quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OPERAÇÃO DO MP QUEBRA UMA DAS PERNAS DO CRIME ORGANIZADO EM PARAUAPEBAS E MARABÁ

O procurador de Justiça Nelso Medrado (sentado) colheu muitas provas nas operações 


O esquema poderoso, onde corruptos e corruptores deitam e rolam no rico município de Parauapebas, sofreu mais um duro golpe, com a operação realizada pelo Ministério Público do Estado, por meio do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e à Corrupção (NCIC). De quebra, em outra tacada certeira, os agentes públicos desmontaram outra vertente do esquema que envolve a prefeitura de Marabá.

Os nomes das duas operações em Pebas e Marabá são sintomáticos: Filisteus 4 e Icarus. Na Operação Filisteus 4, que investiga denúncias de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas, foram deferidos pela justiça local os pedidos de prisão requeridos pelo promotor de Justiça Hélio Rubens Pinho contra o empresário Hamilton Ribeiro - também conhecido na região por "Hamilton Bananeira"- e o sobrinho dele, Pedro Ribeiro. Segundo apurado pelo Ministério Público os vereadores recebiam propina dos empresários.

"Hamilton Bananeira" é dono de uma construtora e imobiliária e tem contratos com a prefeitura municipal de pavimentação de estradas, aluguel de veículos e outros. O esquema de pagamento de propina seria comandado por ele. Durante as investigações foi juntado ao processo pelo Ministério Público vídeos que mostram vereadores recebendo dinheiro do esquema criminoso, em troca de apoio na câmara a novos contratos. 


Já a Operação Icarus investiga a participação da prefeitura de Marabá na lavagem de dinheiro e fraudes em licitações nos municípios de Parauapebas e Marabá. O esquema foi alvo de operação da Polícia Federal, que descobriu que as pessoas beneficiadas desviavam de recursos do erário e compravam avião, helicóptero, carros de luxo (Camaro e outros), lanchas, jet ski, entre outros bens.

A fraude consistia em superfaturamento do preço de gases nas licitações para a Secretaria Municipal de Saúde. Além do sobrepreço a quantidade comprada estava acima da necessidade.


Parte da equipe que atuou na Operação Icarus

“Como há verba estadual sendo desviada nesse esquema descoberto pela Polícia Federal, o Ministério Público do Estado investiga a participação da prefeitura nessas fraudes”, explica o coordenador do NCIC, procurador de Justiça Nelson Medrado.


Os alvos das operações Filisteus 4 e Icarus foram a residência do prefeito de Marabá, Prefeitura e Secretaria de Saúde de Marabá, Prefeitura e Secretaria de Saúde de Parauapebas, a empresa de Parauapebas (Integral), pertencente ao atual prefeito, Walmir Mariano, bem como residências dos investigados em três municípios.


Parte da equipe que atuou na Operação Filisteus 4

Participam das operações o procurador de Justiça Nelson Pereira Medrado (coordenador do NCIC) e os promotores de Justiça Milton Meneses (coordenador do Gaeco), Helio Rubens Pinho (Parauapebas) Juliana Dias Ferreira de Pinho Palmeira, (Muaná), Francisca Suênia Sá (Tucuruí), Mauro Guilherme Messias Santos (Goianésia), Francisco Charles Pacheco Teixeira (Breu Branco) e Cristine Magella Silva Corrêa (Marabá).

 
Texto: Edyr Falcão (MPPA) - Fotos: NCIC e Gaeco

Um comentário:

  1. Vamos colocar na cadeia todos esses lularápios... O negócio está muito solto é roubalheira pra todo lado, o cidadão que paga seus impostos é o grande perdedor que lhe falta saúde, educação, segurança pública, etc.
    Vamos lá Medrado, o Moro paraense!!!

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