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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

ELEIÇÃO, CANDIDATOS, ETC. AS NOTAS CURTAS DO BLOG

Enganação

Prefeitos mal avaliados pela população repetem o mantra surrado, tentando um novo mandato: “fizemos muito, mas é preciso fazer mais”. Mentira. Se tivessem feito muito estariam com a reeleição garantida. Como pouco ou nada fizeram tentam fazer algo em cima da hora, a um mês da eleição. Mas a lógica do “me engana, que eu gosto”, não cola mais. O povo está vendo. O troco virá na urna.

Mal feito


Em algumas cidades, aqui mesmo da região – e nem precisa citá-las, porque o povo já sabe disso e não aprova – obras que se arrastavam e logo pararam de vez, começam a andar. Operários aparecem e secretários municipais surgem dando ordens. Uma pintura aqui, outra lixada ali; uma porta nova, alguém mexendo no telhado. Quem passa na rua pensa que a obra finalmente vai sair. Sai, nada. O prefeito finge que trabalha. E o eleitor finge que acredita nisso.

Cara lambida

Você já notou como tem candidato bem produzido na TV ou com voz empostada no rádio, na hora da propaganda eleitoral? Pois é. Tudo para impressionar o eleitor e fazê-lo acreditar que o que está sendo dito é sincero e vem do fundo do coração. Se o sujeito é vereador e nada produziu, agora diz que vai continuar trabalhando pelo povo. A produção da TV errou, porque faltou o conhecido óleo de peroba na maquiagem.

Vai ou racha


Na pauta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) há um assunto que interessa a muitos candidatos, seja a prefeito, ou vereador. É o listão dos inelegíveis do TCU, TCM e TCE. Tem mais de 250 nomes na marca do pênalti. O julgamento deve ocorrer a qualquer momento. O simples deferimento ou indeferimento da candidatura pode representar o céu ou o inferno para quem já está com a campanha na rua. Em caso de inelegibilidade, ainda restará o TSE.

Sem defensor

O juiz Rodrigo Victor Soares, de Pacajá, em ação civil pública movida pelo Ministério Público, condenou o Estado do Pará em danos morais coletivos no valor de R$ 3 milhões, por não ter designado até hoje um defensor público para o município. O valor da condenação deve ser investido em políticas públicas no município de Pacajá para redução do analfabetismo, efetivação da capacitação profissional, construção de conjuntos habitacionais, remoção de pessoas em área de risco, melhoria de saúde, e obras de saneamento básico. 
 
Vergonha

No caso da falta de defensor público, Rodrigo Soares lembra que Pacajá está há dois anos sem esse tipo de representação. Ele deu prazo de 60 dias para que isso ocorra e fixou multa no valor de R$ 1 mil, por dia de atraso, em caso de descumprimento da decisão. O juiz lamenta que em algumas regiões mais desenvolvidas do Estado haja defensor público, mas isso não ocorra em municípios como Pacajá, onde é maior a exclusão social.

Estado falhou

O Pará abraça um dos piores índices de trabalho infantil do país. Cerca de 220 mil crianças e adolescentes, com idades entre 5 e 17 anos, estão nas ruas e no campo, exercendo algum tipo de atividade para sustentar suas famílias. Como os governos sempre negligenciaram o problema, é preciso que alguém faça alguma coisa para combater tamanha imoralidade. O TJ estadual lançou na última segunda-feira o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador. Resta saber se, desta vez, isso não ficará apenas no papel. 
 
Denúncia ajuda

O trabalho infantil é uma realidade que precisa ser modificada por meio de mais fiscalização, maior atuação do Conselho Tutelar e conscientização das famílias. Para o juiz da Infância e Juventude de Belém, Alessandro Ozanan, o trabalho infantil e do adolescente irregular “eterniza o ciclo de pobreza". Segundo ele, quanto mais estudo a pessoa tem, melhor ela se desenvolve e melhor ela estará colocada na sociedade quando ela for um adulta. É preciso que as famílias se conscientizem para que não ofereçam seus filhos para esse tipo de obrigação. O magistrado também orientou que as pessoas denunciem sempre a prática irregular de trabalho infantil.

__________________BASTIDORES________________________

* A morte de um garoto de 12 anos dentro de uma escola, em Belém, agredido por outros meninos, levanta uma questão que deveria ser tratada com urgência e seriedade por educadores: o bullying é algo inadmissível e precisa ser combatido com rigor.

* Essa prática, nociva, mas tolerada dentro das escolas, depois da morte da criança, deve ser debatida e, quem sabe, até com algumas medidas da Secretaria de Educação. Nada, porém, apagará a omissão oficial sobre o assunto.

* Ao todo, 165 presos provisórios irão votar em outubro, dos quais 18 são eleitores transferidos e 147 irão votar pela primeira vez. Seções especiais do TRE serão instaladas em Breves, Tomé-Açu, Paragominas e Redenção.

* Ao interno que manifestou a vontade de votar, no entanto, na casa penal onde está não será instalada a seção especial. Ele será informado e poderá justificar o voto.

* A pedido do presidente do TRE, desembargador Raimundo Holanda, uma equipe técnica do órgão começou anteontem vistorias em zonas do interior consideradas criticas pelo tribunal. O intuito é verificar as condições de logística, reforçando treinamentos e informações já repassados para esses locais. 
 
* As primeiras visitas começaram pelos municípios de Marabá e Parauapebas, com previsão de serem estendidas a Santarém. O critério de escolha dos municípios que recebem essas vistorias foi o grande número de eleitores que votarão pela primeira vez por meio de identificação biométrica.

* Também são zonas que possuem sessões de difícil acesso. Assuntos como segurança, apuração de votos, transporte de urnas e campanhas informativas também estão na pauta da visita.

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