segunda-feira, 2 de maio de 2016

CAMINHÕES COM CARGA ILEGAL DE MADEIRA SÃO APREENDIDOS EM ULIANÓPOLIS E DOM ELISEU

A carga desses caminhões iria para Arapiraca (AL), Teresina (PI), e Palmas (TO)


Durante o fim de semana, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) integrantes do Grupo de Patrulhamento Tático apreenderam aproximadamente 120 metros cúbicos de madeira serrada de diversas espécies que estavam sendo transportados ilegalmente em 5 caminhões.

O primeiro flagrante de crime ambiental ocorreu no km 55 da BR 010, na Vila Arco-iris, município de Ulianópolis, quando os agentes abordaram dois caminhões com placas de Arapiraca (AL) . Durante a fiscalização os policiais constataram que no veículo estava sendo transportada uma carga de 63 metros cúbicos de madeira serrada de diversas espécies.
 
Ao ser solicitada a documentação da carga o motorista disse aos policiais não possuir as documentações fiscais e ambientais. Também foi constatado que um dos caminhões não possuía tacógrafo, um dispositivo usado em veículos para monitorar o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade. A madeira teria sido embarcada numa serraria clandestina localizada no km 60 da estrada Cauaxi, município de Paragominas. Segundo eles, as cargas tinham como destino uma madeireira localizada em Arapiraca e cada um receberia cerca de R$ 700 reais para fazerem o transporte.

Já no município de Dom Eliseu, os agentes abordaram no km 19 da BR-010 o caminhão com placas de Teresina (PI). Durante a fiscalização, ao ser solicitada a documentação da carga, o condutor apresentou uma guia florestal vencida há 5 dias transportando 22 metros cúbicos com madeira “serrada”. O motorista afirmou que havia carregado a madeira em Paragominas e teria como destino uma madeireira localizada em Teresina, onde receberia pelo transporte cerca de R$ 2.500 reais. 
 
Os agentes da PRF constataram que o mesmo motorista já havia sido autuado pela PRF no final do ano passado pelo mesmo crime ambiental e após consulta aos sistemas de informação, também constataram uma restrição judicial para o caminhão. Segundo o motorista, seu caminhão havia sido apreendido anteriormente quando cometeu outro crime ambiental, mas uma decisão judicial a seu favor liberou o caminhão, nomeando-o como fiel depositário do bem.


Ainda no mesmo local no município de Dom Eliseu, os agentes da PRF abordaram o caminhão trator com placas de Campina Grande/PB. Durante a fiscalização do veículo e da carga, o condutor do caminhão não portava as documentações ambientais para o transporte da carga de cerca de 500 estacas de madeira. Momentos depois um motoboy chegou ao local da fiscalização e entregou ao motorista a documentação da carga. Mas os agentes da PRF verificaram a documentação e constataram que o percurso previsto para aquele documento florestal não era o percorrido pelo motorista. 
 
A documentação informava que o percurso seria realizado na BR 153, passando por Marabá e Rondon do Pará, mas o motorista teria carregado a madeira em Tomé-Açu e teria seguido por Paragominas, pela BR 010. A carga tinha como destino uma madeireira localizada em Água Clara (MS) e o motorista receberia pelo transporte cerca de R$ 5.500.

Horas depois, os agentes da PRF abordaram um caminhão com placas de Goiânia, transportando cerca de 25 metros cúbicos de madeira serrada de diversas espécies. O documento florestal apresentado pelo motorista estava vencido há mais de 10 dias. Também foi constatado que o documento indicava que a carga teria sido embarcada em Manaus, mas na realidade fora embarcada em uma madeireira localizada em Paragominas, próximo ao km 12, e teria como destino a cidade de Palmas (TO). O motorista afirmou que receberia pelo transporte aproximadamente R$ 3.000.

Diante dos cinco crimes ambientais previstos no artigo 46, paragrafo único da lei 9605/98, além de aplicadas as infrações administrativas, foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência, ficando os veículos e as madeiras retidos no posto da polícia rodoviária à disposição dos órgãos ambientais. Fonte: PRF

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