domingo, 13 de novembro de 2016

CORRUPÇÃO E SONEGAÇÃO: E O ANDAR DE CIMA?

Charles Alcântara *
 
Os esquemas de corrupção mais estruturados e vultosos que acontecem no setor público são montados e sustentados pelo poder político-econômico. 

É verdade que esses esquemas servem para enriquecer os seus operadores (corruptores e corruptos), mas é ainda mais verdadeiro que existem principalmente para abastecer candidatos e partidos políticos de dinheiro sujo.

Há muito eu superei a inocência que me fazia acreditar que a mera prisão dos operadores da corrupção bastava para acabar com o crime.

Polícia e MP (federal e estadual), se quiserem e atuarem com sincero espírito público e rigorosa imparcialidade, alcançam os verdadeiros mandantes e principais beneficiários dos grandes esquemas de corrupção e sonegação.

Enquanto as investigações não forem conduzidas de modo a alcançar o andar superior, merecerão a minha desconfiança.

Se forem fundo às causas e fontes do poder-mandante, essas investigações merecem o meu respeito e aplauso.

* Charles Alcântara é auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Pará e diretor para Assuntos Técnicos e Comunicação da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco)

12 comentários:

  1. Seu ou Doutor Charles Sua classe está infestada de corruptos e o senhor sabe muito bem disso, bastando para isso ver as residências dos seus colegas, absolutamente incompatíveis com suas rendas. Se senhor ou o doutor não quer ver ou saber isso é outra história, mas qualquer investigação minimamente idônea identifica todos. Por favor, não desafie nossa capacidade de raciocinar só porque passou no concurso da SEFA, pois a população pode não ser tão capaz quanto seus colegas, mas têm olhos que percebem as extravagâncias dos seus pares. Além disso, não me venha com esse papo de envolver políticaa nessa história, pois são todos farinha do mesmo saco.

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    1. Verdade conheço um que troca de carros, um mais caro que o outro, carros de 150.000,00 e um absurdo e não é nem concursados, esbanja dinheiro, compra tudo em nome dos familiares

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  2. Toda generalização é perigosa pois parte da premissa da terra arrasada e não ajuda na depuração que se pretende com a notícia ou comentário sobre corrupção no serviço público.

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  3. Prezado Mendes, anônimo pode falar qualquer leviandade. De todo modo, agradeço a você pelo comentário.
    Charles Alcantara

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  4. Carlos, você poderia esclarecerem em termos de percentuais quantos por cento dos servidores da SEFA, em Conceição do Araguaia estão envolvidos nesse rolo? e de Redenção, e dos outros municípios? Só para poder apoiar meu comentário. Insisto em um aspecto: afirmei que não resistiriam a uma investigação e continuo crendo nisso e os percentuais confirmarão ou não a minha suspeita de que em Conceição do Araguaia, é possível que até o bombonzeiro esteja sapecando uma dança de rato com sapateado de catita. Lembre-se de que repatriaram mais de 150 bilhões de reais de dinheiro dos honestos. Nenhum dos repatriadores é desonesta até a prova em contrário, embora tenha sonegado toda essa migalha.

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  5. Casa de 15 (quinze) milhões de reais e ninguém notou nem os outros tantos honestos que por lá passaram, Nunca souberam de nada, estranho né, muito estranho???

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  6. Anônimo, inda estou fazendo um levantamento paralelo ao da polícia e do Ministério Público, para saber o tamanho do rombo em Redenção, Conceição e outros municípios. Mas, para você ter uma ideia, analistas tributários calculam que de cada 1 milhão que deixou de ser recolhido aos cofres públicos, outros 10 milhões passaram batidos, ou por debaixo dos panos. É um cálculo assustador.

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  7. Prezado Mendes, em setembro último completei 23 anos de Secretaria da Fazenda.
    Tenho muito orgulho de pertencer ao Fisco.
    Quem se envolve em qualquer malfeito, seja no Fisco, no Judiciário, na Polícia ou em qualquer outra atividade pública ou privada, é quem deve sentir vergonha e, mais do que isso, deve sofrer as sanções previstas em lei, desde que comprovado o malfeito.
    O que me entristece, ao longo desses 23 anos, é saber que as investigações jamais se aprofundam a ponto de chegar à base do iceberg.
    Se os anônimos (nem sei se é mais de um anônimo ou se se trata do mesmo indivíduo) tivessem o mínimo de curiosidade para levantar casos pretéritos de operações policiais dessa natureza, descobririam que pouco tempo depois do espetáculo midiático, tudo permanece do mesmo jeito, justamente porque os grandes esquemas não são fruto da ação atomizada e desarticulada que se dá na ponta, mas de uma sofisticada rede, com comando geralmente distante do local onde se dá a ação criminosa. Assim funciona no tráfico de drogas e em todos os crimes estruturados.
    Se a Polícia e o MP passam meses e meses (anos, às vezes) monitorando esse ou aquele "agente", não consigo acreditar que desconhecem como funcionam as coisas e quem está no comando.
    Os anônimos (ou anônimo), por pura ignorância ou mà fé mesmo, supõe(m) que a corrupção, desse jeito, está sendo combatida de verdade.
    Não sabe (m) o que diz (em)!
    De minha parte, seguirei lutando em defesa da ética no serviço público, de peito aberto porque não me permito a covardia do anonimato leviano.
    Um forte abraço!
    Charles Alcantara

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  8. Verdade conheço um que trabalha na sefa que compra tudo no nome de sua família, tem vários bens, troca de carro de 6 em 6 meses, esbanja dinheiro, trabalha também em fronteira e não é nem concursados.

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  9. Só quem não viu ou não quer ver isso foram os órgãos de fiscalização e de inteligência da SEFA. É querer mesmo fazer os outros de trouxa´, de cego ou de imbecil. Finalmente, Dr. Charles, imagino não se dirigir a um fiscal sem ressaltar o título de doutor, deixo-lhe uma pergunta: Quando o dr. era secretário de estado da fazenda nunca lhe passou pela cabeça que ocorressem fatos semelhantes dentro dessa secretaria? Naquele governo não havia ingerências políticas na secretaria? Quantas investigações o doutor autorizou? Ou esses atos são prerrogativas de outros governos de coloração diferente da sua coloração?

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  10. Caro Mendes, a minha disposição para o debate é quase inesgotável.
    Ocorre que não há possibilidade de discutir um assunto tão grave e complexo, quando os interlocutores, além de ocultos, estão desinformados e abusam da leviandade.
    Eu não me recordo de ter sido secretário da fazenda algum dia.
    Voltarei ao debate, quando - e se - houver interlocutores mais honestos.
    Fico por aqui.
    Abraço!
    Charles Alcantara

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  11. O anonimato não é a melhor maneira - pelo contrário - de se debater uma questão séria. Não mostrar a cara e o nome ou apenas atacar revela fragilidade na argumentação, ou a falta desta. Desconheço que Charles Alcântara tenha sido secretário da Fazenda. O que sei é que ele foi e teve atuação destacada na direção do Sindifisco estadual, incluisve no combate firme à sonegação e sem contemporizar com envolvidos em achaques contra contribuintes.

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