter saído da cadeia, no caso do estupro em que nada foi provado contra ele.

A hipótese levantada pelos cientistas é a de que as explosões - a principal delas na fábrica de fertilizantes AZF, onde era armazenado nitrato de amônia - foram  provocadas pelos testes secretos com microondas  que o governo até hoje recusa admitir. Algo teria dado errado na hora dos testes, provocando uma reação em cadeia. 

O impacto das explosões foi tão forte que abalou  toda a cidade. Vidraças de casas, prédios e apartamentos viraram estilhaços num raio de 3 km do local do acidente. Cerca de 500 residências foram declaradas inabitáveis. Os telefones ficaram mudos até 100 km de Toulouse. Xerfan pessoalmente esteve na colina de Peck Davi, bem próximo do local das explosões, e descobriu túneis e uma área onde os testes teriam sido realizados. Uma nuvem vista antes da explosão, sobre os telhados do depósito 221 da fabrica AZF era explosiva, de acordo com Xerfan.                                       

Governo abafa tudo

Xerfan afirma que embora já tenham sido apresentadas as provas sobre os testes secretos do escudo espacial antimíssil, o governo da França, de forma arrogante, se nega sequer a examinar o que lhe é apresentado. Prefere atribuir à empresa AZF a culpa pelas explosões. Até os dados sísmicos das explosões, guardados no centro DAM ( Direção das Aplicações Militares) não são considerados pelo governo. 

O paraense responsabiliza os governos dos ex-presidentes Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy de criarem “investigações publicas para eliminar as provas dos testes secretos”. A cidade de Toulouse é cheia de câmeras de vídeos em suas ruas, mas todas as imagens da cidade disponíveis na manhã do dia 21 de setembro de 2001, data das explosões, foram apagadas. 

Além disso, as pessoas da cidade que testemunharam raios luminosos sobre os céus da cidade nunca foram chamadas para participar dos diversos julgamentos sobre o caso AZF.  Nenhum engenheiro ou cientista, que investigou  as explosões com Xerfan foi ouvido pelo governo. A imprensa francesa trata o caso como se ele não existisse. Ou seja, não divulga nada. O governo é muito rígido quando assuntos de natureza secreta são abordados por jornalistas.

 "O governo francês utiliza a justiça como um muro de proteção contra os erros dele. Os testes secretos, antes de tudo, são um crime contra a humanidade”, afirma Xerfan. Ontem, sábado, durante visita de Francois Hollande à vila Aigues-Vives, a 35 km de Toulouse, o presidente fez questão de cumprimentar Xerfan e posar (foto acima) junto com ele, após receber do paraense uma chave USB para acessar o livro sobre o polêmico assunto das explosões na fábrica de Toulouse. 

Xerfan explica, para finalizar, que três coisas juntas provocaram as explosões na fábrica AZF: água, energia elétrica e microondas.

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