Linha de Tiro - Gilberto Valente

sábado, 4 de junho de 2016

DELATOR AFIRMA QUE PAGOU MAIS DE R$ 70 MILHÕES A RENAN, JUCÁ, SARNEY, LOBÃO E JADER

Depois do PT, o Petrolão atinge o coração político de caciques do PMDB

Em depoimentos da delação premiada, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, disse que distribuiu mais de R$ 70 milhões em propina de contratos da estatal para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-senador José Sarney (PMDB-AP), entre outros líderes do PMDB. Segundo Machado, o valor mais expressivo, de R$ 30 milhões, foi destinado a Renan, o principal responsável pela indicação dele para a presidência da Transpetro, subsidiária da Petrobras e maior empresa de transporte de combustível do país.

Machado disse ainda que repassou aproximadamente R$ 20 milhões para Sarney durante o período que esteve à frente da estatal. Romero Jucá, que ficou uma semana como ministro do Planejamento do governo Michel Temer, também recebeu aproximadamente R$ 20 milhões. 

Machado fala sobre altas somas em propinas com autoridade. A partir do acordo de delação, ele próprio se comprometeu a devolver aproximadamente R$ 100 milhões, fortuna acumulada com desvios de contratos entre grandes empresas e a Transpetro.

Esquema durou de 2013 a 2015

Machado disse que abasteceu também as contas dos senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PR). As acusações são consideradas devastadoras porque Machado indicou os contratos fraudados e os caminhos percorridos pelo dinheiro até chegar aos parlamentares. Relatou que o dinheiro era desviado de contratos firmados entre a Transpetro e grandes empresas. O esquema funcionou durante todo o período que ele esteve à frente da Transpetro, de 2003 até o ano passado.

A estrutura de arrecadação de propina e lavagem de dinheiro seguiu os padrões tradicionais. Os recursos passavam por várias pessoas até chegar ao políticos mencionados por Machado. Em alguns casos, a propina foi entregue diretamente ao interessado. Machado deixou claro, ainda, que o dinheiro era para custear campanhas eleitorais e para pagar despesas pessoais.

O ex-presidente da Transpetro disse que arrecadava e repassava a propina porque achava ser esta a missão dele, ou seja, garantir retorno financeiro ao grupo político responsável pela sustentação dele à frente da estatal.

Renan indicou Machado para a presidência da Transpetro em 2003, no início do primeiro mandato do ex-presidente Lula, e o manteve apoio à permanência dele no cargo até ano passado, mesmo depois de ter sido acusado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, de receber propina.

A indicação teria ainda apoio de Jucá, Sarney e Lobão, entre outros líderes do PMDB. A combinação dos grampos feitos por Machado com os depoimentos dele e do filho, Expedito Machado, deixa Renan, Sarney e Jucá em situação extremamente delicada.
Nas conversas gravadas por Machado, Renan, Jucá e Sarney aparecem discutindo meios de barrar as investigações da Operação Lava-Jato. Num dos diálogos, Renan defende mudança na lei para dificultar delações premiadas. 

Jucá fala no impeachment de Dilma Rousseff como uma forma de “estancar a sangria” da Lava-Jato. Sarney sugere a escalação dos advogados César Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, e Eduardo Ferrão para conversar com o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Renan e Jucá respondem a inquéritos

As gravações já resultaram na demissão de Jucá do Ministério do Planejamento e de Fabiano Silveira, do Ministério da Transparência. Numa das conversas, também gravadas por Machado, Fabiano Silveira foi flagrado orientado Renan a sonegar informações e, com isso, atrapalhar o andamento da Lava-Jato. Renan e Jucá já são alvos de inquéritos abertos desde a primeira fase da operação. 

Machado decidiu fazer acordo de delação depois que o dono de uma empreiteira indicou uma conta usada por ele para movimentar dinheiro de propina. A conta, aberta num banco na Suíça, era administrada por Expedito Machado, que vivia em Londres.

Expedito também fez acordo de delação e confirmou boa parte das declarações do pai sobre a movimentação da propina. O nome de Machado apareceu já na primeira fase da Lava-Jato. Paulo Roberto Costa, o primeiro delator, disse que o ex-presidente da Transpetro recebia dinheiro desviado dos cofres públicos. Ele próprio, Costa, disse ter entregado R$ 500 mil em espécie na casa de Machado.


Mesmo diante da acusação, Machado se manteve no cargo até fevereiro de 2015, em clara demonstração de força política. Ao deixar a estatal, resistiu às investigações. Só mudou de ideia e decidiu colaborar depois que o filho Expedito entrou na mira do Ministério Público Federal.

