domingo, 21 de agosto de 2016

O DESAFIO AOS CANDIDATOS A PREFEITO: COMO RESOLVER OS PROBLEMAS DE BELÉM?



Belém tem jeito? A cidade pode vencer seus crônicos desafios no atendimento à saúde, segurança, transporte, educação, coleta de lixo e saneamento, como é cobrado pela população? O que fazer por esta cidade que ao mesmo tempo em que nos encanta, nos amedronta e desumaniza?

Cada um dos 10 candidatos a prefeito que se apresenta ao eleitorado diz ter um plano, ou projeto, para tornar esta cidade de 1,5 milhão de habitantes melhor do que está hoje. Não há como duvidar disso. No entanto, há uma distância abissal entre o pensar e o fazer, no caso de ser eleito.

Será, contudo, que esse projeto se baseia numa visão inovadora e corajosa, ou ele se limita a velhos conceitos - um deles frágil e já desmoralizado pelos fato, como o de o prefeito ser do mesmo partido do governador, ou ter o apoio da máquina federal, sem a qual nada poderá ser feito? 

E mais: tal projeto para governar Belém será contrário aos interesses dos "donos" desta cidade - aqueles que se apropriam dos espaços públicos, como as calçadas das avenidas e ruas, ou da orla da Baía de Guajará e Rio Guamá - ou apenas mais um reforço desses domínios privados, numa subordinação que se perpetua ao longo dos tempos?

Não há milagre a ser feito, nem apenas a coragem de por ordem na casa e ir para as ruas enfrentar os problemas, mas respostas concretas a apresentar. É preciso ter a cabeça no lugar e os pés no chão, além de um bom planejamento, dentro das limitações orçamentárias, para fazer o que a população necessita. De promessas vazias, mentiras, slogans e fanfarronices os moradores já estão fartos. 

Projetos individuais de governo, pensados em gabinetes ou em torno de uma mesa de marqueteiros, tendem a fracassar se não forem discutidos muito antes da eleição em reuniões nos bairros, ouvindo os moradores.  Ou seja, um projeto de todos, pensado e decidido por todos.

A população sabe o que é bom ou ruim para ela. Afinal, é ela que vive diariamente as agruras do ônibus que demora a passar na rua, a falta de água nas torneiras, o lixo que não foi recolhido, o buraco que a prefeitura esqueceu de tapar ou, principalmente, a água da chuva que invadiu a casa depois daquele temporal que não tem hora para cair.

Não há dúvida de que Belém vive desde os anos 80 uma ocupação desordenada, mas a exclusão social e a segregação territorial são os grandes responsáveis pelo fenômeno que dominará os debates desta campanha eleitoral no rádio e TV: a explosão da violência e da criminalidade.

O que fazer, se a segurança pública, como está previsto na Constituição Federal, não é da competência do Município, mas do Estado? Mais um desafio aos candidatos. E é sobre esse e outros temas importantes, como a questão ambiental, que voltaremos aos assunto.  

O Ver-o-Fato espera contribuir não apenas com críticas, mas sobretudo com sugestões, para os problemas que nos atormentam diariamente na cidade que, apesar dos pesares, tanto amamos.

Um comentário:

  1. O grande "benefício" das campanhas eleitorais é essa; é o momento de expor as mazelas das cidades, tudo o que não presta vem à tona, aí tem as promessas e as propostas fáceis para resolver os grandes e graves problemas da população... Diria Monteiro Lobato: "falar é fácil, fazer é que são elas!"
    Vamos ver...

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