quinta-feira, 12 de maio de 2016

PF DE MARABÁ INVESTIGA E CUMPRE MANDADO DE BUSCA EM GABINETE DE DEPUTADO DO PT

A busca e apreensão em Parauapebas foi determinada pelo juiz Líbio Moura
Os agentes da PF investigam as fraudes em licitações há mais de um ano
 
Mais uma azeitada organização criminosa está sendo desmontada pela Polícia Federal no Pará. O esquema é o mesmo de sempre: fraudes em licitações, combinação entre vencedores e perdedores onde todos ganham, inclusive agentes públicos corruptos. Nesta amanhã, em Parauapebas, Marabá e em Belém, a PF colocou nas ruas a "Operação Concorrência Limpa", cumprindo 16 mandados de busca e apreensão. Além de secretários de Parauapebas, um dos investigados é o deputado estadual Dirceu ten Caten (PT), líder do partido na Assembleia Legislativa e cujo gabinete recebeu a "visita" de agentes da PF, que vasculharam gavetas e armários.

Dirceu, que é filho da ex-deputada Bernadete ten Caten, seria sócio de uma empresa que se beneficiaria do esquema fraudulento em Parauapebas, abocanhando licitações direcionadas. Na casa em Marabá do pai do deputado, Luiz Carlos Pies, que é o atual vice-prefeito do município e que reluta em assumir a prefeitura no lugar do afastado titular, João Salame para não ficar inelegível na próxima eleição, a PF também cumpriu mandado de busca e apreensão de documentos.

Segundo o delegado da PF em Marabá, Antonio Carlos Cunha, “é um conluio de várias pessoas, cada uma com uma tarefa bem definida. O decorrer das investigações vai mostrar que é possível que se caracterize uma organização criminosa que acaba por fatiar as licitações em obras na cidade de Parauapebas”. Nesse município, a empresa alvo é a Etec.

Cunha informou que mais de 50 policiais envolvidos na ação deram cumprimento aos 16 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e outros quatro de condução coercitiva. De acordo com o delegado, a prática criminosa foi identificada em licitação para realização de obras de terraplanagem no munícipio de Parauapebas, com valor orçado em mais de R$ 8 milhões.

Durante as investigações, que ocorrem há um ano, foram encontrados indícios de que a quadrilha também agiu em outros processos licitatórios em diversos municípios. Quando os homens da PF chegaram ao prédio da Assembleia, o presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, estava na estrada, rumando para o município de Brejo Grande do Araguaia.

Por telefone, Miranda acionou o chefe do Gabinete Militar, coronel Noura, e o procurador-geral da Alepa, Fernando Guarácio, para que auxiliassem os agentes federais em sua tarefa. O gabinete do deputado Dirceu ten Catten ficou trancado, enquanto a PF fazia uma varredura em busca de documentos.

O blog Ver-o-Fato tentou falar com o deputado e seus pais, em Marabá, mas os telefones dos três não atenderam as ligações, pois estavam fora da área de serviço.

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