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Linha de Tiro - 19/04/2018

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

JATENE ENTRE OS OITO PIORES DO PAIS NA CAPITAL DO ESTADO QUE GOVERNA

O ranking dos piores e melhores, segundo o Ibope.


Já a caminho de emplacar 20 anos no poder, os governos do PSDB no Pará começam a dar sinais de esgotamento junto ao eleitorado. Que o diga o governador Simão Jatene, que segundo pesquisa do Ibope Inteligência divulgada é o oitavo pior governador do país avaliado na capital do estado que governa.

Jatene, em Belém, tem 38%, na avaliação negativa do eleitorado, entre ruim e péssimo, enquanto na avaliação positiva, entre ótima e boa, aparece com apenas 17%. O resultado é péssimo para o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, que também enfrenta uma rejeição de 40%, e de 73% de desaprovação de governo, segundo revelou pesquisa do Ibope, no final de agosto passado, encomendada pela TV Liberal. 

Jatene tem aparecido e ainda deve aparecer muito mais ao lado de Zenaldo até o final da campanha. Ele está prestes a gravar um depoimento em favor do prefeito, para ser veiculado no horário eleitoral gratuito do TRE. 

Trocando em miúdos: o governador pedir voto para o prefeito fará Zenaldo subir nas pesquisas ou dar adeus ao segundo mandato? 

A campeã de rejeição é a governadora de Roraima, Suely Campos. Os outros seis governadores mais rejeitados, na frente de Jatene, pela ordem, são os seguintes: Waldez Góes, do Amapá; Marcelo Miranda, do Tocantins; José Ivo Sartori, do Rio Grande do Sul; José Melo de Oliveira, do Amazonas; Beto Richa, do Paraná, e Francisco Dorneles, do Rio de Janeiro

Os melhores

De acordo com o Ibope, o governador melhor avaliado pela população de todos os estados é Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba. Ele é seguido por Reinando Azambuja, do Mato Grosso do Sul; Pedro Taques, do Mato Grosso; e Rui Costa, da Bahia. 

Ruim na capital

As eleições neste ano são para prefeito, mas são os governadores que estão mais mal avaliados, diz o Ibope. Em 16 dos 26 estados, os governadores ouvidos pelo Ibope tiveram avaliação negativa nas capitais de seus estados. Na média, os governadores têm 34% de ruim/péssimo e 24% de ótimo/bom, o que resulta em um saldo negativo de 10 pontos.



Em 2012, o cenário era o oposto. No mesmo momento da campanha eleitoral, o saldo médio de popularidade dos governadores nas capitais era 20 pontos positivo: 41% de ótimo/bom contra 21% de ruim/péssimo. Naquela época, apenas seis governadores eram impopulares nas capitais, enquanto 18 tinham saldo positivo de 10 pontos ou mais.



Em relação aos prefeitos, o desgaste também aconteceu nesse mesmo período, mas em menor escala. Na média, os prefeitos das capitais têm cinco pontos a menos de ótimo/bom do que há quatro anos. 

De lá para cá, os 34% de avaliações positivas viraram 29%. Os 32% de ruim/péssimo viraram 31%. O saldo, portanto, oscilou apenas três pontos, enquanto o dos governadores variou 30, diferença dez vezes maior.

4 comentários:

  1. O cenário aponta realmente o esgotamento de modelo de gestão que já vai tarde... Há razões para isso: a sociedade civil está mais exigente, a infraestrutura social há muito em decadência (serviços e benefícios sociais esgotados, obras estruturais inexistem seja pela inoperância dos gestores, seja pela escassez de recursos - já era o tempo do oba, oba - obras de grande impacto só mesmo nas cidades onde houve "verbas da copa"); a "lava jato" desmontou o esquema de muitos gestores públicos; os investimentos, com a "fonte" secando, ficaram minguados; a crise política e econômica que perpassa o Brasil; além de que a incompetência que assola os gestores públicos, o panorama político fica à guiza dos enganadores de plantão que, também, despreparados tentam pintar o "muro preto"...
    Estes ingredientes temperam o plano político dos líderes em Brasília e em cada Estado; aí. haja articulação salvadora com discursos recheados de soluções... Já se pode antever o que nos espera nas eleições para governo de Estado.

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  2. Realmente, o modelo exauriu-se, mas os gestores não se deram conta disso, por incapacidade de perceber o fracasso de suas fórmulas, ou porque acreditam que estão ainda no melhor dos mundos possíveis, aquele situado na zona de conforto da mediocridade governamental. Por aqui, tucanos não conseguem resolver os desafios do presente, mas invocam propostas salvadoras para 2030. São mentes ocupadas com a fuga da realidade.

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  3. Olhe os nomes que integram o governo jatene, são os mesmos de sempre. Não espere nada além do que já entregaram, se é que entregaram alguma coisa. Lembrando Einstein: Imbecilidade é fazer a mesma coisa da mesma maneira repetidas vezes e esperar resultados diferentes. Então, para paraenses podes crer que vai piorar se o filhotinho do larápio chegar ao poder, será a mesma MERDA.

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  4. A mudança de um modelo viciado por outro que já está no poder federal, com o agravante de que o patromonialismo da máquina pública em favor de uma família é a meta, torna o horizonte político no Pará algo extremamente preocupante. Não há uma nova liderança política descompromissada dessas amarras. Fazer aliança com um lado ou outro é o nó górdio que escraviza nossas esperanças a um porvir de incertezas. As riquezas do Pará brilham na mente fértil dos assaltantes do poder diante das massas indiferentes ao seu destino.

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