domingo, 29 de maio de 2016

POVO COBRA AÇÃO DA JUSTIÇA E PROTESTA DIA 31 CONTRA CORRUPÇÃO EM PARAUAPEBAS




Enquanto o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) mantém-se sentado sobre o processo e sem apresentar ao Ministério Público o relatório final das inúmeras falcatruas existentes na prefeitura de Parauapebas, ao mesmo tempo em que a perícia do IML demora uma eternidade para examinar equipamentos e documentaçao apreendidos há mais de um ano durante a "Operação Filisteu", a população de Parauapebas vai às ruas, nesta terça-feira, 31, dizer "basta" à corrupção e cobrar providências da Justiça.  
 
A manifestação, que será realizada em frente ao Fórum, começa às 9 da manhã e terá a participação de comunidades pobres, movimento de mães, estudantes, cooperativas de trabalhadores, pequenos empresários e comerciantes e outros segmentos sociais que se dizem "sufocados pela corrupção que domina o nosso município". O que a população não entende é como, depois de um ano da operação feita pela Polícia Federal e Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado, do MP, nada tenha sido feito para higienizar a administração pública no município. 
 
A saúde em Parauapebas é caótica, assim como a educação e o saneamento. Comunidades inteiras denunciam que não são beneficiadas por obras e serviços, embora o município seja um dos mais ricos do Brasil em arrecadação de impostos e de royalties proveniente da extração de minério de ferro de seu solo pela empresa Vale.  

Dois meses atrás, em entrevista exclusiva ao Grupo Correio de Comunicação, que edita em Marabá o "Correio", o jornal de Carajás, o procurador de Justiça Nelson Medrado, do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e Corrupção do Ministério Público, afirmou que já há provas concretas do esquema de corrupção na gestão pública de Parauapebas, praticado por um grupo criminoso armado que saqueia os cofres públicos.

“Em Parauapebas nós não só temos irregularidades na execução política do orçamento, como temos um poder financeiro, um poder do crime que se aliou ao poder político. Agora nós temos o poder político, o poder econômico e temos uma força armada, força através de armas, que está unida a esses dois poderes. Existe um grupo de pessoas que estaria se arvorando, se autoproclamando condutor dos desígnios do município. Isso nós já percebemos muito bem nas investigações”, garantiu Medrado.

Essa rede de corrupção montada no município tinha ramificações incrustradas na Câmara Municipal e na prefeitura. As investigações poderiam já estar bem mais profundas, mas o procurador Nelson Medrado enfrenta a lentidão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Instituto de Perícia Científica Renato Chaves, que não concluíram, respectivamente, o relatório final e a perícia na documentação e equipamentos apreendidos na operação. 
 
Contundentes
 
“As provas que o Ministério Público tem já são bastante contundentes. A esfera federal também mantém procedimentos contra o prefeito. Não que nós estejamos numa corrida para ver quem chega primeiro à condenação do prefeito ou o afastamento dele, mas existem várias frentes atuando, porque existem várias condutas consideradas irregulares, ilícitas, tanto na esfera estadual quanto na esfera federal. Eu não cometo nenhuma leviandade falando que já existem provas robustas de irregularidades, de ilícitos na prefeitura de Parauapebas”, ressaltou Medrado.

O procurador lembrou que antes da Operação Filisteu houve uma investigação preliminar para coleta de dados e depois ocorreu uma operação de busca e apreensão em Parauapebas, em que foram coletados documentos, computadores e houve uma sessão púbica relacionando tudo o que foi apreendido.

Parte do material apreendido foi encaminhada ao TCM, que elaborou um relatório preliminar. Depois a Prefeitura encaminhou outros documentos com justificativas e então o promotor local, Hélio Rubens, encaminhou os documentos apreendidos pela Operação Filisteu na Câmara Municipal de Parauapebas. Esses documentos foram encaminhados para uma análise complementar do TCM, mas esta segunda análise ainda não terminou. “Eles não me deram prazo, mas espero ainda que nesse primeiro semestre ela termine”, disse.

De acordo com Nelson Medrado, “paralelamente houve apreensão de mídias, computadores, celulares, pen drives, discos rígidos e esse material foi encaminhado para o IML, que entrou em greve e voltou a funcionar em dezembro. Nós estamos cobrando, mas o IML ainda não concluiu nenhuma perícia sobre os objetos encaminhados. Estamos esperando, temos depoimentos para tomar”, cobrou.

