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Linha de Tiro - 19/04/2018

domingo, 31 de julho de 2016

CONCURSO DA PM TEM PRISÕES DE FALSÁRIOS E TENTATIVA DE VENDA DE GABARITO


 

Sob desconfiança por já ter havido tentativa de venda de gabarito e até mesmo por prisões de três pessoas que tentavam fazer a prova no lugar de inscritos, o concurso da Polícia Militar do Pará, realizado neste domingo em Belém, Altamira, Santarém e Marabá, ainda deve produzir denúncias e queixas de fraudes tão logo as provas sejam encerradas.  Cerca de 105 mil candidatos se inscreveram na disputa de 2.194 vagas para praças e oficiais.

Em um grupo do Facebook voltado para candidatos do concurso, um homem ofereceu um convite para quem estava “afim de passar no concurso”. Em conversa pelo WhatsApp, um suspeito afirma que um amigo oferece um esquema em que uma equipe irá realizar a prova e enviar as respostas aos candidados através de SMS. Ele cobra R$ 4 mil pelo serviço.

Um esquema similar foi realizado ainda neste ano, em janeiro, durante a realização do concurso para o Corpo de Bombeiros do Pará. Na ocasião, a polícia flagrou um grupo realizando a prova em uma sala de uma escola alugada no bairro do Tenoné, enviando o gabarito para candidatos em outros locais através de celulares. 
 
Cerca de 40 pessoas foram apontadas como envolvidas no esquema. Segundo a Polícia Civil, uma mulher havia se inscrito no certame, saído com a prova no dia do exame e entregado o documento à equipe de fraudadores, que resolveu as questões e começou a encaminhar as respostas. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, órgão responsável por apurar este tipo de denúncia.

O governo estadual nega que haja vazamento e diz que a polícia agiu a tempo, efetuando prisões em Abaetetuba e Marabá, antes do começo das provas. Os concursados, porém, reclamam de vazamentos e, principalmente, da desorganização em alguns locais de provas.   

O domingo começou agitado em Marabá. Avisada por denúncia anônima, a polícia prendeu três pessoas quando elas tentavam fazer a prova no lugar de outros candidatos. Os presos, cujos nomes ainda não foram divulgados, foram levados para a delegacia da Polícia Civil na Nova Marabá. Eles prestaram depoimento e devem ser indiciados por falsidade ideológica. Informação chegada ao blog diz que o trio já estava dentro da sala de testes quando recebeu voz de prisão. 

Na véspera do concurso, sábado, onze pessoas foram presas em Abaetetuba, acusadas de participação num esquema de venda de gabarito. Outras duas pessoas foram detidas também em Altamira, além de mais dois suspeitos presos em Belém, durante a noite, por tentativa de fraude. 

O último concurso realizado pela PM aconteceu em 2012. Foram 2.180 vagas ofertadas e cerca de 50 mil inscritos. A remuneração dos aprovados varia de R$ 788 para os soldados, até R$ 5.781,31 para os oficiais. Todos os cargos recebem ainda auxílio alimentação no valor de R$ 650.

A suposta tentativa de fraude no concurso ganhou as redes sociais, principalmente no whatsapp e twitter, onde apareceram denúncias de que criminosos ofereciam  as respostas a quem tivesse dinheiro para pagá-los. O serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública passou a monitorar as redes e chegou aos suspeitos, o que levou às primeiras prisões. 

O esquema, porém, seria mais amplo. Resta saber se já foi estourado. Se não foi, a suspeita de fraude no concurso deve aumentar. Segundo as investigações, a tentativa de estelionato é uma sólida hipótese, apontada pelos trabalhos da Polícia Civil do Pará, nas investigações realizadas.

Firmino: "não existe vazamento"
 
Esperamos que as pessoas não se deixem levar por isto, porque não existe esse vazamento. O que existe são pessoas oportunistas querendo vender um falso gabarito. São perfis falsos, que já estamos investigando. O que nós comprovamos, até agora, é que são estelionatários”, garantiu o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino.

Segundo a PM, mais de 600 policias militares vão estão nas ruas  para garantir a segurança do concurso. “Desde as seis da manhã estamos com nossos agentes de segurança, tanto a parte fardada como à paisana, apoiando a Polícia Civil no que for preciso”, disse o coronel Campos. No Centro Integrado de Operações (Ciop), em Belém, funciona ainda um gabinete de gestão - cujo objetivo principal é concentrar todas as informações que envolvem o concurso. 

Além dos cuidados tomados pela segurança pública do Estado, a própria organizadora do concurso, a Fadesp, também se precaveu de possíveis problemas, e adotou medidas de precaução para o dia da prova. Os candidatos  passam por detectores de metal, tanto na entrada quanto na saída das salas de aula e dos banheiros. 

Todos os inscritos terão as impressões digitais coletadas no cartão resposta. “Em parceria com a Polícia Civil, vamos usar um sistema de varredura de frequência de chamada nas unidades de realização do concurso, para nos certificarmos das ligações e sinais que estão sendo realizados nas proximidades”, explicou o advogado da Fadesp, Danillo Araújo. A fundação informou também que todas as provas foram lacradas e estavam em poder das Forças Armadas.

Soldados e oficiais
Das 2.194 vagas oferecidas, duas mil são para a formação de praças, 160 para a formação de novos oficiais e 34 para o curso de Adaptação de Oficiais. As provas de conhecimentos gerais estão sendo aplicadas em 2.260 salas das cidades de Belém, Marabá, Santarém e Altamira. A capital do Estado soma o maior número de candidatos inscritos (58.919), seguida de Marabá (30.126), Santarém (30.126) e Altamira (3.618). Do Ver-o-Fato, com informações do G1 Pará.

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