quinta-feira, 5 de maio de 2016

"ANTES TARDE DO QUE NUNCA", DIZ DILMA, NO PARÁ, SOBRE A SAIDA DE EDUARDO CUNHA

Antes de Dilma chegar, manifestantes protestaram, fechando a Transamazônica. Foto PRF
A presidente inaugura a primeira fase da usina. Foto de Fabiano Vilela/TV Liberal

Três momentos da visita da presidente Dilma Rousseff, no começo desta tarde, em sua visita ao Pará, onde em Vitória do Xingu inaugurou a geração de energia elétrica da primeira turbina da hidrelétrica de Belo Monte. Antes de seu discurso, Dilma  ainda nem havia chegado à região quando cerca de 300 manifestantes, entre moradores e membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), protestavam na BR-230 (Transamazônica). 

O grupo chegou a interditar a rodovia no quilômetro 627 das 5h até às 8h30, bloqueando a entrada e saída da cidade e impedindo também o acesso de trabalhadores aos canteiros de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Agentes da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local para negociar a liberação da BR-230 com os manifestantes. De acordo com a PRF, o grupo reivindicava a realocação de moradia, pois o local em que se encontram sofre constantes alagamentos, mesmo quando não chove.

Já foi tarde 

Em discurso agora há pouco, em Vitória do Xingu, após inaugurar a primeira turbina que fornece energia de Belo Monte, Dilma Rousseff declarou o seguinte, sobre o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados: "soube agora, quando ainda estava em Brasília, que o Supremo Tribunal Federal havia afastado o Eduardo Cunha. Deixa eu dizer que antes tarde do nunca. Mas só lamento que ele (Eduardo Cunha) tenha presidido o processo de impeachment".

Alérgica e mal educada


Misto de mancada e descortesia  foi proporcionado pela presidente da República durante o discurso do presidente da Fundação Viver e Produzir, de Altamira, João Batista Uchoa. Após fartos elogios à presidente, quase chorando, Uchoa ofereceu a ela um doce acocholatado de cacau, produzido na região. Dilma recusou, esfregando o braço apontado para o discursante,  dizendo que era alérgica a chocolate. "Então leve para o seu netinho", reagiu Uchoa, meio encabulado.

Vaias a prefeitos

Dilma começou a citar os nomes de autoridades presentes ao evento, sempre interrompida pela claque de petistas que gritava "golpe", "não vai ter golpe" e "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo. Ao falar o nome do prefeito anfitrião da solenidade, o de Vitória do Xingu, Erivando Oliveira Amaral, os populares irromperam  uma sonora vaia. 

O prefeito olhou para o chão, certamente procurando algum buraco para se enterrar. As vaias também foram extensivas ao prefeito de Altamira, Domingos Juvenil, citado logo em seguida por Dilma. Juvenil parecia não estar nem aí. Como é próprio de seu estilo político. 

Um comentário:

  1. Nestes tempos de vacas magras de elogios, qualquer esculhambação é bem vinda! Fora os laularápios: Renan, Temer, Barbalhos, etc, etc.
    Impeachment já!
    O Cunha já foi!

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