Linha de Tiro - Gilberto Valente

domingo, 30 de outubro de 2016

CAULIM DA EMPRESA IMERYS VAZA E CONTAMINA PRAIA DE BARCARENA

Veja as manchas de caulim, poluindo a praia e igarapés. Cadê as autoridades?
 
Um vazamento de caulim que chegou à praia de Vila do Conde, em Barcarena, assusta a população, ainda traumatizada com o acidente que em outubro do ano passado, após o afundamento do navio Haidar, despejou sobre a mesma praia mais de 400 bois mortos.

Segundo a empresa Imerys Rio Capim, o acidente ocorreu às 8:30 da manhã de sábado em frente ao porto privado da empresa. Ela diz ter removido o caulim da praia e que os órgãos ambientais e as autoridades foram informados sobre o vazamento.

Não é o que dizem moradores da região, que acusam a Imerys de pouco ou nada ter feito para remover o caulim da praia e do próprio rio Pará. Grandes manchas brancas eram vistas ao longo da praia e do rio, afugentando banhistas que haviam voltado a frequentar o local após a contaminação pelos bois mortos ano passado.

Não é a primeira vez que a Imerys se envolve nesse tipo de poluição em Barcarena. Em maio de 2014, o Ministério Público do Pará (MPPA) e o Ministério Público Federal (MPF) confirmaram em inspeção dois vazamentos de caulim originado da planta da Imerys na área do igarapé Curuperé. 

Depois do vazamento do dia 6 de maio, as águas do igarapé voltaram a ser tingidas de branco. Moradores da região fotografaram o segundo vazamento, acionaram os órgãos ambientais e equipes do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e do MPE estiveram no local. 

Barcarena é hoje uma imensa Cubatão, com todos os achaques ambientais e sociais que a exploração mineral provoca.

2 comentários:

  1. Quando as autoridades paraenses vão criar vergonha e punir severamente essas empresas que, além de enriqueceram à custa dos nossos recursos naturais, destroem nossos ecossistemas e biomas...
    Aliás, as autoridafes do nosso País são uns "banda mole" diante dessas empresas internacionais.
    A rigor a população já deverei ter sido mais enérgica na defesa de seus bens naturais.
    É hora de se questionar a que custo para a população, para o ecossistema e para bioma, essa exploração/exportação desses recursos está sendo feita?

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  2. Fiz essa denúncia sobre a Albras,em novembro do ano passado.Parabéns pela matéria.Em Brasília estarei a disposição dos amigos.Segue o meu e-mail (luizsolano@gmail.com)

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