Gravador fatal

Sem saída, Machado passou a gravar conversas com seus antigos aliados. Logo depois de gravar alguns de seus principais interlocutores, ele fechou acordo de delação com o MPF. Os acordos de Machado e do filho foram homologados por Teori na semana passada. A partir de agora, a Procuradoria-Geral da República deverá aprofundar as investigações sobre cada acusação do ex-presidente da Transpetro.

Procurado pelo Globo, Renan negou que tenha recebido dinheiro de Machado: “Jamais recebi vantagens de ninguém e sempre tive com Sérgio Machado relação respeitosa e de estado”, disse o senador, segundo um de seus assessores. Renan também disse que “nunca indicou ninguém para a Petrobras ou para o setor elétrico”. 

O Globo tentou, sem sucesso, falar com Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado de Sarney e Lobão. Em nota, Juca disse que “nega o recebimento de qualquer recurso financeiro por meio de Sérgio Machado ou comissões referentes a contratos realizados pela Transpetro”.

5 comentários:

  1. Sem defender nenhum lularápio ma é interessante ver e pivir o discurso do Senador Magno Malta https://www.youtube.com/watch?v=PIL4i9WdtFM

    ResponderExcluir
  2. Tem cadeia pra toda essa gente?
    Vamos adiante lava jato põe pra quebrar... pai'égua!

    ResponderExcluir
  3. Dr. Nelson Medrado deve estar envergonhado ou de "Mãos atadas" depois dessa "Avalanches" de Delações Premiadas no Caso da Petrobras e agora da Transpetro, que Derrubou a Presidenta Dilma e o Eduardo Cunha e o próximo deve ser o Renan Calheiros e OUTROS.

    Agora vamos trazer aqui para o Estado do Pará onde Há Corporativismo Judiciário e Político com suas Manobras Políticas e Jurídicas, pois o seu Trabalho Brilhante que foi a Operação calça curta em Janeiro de 2014 na Prefeitura de São João de Pirabas/PA, em que conseguiu o afastamento do prefeito Cláudio Barroso ex PMDB (passou a perna nos Barbalhos) e foi para o PSD do Joaquim Passarinho e Éder Mauro ???, esses Deputados NÃO são contra a Corrupção, mas MANTÉM um Corrupto no Partido ???

    Mas voltando ao Assunto Inicial Delação, será que não tem um Depoimento Comprometedor que tenha Sensibilizado os Desembargadores do TJ, pois é muito Dinheiro Desviado.

    Inclusive após mais de um Ano vem o dia do Julgamento 06/06, após ser adiado, depois de ser divulgado em seu Blog.

    A Sociedade Pirabense agradece o seu Empenho na Divulgação.

    ResponderExcluir
  4. Blogueiro faça um Post sobre Fraude Eleitoral que ocorreu em 2012 em São João de Pirabas, acesse o site do TRE/PA número do Processo é 71279, resumo abaixo o Esquema Criminoso e seus Participantes:

    O prefeito Cláudio Barroso, o seu Vice, Antônio Mercês e sua Secretaria de Educação Luciana Carneiro que montaram um Audacioso Esquema Criminoso Eleitoral, após ceder um Funcionário da Prefeitura ao Cartório Eleitoral, Nailson Pinheiro Reis e lá Produziu mais de 3.000 mil Títulos de Eleitores sem a Presença do Cidadão, beneficiando Diretamente sua Reeleição e de 6 Vereadores, Amarildo de Jesus, Pedro Silva, Elielson Guimarães, Raimundo Nonato, Raimundo Tadeu e Luciana Carneiro e mais 4 Indiretamente, sendo Eles Marcos dos Correios, Celso Antônio (Irmão do Vice), Aranildes Barros e Augusto Abud, sendo que a Câmara só é Composta por 11 Vereadores a vereadora Eliude está sob suspeita. O X da questão é um E-MAIL tirado Inexplicadamente pelo Juiz Eleitoral Charles Claudino e várias Provas que Corroboram com a Fraude, inclusive tem um Réu Confesso, o vereador reeleito Amarildo de Jesus.

    Investigue esse Caso por favor, o Processo já está em fase de Conclusão no TRE e o Relator é o Juiz Amílcar Guimarães.

    A Sociedade Pirabense agradece se o Senhor Divulgar algo a Respeito.

    Se quiser mais detalhes estou a disposição, porém no momento como Anônimo, pois o Clima está tenso em Pirabas, se possível deixe seu contato Telefônico.

    ResponderExcluir
  5. Caiu o prefeito de São João de Pirabas/PA, Cláudio Barroso/PSD o calça curta, após julgamento hoje pela manhã, às 10:45 no TJE foi Decretado seu Afastamento, agora fora do Cargo aguarda novo julgamento, pois há o pedido de Prisão contra Ele e mais Oito Envolvidos no Esquema de Fraude em Licitações.

    ResponderExcluir