VER-O-FATO: CHINESES QUEREM TERRAS DO PARÁ PARA PLANTAR SOJA

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CHINESES QUEREM TERRAS DO PARÁ PARA PLANTAR SOJA


O Pará e o Mato Grosso estão na mira de grupos chineses interessados na compra de terras para expansão do agronegócio. Na recente viagem que fez à China, o ministro Blairo Maggi ouviu que a Hunan Dakang, gigante chinesa do agronegócio, deseja expandir sua atuação no Brasil. Ela já tem participação numa empresa em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, e quer comprar outras naquela região. 

Naquela área são produzidas cerca de 100 milhões de toneladas de grãos por ano. As empresas japonesas já tem uma atuação forte por ali. A Sogitso, por exemplo, tem uma associação com a companhia Cantagalo, de Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar. 

Agora é a vez das chinesas. Outra que vai aumentar sua participação por aqui é a Cofco Agri, controlada pela estatal de alimentos da China. No caso do Pará, os representantes de chineses, japoneses e coreanos percorrem regiões do sudeste e do oeste do Estado observando áreas propícias ao plantio de soja e milho. 

Há terras cujos preços variam entre R$ 2,5 mil e R$ 8 mil o hectare, mas os  estrangeiros são exigentes quanto à documentação. Nesse quesito, as informações não são as melhores. Corretores oferecem terras cuja origem não pode ser comprovada. 

Ou seja, são terras griladas ou com documentos montados em cartórios. Em resumo: é roubada comprar terras sem cadeia dominial e localização definida por georreferenciamento. Na Internet há venda de terras para todos os gostos e por preços astronômicos. Dá para desconfiar.

Antes de fechar qualquer negócio, o certo é procurar o Iterpa ou o Incra para saber se as áreas pertencem ao Estado ou à União. 

Outra coisa: para venda de área acima de 3 mil hectares é necessária a autorização legislativa do Senado Federal. E poucas áreas no Pará possuem essa autorização.  

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