terça-feira, 26 de julho de 2016

BARCARENA REJEITA INDENIZAÇÃO OFERECIDA POR PREJUIZOS COM NAUFRÁGIO DE 5 MIL BOIS

Cerca de 1.500 ribeirinhos lotaram o local da audiência pública. Foto MPF

Os moradores de Barcarena que sofrem com os impactos ambientais do naufrágio do navio boiadeiro Haidar não aceitaram a proposta de indenização da Companhia Docas do Pará, da proprietária da carga Minerva S.A, e da empresa responsável pela embarcação, Tamara Shipping. Apresentada em audiência pública nesta terça-feira, a proposta de reparação era de R$ 7,5 milhões, mas não houve consenso sobre a quantia e a divisão do valor.

Em 6 de outubro de 2015, o navio de bandeira libanesa afundou durante o embarque da carga de bois vivos no Porto de Vila do Conde, matando cerca de 5 mil bois. Houve vazamento de óleo e as carcaças de animais poluiram a praia, causando prejuízos para a população e dificultando a vida dos moradores de Barcarena que dependem da pesca para sobreviver.

"A questão são os critérios de como dividir os valores. Vamos trabalhar com um valor fechado, então quanto maior for o grupo de beneficiários, menor será este valor para cada pessoa. Por isso precisamos que a repartição reflita a maneira como ocorreram os impactos na população, com as pessoas mais afetadas recebendo uma parcela maior", explica o procurador da república Bruno Valente.

Audiência lotada
 
De acordo com o Ministério Público Federal, o auditório da igreja apontado pela população como sede da audiência pública, que tinha capacidade para 1.500 pessoas, ficou lotado. Cerca de 200 famílias não conseguiram participar da audiência, que começou as 9h10 e encerrou por volta do meio dia.

Não houve consenso entre os participantes da audiência, que reclamaram do valor da indenização e da divisão da quantia. Muitas famílias presentes pediram que, em vez do pagamento do valor integral, os responsáveis pelo acidente fizessem o pagamento de um salário mínimo para as famílias afetadas pelo prazo de dois anos.

Além do Ministério Público Federal, também participaram representantes do Ministério Público do Estado e da Defensoria Pública. Segundo o MPF, uma nova audiência deve ocorrer dentro de um mês, para que sejam ouvidas as pessoas que não conseguiram participar do evento. Fonte: G1 Pará

2 comentários:

  1. A situação deve virar um Raimundo Farias.Empurram com a barriga para chegar o tempo de caducar.Se não tiraram o navio até hoje, não pagaram as multas, não liberaram o porto, vão pagar indenizações ?Quem os obrigará? Não se mandou mais nenhum boi vivo, o prejuizo é grande para todos, mas eles são mais poderosos que todos nós. A lei?o que é isso?será que é um importado da China? O Haydar não vai dar em nada.

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  2. Esse é o sentimento da maioria, mas os maiores prejudicados são aqueles que não concorreram para as mortes desses bois: os ribeirinhos e famílias pobres que tiram do rio e das praias suas sobrevivências. É um crime que viola até os direitos humanos dessas pessoas, enquanto fiscais da lei e juízes parecem acuados pelo poder de quem manda e desmanda no Pará.

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