segunda-feira, 27 de junho de 2016

MP DEBATE ESTRATÉGIA PARA RECUPERAR IGARAPÉ AMEAÇADO EM BENEVIDES

    
 
 
A promotora de Justiça de Benevides, Regiane Brito Coelho Ozanan, convocou na sexta-feira (24), o Instituto Evandro Chagas, Laboratório Multiusuário de Tratabilidade de Águas e de lodo (Lamag) da Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental (Faesa), do Instituto de Tecnologia (Itec) da Universidade Federal do Pará(UFPA), empresa Sampaio e Moraes Ltda, para discutir estratégias de recuperação das nascentes do Igarapé Tauema, importante contribuinte da bacia hidrográfica do Rio Benfica.
 
O alerta da situação de crise ambiental do Igarapé foi dado pelos coordenadores do Grupo Espírita Jardim das Oliveiras, que administram o espaço ecológico Sítio Jardim Benevides. "Neste lugar é onde realizamos eventos, encontros e ações com a finalidade de confraternizar com alegria junto à natureza. Também é um meio de sobrevivência para angariar recursos aos programas sociofamiliar e socioeducativo realizados pelo Centro e seus membros", explicou Liege Almeida, representante do Centro.
 
A situação ambiental das nascentes do Tauema teve vários vetores como a construção da BR 316, a instalação de restaurantes nessa região e a implantação de várias empresas, mas o prejuízo maior foi quando ocorreram os acidentes e foram lançados milhares de litros de material oriundos da empresa Sampaio e Moraes Ltda produtora de um refrigerante.
 
"Tomamos todas as providências para evitar a contaminação, e investimento nos trabalhos de recuperação de parte da área localizada no Sítio, alteramos nosso sistema de produção e hoje temos um monitoramento e tratamento de cada sessão da empresa. Somos a única empresa da região a realizar este trabalho de controle, monitoramento e lançamento dentro dos padrões exigidos pela legislação ambiental. Contratamos o Laboratório Multiusuário de Tratabilidade de Águas e de lodo (Lamag) da Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental (Faesa), do Instituto de Tecnologia (Itec) da UFPA, para realizar essas alterações na empresa. Mesmo lançando nosso material nos padrões exigidos por lei, observamos que a água do igarapé continua com dificuldades de recuperação", informou Rafael Sampaio empresa Sampaio e Moraes Ltda.
 
Segundo a promotora Regiane Ozanan o próximo passo do Ministério Público é identificar outros degradadores e qual o seu grau de contribuição na poluição do igarapé. " Ainda precisamos caminhar bastante para a restauração do igarapé, apesar das empresas que foram convocadas realizarem os critérios necessários para a recuperação do Igarapé percebemos que não houve essa restituição completa, o igarapé não voltou como era antes, por isso precisamos identificar todos os envolvidos. Nosso objetivo é promover a satisfação da sociedade e restaurar o que é de seu interesse e necessidade", explicou a promotora. Texto: Tarcísio Feitosa e Michele Lobo, do MP Pará
 

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