quinta-feira, 10 de novembro de 2016

FISCAIS DA SEFA OUTRA VEZ METIDOS EM CORRUPÇÃO: COM A PALAVRA, O SINDIFISCO


Nas fotos, Rilmar Firmino explica as 42 prisões, os presos e documentos
 

A situação está ruim para os fiscais da Secretaria da Fazenda do Pará pelo constante envolvimento de vários desses trabalhadores em cobrança de propina e outros crimes que denigrem o nome dessa inportante corporação de servidores públicos, exigindo uma posição pública do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco), entidade combativa que nunca deixou de se manifestar em casos dessa natureza.

A Polícia Civil, ontem, em coletiva à imprensa, apresentou os números finais da "Operação Quinta Parte", confirmando a  prisão de 42 pessoas, destas 31 servidores da Secretaria Estadual de Fazenda (SEFA), sete contadores e quatro empresários das cidades de Redenção, Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Xinguara, Tucumã, São Felix do Xingu e Santana do Araguaia. Nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo outras pessoas também foram presas.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino essas pessoas são acusadas de participarem de uma organização criminosa que atuava na sonegação de impostos. O esquema funcionava diretamente nas sedes da SEFA e barreiras de fiscalização nas fronteiras do Pará. 

“Fizeram um balcão de negociações recebendo propinas para deixar cargas de mercadorias passarem livremente de um estado para o outro sem arrecadação de impostos”, declarou Rilmar Firmino. O esquema chegava a render até R$ 200 mil ao mês, somente em uma modalidade de corrupção e um prejuízo ao Estado de mais de R$ 1 milhão, no mesmo período. 


Todos os presos foram levados para a Superintendência da Polícia Civil em Redenção, onde foram submetidos a exame de corpo delito e em seguida transferidos para presídios de Belém. A prisão preventiva decretada para todos os acusados não tem prazo determinado e todos serão mantidos nas carceragens até a decisão do juiz.

Era tanta gente presa que a polícia precisou de um ônibus para trazer todos para Belém, numa longa viagem, fortemente escoltados.

Outro rolo

Menos de 20 dias atrás, fiscais da SEFA voltaram a ser atores de novas prisões. Desta vez na "Operação Virtualis", da mesma Polícia Civil, envolvendo um esquema de fraudes ambientais de empresas madeireiras no Pará e servidores públicos. Ao todo, 14 pessoas foram presas, entre elas, sete servidores da Sefa, no Pará, e nos Estados do Maranhão e Bahia. 

A operação foi iniciada por volta de 5 horas da manhã com a concentração dos policiais civis na Delegacia-Geral, de onde, após reunião, saíram em direção aos alvos. Nos locais de cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais civis apreenderam anotações, documentos de movimentação financeira, computadores, entre outros objetos de interesse da investigação.

As investigações mostraram que o esquema envolvia inicialmente a obtenção de créditos virtuais, de forma irregular, por meio do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais do Estado do Pará), administrado pela Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Aliado a isso, havia pagamento de propina para fiscais da Sefa fazer "vista grossa" quanto ao deslocamento de caminhões com cargas de madeira. 

As empresas envolvidas teriam recebido no esquema 600 mil metros cúbicos de madeira serrada em créditos florestais entre 1º de março e 30 de setembro de 2013. Somente uma das empresas do ramo de comércio e transportes de madeira recebeu, nesse período, 30.581,20 metros cúbicos, o que representa mais de R$ 14,5 milhões em créditos florestais.

Durante as investigações, foi detectado o envolvimento no esquema de madeireiros, empresários e servidores públicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Os levantamentos mostram que eles agiam em um esquema que também envolvia o pagamento de propina na Cerat (Coordenação Executiva Regional de Administração) da Sefa em Altamira, com participação de auditores fiscais e quatro funcionários do grupo de carreira da administração tributária. Os presos irão permanecer recolhidos à disposição da Justiça. As investigações continuam.

De acordo com a Polícia Civil,  a Secretaria de Estado da Fazenda informou que, ao tomar conhecimento das prisões de servidores fazendários, determinou à Corregedoria Fazendária da Sefa a adoção de medidas pertinentes a apuração da conduta dos servidores, por meio de processo administrativo. Os servidores presos são lotados em Altamira. Dois integram a carreira da Administração Tributária e os demais são servidores administrativos.

7 comentários:

  1. Bando de fiscais ladrões. Embora ganhem muito comparado aos outros funcionários públicos, ainda assim são verdadeiros ladrões. Depois querem tirar uma onda de moralistas. Bando de safados. Cadeia neles.

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    1. Isaias Frota Evangelista.. já com uma sobrinha presa no Amazonas... atenção a esse nome.

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  2. Mano, dê nome aos bois, publicidade está na constituição, quem são eles?

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    1. PRESOS: Agnaldo Pereira Malta, Adelair Lopes de Souza, Kleber Antônio Pereira, Márcio César de Freitas, Bruno Renato Valino Souza, Arnaldo Teixeira de Rezende, Miguel Lima Fernandes, Moyses Marques de Sousa, Ivanilton Sousa da Silva, Wagner Coelho Milhomem, Luciano Cardoso Tavares, Marcileu Gontijo da Silva, Gilson Conceição Marques, Fernando Bezerra de Melo, Isaias Frota Evangelista, Guilherme Bucker Silva, Carlos Alberto Pinheiro Martins, José Raimundo Portugal de Lima, Cláudio Kelson da Cunha França, Raimundo Nonato Damasceno, Ivan Castro de Araújo, Fernando Sérgio Sousa Barcelos, Renebex Mota Novais, Gilcemir Aparecido Nardelli, Almir Pitão Villacorta, João Constâncio de Oliveira Ribeiro Filho, Marco Aurélio Barbosa de Alcântara, Gildemar Henrique da Fonseca, Carlos Alberto Garcia da Silva, Jocivan Rodrigues Lopes, Júlio Cesar Corrêa Nonato, Maria Odineide Bessa Ribeiro Marques, Nerina Gomes da Silva, Valdeína Miranda da Silva, Ilce Helena Ribeiro Gomes, Marina de Sousa Oliveira, Aurea Nei De Lima Guedes, Ismênia Maria Rosa, Maria Soraia Nunes de Souza, Eunice Terezinha dos Santos Kasprczak, Tubal Freitas, Manoel Oliveira, Ilza da Silva Aguiar, Aline Costa Bezerra, Tatiane Cristina Rodrigues de Sousa Viturino.

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  3. Esta historias de corrupção das Sefas de varias cidades do Pará é antiga. Quer ficar rico montar um mercadinho e paga a propina para os homens da Sefa. Esses presos não ficaram muito tempo presos e se caso ficarem outros bandidos ficaram em seu lugar. Conheço fiscal que roubou 20 anos da Sefa e ha pouco tempo foi denunciado por uma corajosa comerciante da região. Mas o meliante já está livre e solto. Tem gente grande de Belém ganhando bem para encobrir esse povo.

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    1. É isto mesmo, em todas as barreira s da SEFA no estado do pará você tem de pagar propina aos fiscais, é de obrigação, caso contrário tua mercadoria fica retida, principalmente se for mercadoria perecível, no caso da madeira é ainda pior, tem de para sempre por mais correto que seja, eles exigem sempre, ameaçando mandar descarregar para ver se não há alguma muamba escondida no meio, também passa sem documento algum, e o preço é o mesmo.

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  4. Isaías frota evangelista!! A sobrinha dele está na maus caminhos do Amazonas!!!

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