Obstáculos
 
Medrado garantiu que o MP não ficou parado, pois já esteve duas vezes em Parauapebas para tomar depoimentos. “O problema é que nós temos que chamar as pessoas para ouvir, de posse da perícia do IML e do relatório final do TCM para poder confrontá-los, perguntar para elas e mostrar o que nós encontramos. Acontece que não temos nem a perícia, nem o relatório do TCM, o nosso trabalho está sendo obstaculizado. Nós não podemos concluir o processo se não tivermos a perícia e o relatório”, desabafou.

As denúncias são tantas e envolvem desvios que podem alcançar R$ 1,5 bilhão. As investigações  englobam tanto o Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Polícia Civil, como a Polícia Federal e até a Controladoria Geral da União (CGU). (Paulo Jordão, com o blog Ver-o-Fato)

7 comentários:

  1. Rapa vai todo mundo preso, a acusação é medonha mermão... Agora, porque esse Medrado não manda prender logo o Prefeito, Vereadores, Delegado de Polícia, Escrivão, cartorário... metade da população?...
    Aí vocês blogueiros vão ganhar um prêmio.

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  2. Não exagere nem ironize, anônimo. A situação é grave em Parauapebas. O procurador Nelson Medrado é um homem de coragem, competência profissional, mas sua atuação é restrita ao diploma legal. Ele só pode denunciar alguém e pedir condenação após convencer-se de que há provas ou indícios de irregularidades. Em Parauapebas, isso há de sobra. Mas ele não pode sair prendendo delegados, ou metade da população, como você sugere. Quanto ao blog, ninguém quer ganhar prêmio com isso. Apenas cumprir seu papel de informar o que ocorre.

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  3. Que Deus ilumine os eleitores de Parauapebas e Tailândia a banirem nas urnas esses corruptos que estão convencidos de quê: neste País vale a pena ser corrupto!

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  4. Blogueiro veja o Caso de São João de Pirabas, o Dr. Nelson Medrado já fez a parte dele agora falta só o TJE julgar o prefeito Corrupto Cláudio Barroso, mas as Manobras Políticas e Jurídicas orquestradas por Padrinhos políticos e Advogados impedem o andamento do Processo.
    O Julgamento marcado para o dia 23/05, divulgado em seu Blog repercutiu muito em Pirabas, porém foi adiado para o dia 06/06, a Sociedade Pirabense aguarda Ansiosa pelo Resultado.

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  5. Blogueiro aproveitando o "Embalo" faça um Post sobre a Fraude Eleitoral que ocorreu em 2012 em São João de Pirabas, em que o prefeito Cláudio Barroso o calça curta Arquitetou um Esquema de Fraude Eleitoral que funcionava dentro do Cartório Eleitoral de Primavera que tinha um Funcionário, Nailson Pinheiro Reis que Produzia os Títulos de Eleitores sem a presença do Cidadão.

    Acesse o Site do TRE/PA e lá está a AIJE 71279, e faça um Post a respeito.

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  6. Até onde vai o Corporativismo Judiciário e Político em Nosso País, Estado e Município. Vimos a nível Nacional a demora no Julgamento de Políticos Corruptos, aqui no Pará não seria diferente em que o prefeito Cláudio Barroso/PSD ainda não foi Julgado por conta das Manobras Jurídicas e hoje por fazer parte do PSD onde o Deputado Federal Ėder Mauro/PSD disse SIM contra a Dilma e a Corrupção e aqui diz NÃO para a Corrupção em São João de Pirabas, pois tem em seu Partido PSD o maior Ladrão da Região Nordeste do Pará o prefeito calça curta que Desviou Milhões do Cofre Público de Pirabas comprovado pelo TCM e MP (GAECO), Dr. Nelson Medrado.

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  7. Ei Anônimo dás 17:13, por quê o CNJ não entra no Caso de São João de Pirabas, pois o TJE e o TRE Posterga o Julgamento do prefeito e Quadrilha a muito tempo ou será que o Representante do CNJ aqui no Pará é Conivente ou no mínimo Omisso e Inerte, pois alguns Juízes Respondem Processos por Venda de Liminares.

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