VER-O-FATO: QUEM ZELA PELA CREDIBILIDADE DA ELEIÇÃO DO DIA 30 EM BELÉM? ALÔ, PROMOTORES !

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

QUEM ZELA PELA CREDIBILIDADE DA ELEIÇÃO DO DIA 30 EM BELÉM? ALÔ, PROMOTORES !


Em minhas andanças como repórter, nesses mais de 40 anos de labuta diária na apuração de fatos e no contato direto com a população e autoridades, sempre ouvi, dentro de alguns gabinetes refrigerados, uma grande balela: a de que o Ministério Público, seja ele estadual ou federal, precisa ser provocado para agir em defesa dos cidadãos e da própria sociedade. 

Bobagem. Isto é conversa mole, para boi dormir. Coisa de quem não quer trabalhar. O fiscal da lei, o chamado defensor da sociedade - que, na prática, verdadeiramente o é - no caso o promotor de justiça, ou procurador de justiça, ou procurador da República, precisa ter vontade para agir e cumprir a nobre missão da qual é investido.

Não precisa, necessariamente, ser provocado por ninguém. Pode, e deve, agir de ofício ou "ex offício", como se diz no jargão ministerial

Não é admissível, nos tempos que vivemos, de crimes praticados por gente poderosa, que diz abertamente por aí ter "no bolso" promotor, procurador, juiz ou desembargador, certos abusos e crimes se perpetuarem sem uma ação eficaz, contundente e saneadora de quem é pago pela sociedade para defendê-la.

Não dá mais para ver autoridade trancada dentro de gabinete, encolhida na zona de conforto, feliz da vida em sua inércia e alheia ao que ocorre nas ruas ou em determinados ambientes onde se tramam a desmoralização do Ministério Público e da própria Justiça. Quem já atua nesse sentido não precisa vestir a carapuça.

Uso e abuso

No caso do ambiente eleitoral da campanha pela Prefeitura de Belém, neste segundo turno, onde o acirramento dos ânimos entre os candidatos e a boataria que varre a cidade de uso dos cofres públicos e caixa 2 para estuprar, pela sedução, a consciência de incautos eleitores, é mais do que necessário - se faz urgente - uma ação efetiva do Ministério Público Eleitoral (MPE). 

É a credibilidade do processo eleitoral que está em jogo. Portanto, é obrigação ir às ruas e ver o que está acontecendo. Seja para apurar denúncia de autoria identificada ou anônima, a partir da narrativa de crime eleitoral, seja pela própria iniciativa do fiscal da lei.

Não se deve esperar que a imprensa publique algo para só depois agir. É preciso verificar se está ocorrendo propaganda fora da legislação, abuso de poder econômico, compra de votos, transporte de eleitores, distribuição de combustíveis, cheques, dinheiro, aterro, cimento, tijolo, madeira, cestas básicas, enfim, a conhecida corrupção eleitoral. 

Mãos à obra, meus caros.


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