VER-O-FATO: ALUNOS DE ESCOLA DO PARÁ VARREM CHÃO E LEVAM VENTILADORES DE CASA

quarta-feira, 4 de maio de 2016

ALUNOS DE ESCOLA DO PARÁ VARREM CHÃO E LEVAM VENTILADORES DE CASA

Eles fazem a limpeza de suas salas de aula


Alunos da escola Dionísio Bentes, no sudeste do Pará, precisam varrer o chão e levar ventiladores para garantir um ambiente favorável para o aprendizado. Na escola, que tem 15 salas de aulas e cerca de dois mil alunos, há apenas uma servente para fazer a limpeza, os aparelhos de ar condicionado estão com vazamentos, além de na escola não ter agente de portaria desde dezembro de 2015. 

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que contratou duas merendeiras e três serventes, que devem iniciar as atividades ainda essa semana. Com relação à infraestrutura, a Seduc disse que irá enviar uma equipe ainda esta semana até a escola, para levantar a necessidade de manutenção dos equipamentos no prédio. 

A denúncia é de professores e alunos da escola, que fica localizada no município de Rondon do Pará, distante 140 quilômetros de Marabá. “As centrais de ar chovem dentro da sala. Você vem pra escola estudar e sai molhado. Nós vemos o descaso conosco, porque nós temos nosso direito de uma educação qualificada e isso tem atrapalhado muito”, conta a aluna Rebeca Santos. 

Com o defeito nos aparelhos, os alunos improvisam baldes para aparar a água do ar condicionado. Além do defeito, em algumas salas o aparelho não funciona e os alunos levam ventiladores de casa para aguentar o calor.  Fora das salas, o mato cresce sem manutenção. Há apenas uma servente para fazer a limpeza de toda a escola e os alunos se organizam para ajudar a servente.

"Eu conto com a ajuda de uma pessoa que é paga pelos pais e conto com um rapaz que faz a limpeza da quadra de esportes. Ele é voluntario, não recebe nada por isso”, explica a servente Luciléia Ferreira dos Santos. Além de serventes, faltam agentes de portaria. Segundo professores e alunos, desde o início do ano a escola está sem agentes de portaria. O pai de um aluno faz esse trabalho voluntariamente em um período.

Assalto - Quem trabalha e estuda na Escola Dionísio Bentes teme pela segurança. Muitas vezes, os próprios alunos ficam no controle do portão. Segundo a professora Meire Figueiredo, uma aluna já foi assaltada dentro da escola. "Foi colocada uma faca no pescoço dessa aluna e ela se viu obrigada a entregar o celular”, relata a docente. Preocupada, a professora levou a situação da escola ao Ministério Público, que recomendou à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) imediata solução para o problema.

A direção da escola reconhece os problemas e, segundo a vice-diretora, novos servidores devem ser contratados para suprir a necessidade. "Já foram assinados contratos dos novos merendeiros, das novas serventes e de quatro vigias. Nós estamos aguardando sair no Diário Oficial para iniciar seus trabalhos”, afirmou a vice-diretora da escola, Lindalva Araújo de Souza. Fonte: G1 Pará

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