terça-feira, 17 de maio de 2016

GOVERNADOR SIMÃO JATENE, LEIA ISSO E FAÇA ALGO: O CÂNCER NÃO PODE ESPERAR

Vira e mexe, o Hospital Ophir Loyola (HOL), referência em câncer no Estado, revela suas fragilidades e deficiências no atendimento às pessoas  que o procuram diariamente. O câncer, como todos sabem, é uma doença curável, se diagnosticado no começo e tratado sem interrupções. 

Se a pessoa é rica, ou ao menos possui condições financeiras para não precisar entrar na fila de um hospital público, pagando do próprio bolso o tratamento, as chances de ela ficar curada são bem maiores do que as de uma pessoa pobre, que além de fragilizada pela doença é obrigada a sofrer humilhações numa fila de espera angustiante. 

Fila, aliás, é um fator crucial, pois ela, muitas vezes, define a vida e a morte de um paciente. No HOL, ela é cruel. E não é de hoje. Tão ruim quanto isso, ou até pior, é quando o tratamento começa e logo é interrompido porque a máquina de radioterapia entrou em pane. 

O governador Simão Jatene, que alega ter investido muito na área de saúde - embora, como se vê, sem os resultados esperados - deveria ler a denúncia protocolada hoje pelo sr. Francisco Weyl, que tem vivido dias de muita angústia e aborrecimentos pelo estado de saúde da mulher dele, Adriana Cristina da Trindade Gomes Weyl, paciente do HOL. 

Francisco Weyl, que mora em Bragança, município da região nordeste do Estado, mandou para o Ver-o-Fato cópia de denúncia feita por ele à Ouvidoria do hospital, contando a via crucis de Adriana Cristina para receber um tratamento digno. 

"Minha esposa, Adriana Cristina da Trindade Gomes Weyl, foi diagnosticada de câncer pela UltraPrev (Bragança), no dia 12 de janeiro de 2016. No dia 25 de janeiro, demos entrada no HOL, registro 242114, com indicação de cirurgia seletiva. Esperamos o leito até o mês de março (08/03), mas o crescimento do tumor (de útero) a impossibilitou de submeter à cirurgia.

Foi indicado a radioterapia, nova fila de espera, o tumor cresce. Começa a rádio dia 05 de maio. Portanto, quatro meses após a entrada no hospital, iniciou-se o tratamento.  E nem vou referir aqui uma série de mal entendidos e falta de informação, mal atendimento e falta de educação da parte do hospital, porque o foco é a cura. 

Estamos firmes para outras batalhas que não a cura. Mas, hoje, pelo segundo dia consecutivo, a máquina M/67 da radioterapia está avariada e espera-se que se resolva. 

Eu considero isso uma irresponsabilidade do Estado a quem a custo de negligência contra dezenas, pacientes que estão com o tratamento interrompido. O que quer que ocorra é culpa do Estado. 

Francisco Weyl, Bragança, Pará". 

Conserto - O Ver-o-Fato procurou, por telefone, a Ouvidoria do HOL para saber qual providência seria tomada diante da denúncia do sr. Francisco. A assistente social da Ouvidoria, Elisângela Sodré, muito gentil, informou que a queixa do marido de Adriana Cristina havia sido encaminhada ao setor de Radioterapia. 

Este, por sua vez, respondeu à assistente social que um engenheiro, responsável pela manutenção da máquina M/67, já havia sido acionado para fazer o reparo ainda hoje, no mais tardar amanhã, para que o atendimento aos pacientes volte à normalidade. 

A chefia da Radioterapia também disse que iria comunicar ao próprio Francisco Weyl as providências que estavam sendo tomadas. O mesmo deve ser feito pela Ouvidoria.  

Espera-se que isso seja resolvido, imediatamente, sem protelações.

Afinal, o câncer tem pressa e não pode esperar.
 

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