VER-O-FATO: BIZUS, VERDADES E MENTIRAS NA POLÍTICA DO PARÁ

sexta-feira, 1 de julho de 2016

BIZUS, VERDADES E MENTIRAS NA POLÍTICA DO PARÁ



A política no Pará continua imexível. Ou melhor, o movimento está parado. Quer dizer, a roda gira em torno de seu próprio eixo. Inimigos estão juntos; amigos viraram inimigos e inimigos combaterão inimigos até virarem amigos. Entenderam? Nem eu. Pois então vamos às novidades, aliás, ao museu de grandes novidades, só para lembrar do Cazuza.

Vice de quê?

Mário Couto, ex-senador do PSDB e língua ferina - e bota ferina nisso - dos Barbalhos, depois que pulou no barco de Jader e Helder anda manso e cândido igual a um monge beneditino. Também, pudera. Vai ser vice de Helder na chapa de 2018 para o governo do Estado. É o vice dos sonhos de Jader. Ou dos pesadelos.

Gerson dançou

A fonte do blog narra que Mário Couto ficou com o PP na mão. O PP é aquele partido que era do ex-deputado Gerson Peres. Nos governos de Almir e Jatene, o PP era linha auxiliar do PSDB. E Gerson, para quem não sabe - ou não lembra - entrou para o folclore político ao dizer que no Pará ainda só não tinha visto "boi voar". Pois é. O boi voou tanto que caiu em cima da casa do Gerson. E ele perdeu tudo: a casa e o PP.

Olha o Márcio

O presidente da Assembleia Legislativa, Márcio Miranda, transita com desenvoltura entre o céu e o inferno. Ao mesmo tempo em que acaricia a careca do governador Simão Jatene, dá adeus efusivo para o PMDB de Jader. O bizu que corre pelos corredores da Alepa e da RBA é de que Márcio Miranda ganhou de Helder o direito a uma indicação para a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que estava com o PC do B. A contrapartida, para Helder, virá em 2018.

O diabo não duvida

Não é verdade que o senador petista Paulo Rocha vendeu a alma ao diabo. Rocha apenas entrou para o confessionário e fez voto de fidelidade aos Barbalhos para garantir seus apadrinhados em cargos federais. Um deles é Djalma Melo, que comandou a Sudam durante 20 anos. Melo ganhou do ministro Helder o cargo de Diretor de Incentivo do Ministério da Integração Nacional. 

Tucano chato

Por falar em senador, Flexa Ribeiro, que anda meio apagado no Senado, não desistiu de sair candidato ao governo em 2018, como espalham as línguas de trapo do PSDB lotadas no gabinete de Jatene. Flexa afirma que teve mais votos do que Jader e Paulo Rocha na disputa pelo Senado. O tucano teve  1.817.644 votos. Jader obteve 1.799.762 e Rocha, 1.566.350. Sabe o que isso significa? Nada. Para Flexa, porém, é tudo. Jatene não está nem aí.

Adnan, o calado

Flexa sabe que sua vida não será fácil para convencer Jatene a apoiá-lo. O preferido do governador, embora ele não queira admitir isso publicamente, é o ex-prefeito de Paragominas e seu atual supersecretário de governo, Adnan Demackhi. Discreto, para alguns, mas frenético no ritmo de trabalho, para outros, Adnan desconversa quando se fala em sua candidatura em 2018. Fingir-se de morto para não queimar seu filme é a estratégia.

Zenaldo, o líder

O recandidato a prefeito Zenaldo Coutinho meteu na cabeça que nem tudo está perdido para ele. Sua última bala no tambor é o BRT, que "inaugura" nestes dias de julho com um incrível roteiro geográfico: vai do nada a lugar nenhum. Ainda assim, o prefeito aposta na decolagem nas pesquisas. Que ele lidera com folga. De cabeça para baixo.

Xerife inquieto

O deputado Eder Mauro anda agitado. Primeiro, porque recebe bicadas de tucanos que ainda insistem em fazê-lo desistir de lançar-se candidato para apoiar Zenaldo. Segundo, porque se diz na ponta dos cascos para começar logo a campanha e sair às ruas. O PSD, seu partido, não está unido em torno dele. É aí que a porca estrila. Mas as pesquisas o animam a queimar a língua dos que conspiram contra ele. 

Tempo escasso

Enquanto faz reuniões em comunidades e prepara seu projeto de campanha, o deputado Edmilson Rodrigues não tira da cabeça sua maior preocupação: o tempo que terá na TV e no rádio durante os 45 dias de propaganda autorizada pela Justiça Eleitoral. Hoje, ele teria pouco mais de 1 minuto, mas se reunir PC do B, PSTU e outras legendas de esquerda, poderá no máximo chegar a 2,5 minutos. O PSDB e o PMDB terão no mínimo quatro vezes mais de tempo.

Um comentário:

  1. Égua!A quadrilha está completa... Barbalhos e Couto. Putsgrillo...

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