segunda-feira, 12 de setembro de 2016

OS SETE VEXAMES DO IBOPE EM PESQUISAS NO PARÁ: VEJA AQUI OS RESULTADOS


Para quem costuma exaltar as pesquisas do Ibope - desde que isso lhe seja conveniente, é lógico - nada melhor que um banho de fatos e informações verdadeiras para mexer com a memória de alguns esquecidos.

O Ibope já foi e ainda é, pelo país afora, acusado de manipular pesquisas para satisfazer os contratantes. Ele, porém, raramente se defende das acusações, talvez para não alimentar polêmicas.

No Pará, os fatos falam por si mesmos. Veja abaixo alguns erros gritantes do Ibope nas pesquisas que ele fez entre os anos de 1990 e 2008, em eleições para o governo, Senado e prefeitura de Belém. E tire suas próprias conclusões.

1990: Até a véspera da eleição para o governo do Estado, o Ibope dizia que o futuro governador seria Xerfan. O resultado: o vencedor, com mais de 10 mil votos de vantagem, foi o candidato Jader Barbalho.

1994: O Ibope firmou pé em todas as pesquisas que fez, garantindo que Jarbas Passarinho seria o governador. Almir Gabriel, que era o terceiro na pesquisa do Ibope, foi o vitorioso.

1996: Eleição para a prefeitura de Belém. Nas pesquisas do Ibope, o amplo favorito era Ramiro Bentes, já tido como prefeito até o último momento da campanha. Sabe quem ganhou? Edmilson Rodrigues, que era o quarto colocado, segundo o Ibope. 

1998: O Ibope apostava todas as fichas e números, afirmando que Hélio Gueiros seria o novo senador da República. Mas quem ganhou a vaga foi Luiz Otávio Campos, o Pepeca. O eleito tinha apenas traço da pesquisa do Ibope. Um dos maiores fiascos de todos os tempos do Instituto no Pará. 

2002: Na eleição para o governo estadual, as pesquisas do Ibope diziam que Ademir Andrade iria para o segundo turno. Ele perdeu feio para Maria do Carmo, do PT, que acabou derrotada por pouca diferença por Simão Jatene. 

2006: A disputa era novamente pela cadeira de governador. O Ibope, desde o começo e até o final da campanha, afirmava que Almir Gabriel seria eleito com um banho de votos sobre os adversários. Almir acreditou, mas quem venceu a eleição foi Ana Júlia Carepa, do PT.

2008: As pesquisas daquele ano, para a prefeitura de Belém, foram patéticas e ridículas, comandadas pelo Ibope. Famoso é o caso da candidata Valéria Pires Franco (DEM), que era tida como a nova prefeita da cidade. Perdeu de goleada e nem foi para o segundo turno, terminando a disputa num vexatório quarto lugar. O vencedor foi Duciomar Costa, com 35% dos votos. O candidato José Priante (PMDB), que nem aparecia nas pesquisas do Ibope, foi quem enfrentou Duciomar no segundo turno. 


Um comentário:

  1. Parece que esse ano o fenômeno Waléria irá se repetir, só que pra não ficar novamente constrangedor ao Instituto parece que já estão desconstruindo o candidato plantado entre o que deve ter muito mais do que dizem e o que tenta reeleição que com certeza deve ter muito menos do que tentam projetar como forma de motivar seus apoiadores.
    Parece que com esse cenário nacional o povo não pretende mais reeleger candidatos. O crivo deve ser muito severo e a avaliação do eleitor poderá ser pautada não pelo que feito e sim pelo que o poderia ter sido feito e não foi.
    Fica o questionamento:
    Como seria Belém hoje sem as obras em parceria com o Governo Federal?
    Parece que o povo acordou mesmo.

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