terça-feira, 5 de julho de 2016

IRMÃ DE CHEFE DE QUADRILHA QUE DEVASTOU O PARÁ É PRESA POR MANDAR DESTRUIR PROVAS

Ana Luiza ( no detalhe) foi presa ao desembarcar em São Paulo, vinda dos Estados Unidos

A pedido da  Polícia Federal, a Justiça Federal concedeu a prisão preventiva de Ana Luiza Junqueira Vilela Viacava, irmã de Antônio José Junqueira Vilela, o AJ Vilela, chefe da quadrilha que desmatava e grilava terras no interior do Pará, desbaratada na semana passada na passada na operação Rios Voadores. Ana Luiza chegou no Brasil hoje, dos Estados Unidos e foi presa ao desembarcar, em São Paulo. Ela está sendo interrogada na capital paulista.

O pedido de prisão foi feito com base nas interceptações telefônicas e o Ministério Público Federal deu parecer favorável, pelo risco de destruição de provas. Após a prisão de 9 integrantes da quadrilha na semana passada, Ana Luiza foi flagrada ordenando, por telefone, a um homem não identificado que destruísse provas dos vários crimes de que ela e outras pessoas são acusadas. O irmão de Ana Luiza, AJ Vilela, considerado o chefe do esquema pelas autoridades, continua foragido, assim como o marido dela, Ricardo Viacava.

A operação Rios Voadores uniu investigadores do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Receita Federal e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e cumpriu um total de 28 mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e buscas e apreensões nos estados do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 

O esquema movimentou R$ 1,9 bilhão entre 2012 e 2015 e destruiu 300 km quadrados de florestas em Altamira, no Pará, área equivalente ao território de municípios como Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) ou Recife (PE). O prejuízo ambiental foi de R$ 420 milhões. Segundo as investigações, o grupo invadia florestas em terras públicas, retirava e vendia a madeira de valor mais alto, e depois derrubava a mata remanescente e ateava fogo.

Na terra devastada era plantado capim e instalada criação de gado. Para praticar esses crimes a organização criminosa utilizava mão de obra submetida a condições semelhantes às de escravos. Após a consolidação das pastagens, o grupo registrava os terrenos em cadastros ambientais rurais oficiais. Os registros eram feitos em nome de laranjas (pessoas que servem como intermediárias em negócios fraudulentos). As pastagens, então, eram exploradas pelos próprios integrantes do grupo ou arrendadas para terceiros.

Por essas e outras irregularidades, Jotinha figura hoje como o infrator que recebeu multas de maior maior valor já aplicadas pelo Ibama na Amazônia (R$ 163 milhões em dez autos de infração), e que é responsável pela maior área já embargada pela autarquia na região (300 km quadrados). Fonte: MPF Pará

6 comentários:

  1. Crimes que mereciam pena de morte... Enquanto isso, uns e outros se livram pela imunidade e processos em "exercício findo"...

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  2. Quero saber se isto é um teatro ou se vai realmente ter justiça. Nos atualizem daqui a dois anos. Aposto que a família inteira vai estar livre, atuando em outras trambiquajens, e passando férias com seus dólares.

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  3. Na verdade quero saber se isso não é um exagero da mídia e do ministério publico! Aqui neste país quem desmata ta mais ferrado do que quem mata gente!!!!! Porque meu primo policial disse que bandido que ta matando eles levam pra delegacia e a justiça solta logo em seguida!

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  4. Com certeza isso é mais um exagero do ministério publico ... Aqui neste país quem desmata ta mais ferrado do que quem ta matando gente... Meu primo policial diz que leva bandido por uma porta e a justiça solta por outra... Vamo trabalha MP no que realmente o povo precisa! SEGURANÇA

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  5. BOM, COM CERTEZA O MP ESTÁ TRABALHANDO E NÃO HÁ NENHUM EXAGERO, PORQUE QUEM CONHECE ESSA FAMÍLIA SABE MUITO BEM QUE DESMATAMENTO É SÓ O INÍCIO DAS ÁGUAS.

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