VER-O-FATO: ASSALTO AGORA EM BELÉM: A BOLSA OU A VIDA? CÉSAR PAES BARRETO CONTA COMO FOI

sexta-feira, 1 de julho de 2016

ASSALTO AGORA EM BELÉM: A BOLSA OU A VIDA? CÉSAR PAES BARRETO CONTA COMO FOI

Paes Barreto: mais um na estatística da violência em Belém. Felizmente, bem vivo
 
Diretor de criação na empresa CA Comunicação, César Acatauassu Paes Barreto, figura conhecida nos meios publicitários do Estado e meu amigo no Facebook, é a mais nova vítima da violência que domina Belém em todos os bairros e a toda hora. 

Ele acabou de ser assaltado naquela zona vermelha alí da Bernardo Sayão com a Padre Eutíquio. Perdeu a bolsa que levava com ele dentro de seu carro, para não perder a vida. Seu relato:

"Hoje passei a fazer parte das estatísticas! Acabei de ser assaltado com um 38 cano curto na cabeça. Voltava da UFPa pela Av. Bernardo Sayão, parado no semáforo da Av. Padre Eutíquio. O meu era o segundo carro da fila depois de um ônibus que estava encabeçando-a. Um pouco antes do sinal abrir, uma van (lotação) ultrapassou a fila e parou na frente do ônibus para buscar passageiros, atrapalhando o fluxo. 

Nesse exato instantes dois assaltantes com aparência de idade entre 18 e 20 anos, correm da calçada (que estava cheia de gente), com arma em punho, apontando para mim, mandando eu sair do carro. Prontamente abri a porta e saí. Achando que eles queriam levar o carro, trouxe comigo a minha mochila. 

Como a Van atrapalhou o trânsito e o fluxo não fluiu, o rapaz armado, segurou a minha mochila e tentou arrancá-la das minhas mãos. Eu, naqueles momentos em que fica difícil qualquer raciocínio, julgando que ele queria levar o carro, gritava "Leva o carro! Tá aí". Nessa hora escutei o comparsa gritar "Atira logo nele, Atira logo nele! Ele não vai largar!!". Nesse instante entendi o que eles queriam e larguei a alça mochila. 

Eles saíram correndo em direção a uma viela, pelo meio da multidão que assistiu a tudo sem nada poder fazer, graças a Deus sem ter efetuado nenhum disparo. Perdi minha carteira com todos os documentos, cartões de banco (já devidamente bloqueados), celular (já bloqueado), tablet (também já bloqueada), mas estou aqui, "vivinho da Silva", podendo contar essa história. Infelizmente essa é a realidade de Belém hoje.

A gente sai de casa e, se conseguir voltar a salvo, tem que agradecer aos céus. Hoje, eu poderia ter morrido, ou poderia estar lutando pela vida como o Luiz Marcio, mas tive sorte e proteção do meu anjo da guarda, que graças a Deus, acordou cedo hoje pra trabalhar. Que as famílias de vocês, amigos, fiquem protegidas e em paz!"

3 comentários:

  1. A situação ficou caótica.A PM conhece o lugar descrito neste episódio mas fica longe,com medo de assaltos.A polícia civil está extinta,Guarda Municipal não se mete.Sobra a conta para pagar coronéis,capitaes,tenentes,delegados,escrivaes,e somos obrigados a dar de cara com vagabundos e ainda pedir para eles levarem nosso carro e pertences. Eleições à vista, mais indiferentes a essa situação.

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  2. Cara, quando fui assaltado em casa um dos quatro rapazes que empunhava arma teve o displante de nos pedir desculpa e dizer que precisavam "tocar o bicho", por conta de habeas corpus para soltar um irmão que estava na prisão e precisavam pagar o advogado contratado. A única saída foi colaborar e ficar calado. Infelizmente este é o sistema capitalista, selvagem e carcomido pela inoperância das autoridades competentes e o alto teor de corrupção de nosso País.

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  3. Um advogado para soltar o irmão. Precisamos nos livrar dessa raça que muito pior do que os ladrões armados de revolveres. São eles que alimentam o roubo para satisfazer seus luxos.

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