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Linha de Tiro - 12/04/2018

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

AS CURTAS, QUENTES E VENENOSAS DA POLÍTICA PARAENSE NO BLOG


Guerra e paz

Para quem já viu de tudo  na política do Pará, a informação do jornalista Augusto Barata, do Blog do Barata, sobre um eventual acordo entre Jader e Jatene para eleger Helder governador e Zenaldo senador em 2018, parece  possível, mas é improvável. Pelo menos na atual conjuntura. É verdade que acordos entre adversários, até mesmo inimigos que foram unha e carne e se desentenderam por causa do poder, já entraram para a história da política regional. O povo foi apenas mero detalhe nessas reconciliações, pois o Pará não cresceu como deveria.

É Zelder, caboclo?

Esses acordos, tidos como improváveis no passado, desde o baratismo, ocorreram no calor de batalhas eleitorais e selaram  uma paz de faz-de-conta. Até que novos conflitos explodissem entre os recém reconciliados. Em resumo: caso o boato do reatamento entre Jader e Jatene se confirmasse, o chapão Zelder - mistura de Zenaldo com Helder - mais do que o casamento entre tucanos e peemedebistas, inauguraria um pacto difícil de acreditar entre a dupla Ja-Ja na terra do já teve.

Meu pirão, primeiro

Tudo é possível, tudo é divino e maravilhoso nesse rico Pará. Principalmente para as elites políticas. Que, aliás, quando sentem que começam a perder os anéis e os dedos, forjam acordos em nome do povo que imediatamente viram manchetes nos jornais aliados do poder ou em busca deste. Enfim, acordos que servem apenas aos interesses minoritários de grupelhos políticos na divisão do butim. E que em nada contribuem para fazer o Estado avançar na melhoria da qualidade de vida de sua população. Principalmente em regiões como o Marajó, ainda com índices africanos de pobreza e miséria. 

Feridas abertas

O atual governador do PSDB e o senador do PMDB foram  aliados e dividiram o poder no segundo mandato de Jatene, depois que Jader tirou seu time de campo no governo petista de Ana Júlia ao pressentir o desastre que foi aquela gestão. A quem o ouve, Jatene alega que Jader queria mais poder do que aquilo que havia sido combinado. Jader diz o contrário, que foi Jatene quem queria exercer o poder absoluto e não cumpriu o acordo. Capítulo final da ópera: feridas profundas continuam abertas e não foram cicatrizadas, principalmente do lado de Jatene.

Chumbo grosso

Seria possível, hoje, um acordo para 2018 entre Jader e Jatene? Uma espécie de trégua combinada sem a participação dos grupos de comunicação que estocam a cada dia mais munição e trocam morteiros diários por sobre as árvores do bosque Rodrigues Alves? Motivos não faltam para duvidar que tal boato se transforme em realidade. O "Diário do Pará", por exemplo, a toda hora chama Jatene de ladrão e corrupto, inepto, preguiçoso e outros epitetos  nada filosóficos. "O Liberal", por sua vez, não para de bater na tecla de que Jader é o maior corrupto do país, escreve editoriais sobre isso e torce, requentando manchetes, para que o senador seja preso pelo juiz Sérgio Moro.

Duas caras

Ao Ver-o-Fato, um tucano de plumagem reluzente garante que Jatene encerrará sua carreira política a partir de janeiro de 2019, após a posse do governador que irá sucedê-lo, seja este qual for. E mais: Jatene não tem o perfil do finado Hélio Gueiros, que após romper com Jader falou mal dele por todos os cantos e o chamou de corrupto na televisão e no rádio, para depois voltar ao ninho barbalhista. Em síntese: não haverá nenhum acordo com Jader para eleger Helder.

Temer fora

Outra coisa: o presidente Michel Temer, segundo outra fonte, não participou, não participará e nem recomenda que alguém fale em seu nome, de qualquer acordo para uma possível chapa Helder/Zenaldo daqui a dois anos. Aliás, nem o próprio Jader foi avisado ou soube disso. Jader, ao fim e ao cabo, quer o filho no enfrentamento nas urnas contra o candidato de Jatene. Como se vê, de nada se pode duvidar na política paraense. No momento, porém, os bois continuam voando em outras direções. Menos em direção ao hipotético curral em comum de Jader e Jatene. 

Língua afiada

Quem viu o ex-senador do PSDB Mário Couto subir em alguns palanques do PMDB na campanha municipal diz que ele continua com a língua afiada. Menos, é claro, contra os Barbalho, contra quem disse coisas que todo o Pará sabe. Depois que caiu no ninho de Jader, o ex-tucano mirou o alvo contra antigos desafetos do partido comandado por Almir e Jatene. No PMDB, brincam alguns tucanos, a onça que tanto fustigou Jader virou gatinho de estimação.   

Fundo do poço

O PT ainda está atordoado pelo massacre nas urnas do qual foi vítima no domingo. Perdeu em quase todas as capitais, menos no Acre. Em Belém, os números foram perversos com a candidata Regina Barata.  Foram pouco mais de 13 mil votos obtidos - sintomaticamente o mesmo número do partido, cujo vermelho foi envergonhadamente escondido durante a campanha. E isso num universo de 780 mil votos válidos na capital. A legenda foi parar na UTI. Ou seja, o PT, para sobreviver, precisa se reiventar. Terá essa disposição?

Nada de acordo

Não há, pelo menos até a data de hoje, quinta-feira, 06, qualquer acordo em andamento para que os deputados federais Eder Mauro e José Priante apoiem a candidatura do colega da Câmara dos Deputados, Edmilson Rodrigues, na disputa contra Zenaldo Coutinho. A fotografia dos três juntos, publicada pelo blogueiro e apresentador de TV, Marcelo Marques, o "Bacana", não passou de um encontro entre eles, no intervalo de uma das sessões, em Brasília.

Eder chateado

Quem diz isso é o próprio deputado Priante em conversa com o Ver-o-Fato. Ele, porém, como político passado na casca de alho, não descarta ouvir, como já ouviu, algumas ponderações de Edmilson e avaliá-las. Quanto a Eder Mauro, os ataques que ele sofreu de Zenaldo e dos tucanos o deixaram "mordido". O que, traduzido, significa que Zenaldo pode tirar o tucano da chuva se quiser o apoio do deputado.

Muaná reage

A apreensão de dinheiro para compra de votos em Muaná e a denúncia de que houve abuso de poder econômico e da máquina municipal em favor do prefeito reeleito Murilo Guimarães, ainda mexe com a população do município. No Ver-o-Fato, a postagem da entrevista da promotora eleitoral Juliana Palmeira, afirmando "nunca ter visto nada igual" durante a madrugada da eleição, repercutiu e ainda repercute em Muaná. O Google registrou mais de 9,8 mil acessos no blog de internautas daquele município. 

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