VER-O-FATO: VOTO À VENDA. E BEM CARO

terça-feira, 19 de julho de 2016

VOTO À VENDA. E BEM CARO



Podem apostar, meus amigos e minhas amigas: a eleição de prefeito e vereador deste ano será o maior festival de corrupção eleitoral e caixa 2 dos últimos tempos. O dinheiro sujo, guardado debaixo do colchão ou no cofre forte do banco, vai dar as cartas e comprar votos como nunca se viu. 
 
Afinal, sempre sobra uma bolada dos grandes escândalos que pululam por este País afora. O suficiente para garantir um mandato de quatro anos. O importante é estar no poder. Mesmo que seja cercado por inimigos.
 
O pior é que há muito eleitor disponível para vender o voto, que será inflacionado no mercado da corrupção, porque o político que hoje prometer emprego - com essa crime braba que aí está - ou estará tirando sarro com a cara desse eleitor, ou é cínico mesmo.
 
Então, o corruptor que compra voto encontrará pela frente o corrompido disposto a valorizar sua mercadoria. Não dizem os exegetas da democracia que o voto é a arma do eleitor? Pois é, essa arma, para muitos, vai custar bem caro. Apesar de todas as campanhas pelo voto consciente.
 
O desequilíbrio financeiro entre candidatos ricos e pobres, que sempre existiu, revelará, mais uma vez, a face de uma política que teima em não mudar. Daí, ninguém deve estranhar a enxurrada de votos nulos e brancos que virá dos eleitores indignados. Fora a abstenção, que será talvez a maior de todos os tempos.
 
E o discurso da mudança? Ah, esse vai pintar com certeza durante o horário eleitoral no rádio e TV. O problema é que, faz tempo, ninguém aguenta mais nem o próprio horário eleitoral, quanto mais esse discurso repetitivo e vazio. 
 
O quê fazer, então? Sugiro brincar com as crianças, levar o cachorro pra passear. Também pode ver um bom filme. Ou ler um bom livro.

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