VER-O-FATO: REPÓRTER DA TV CORREIO É ATINGIDA POR BOMBA DURANTE MANIFESTAÇÃO

sexta-feira, 15 de abril de 2016

REPÓRTER DA TV CORREIO É ATINGIDA POR BOMBA DURANTE MANIFESTAÇÃO


Jhenefer Duarte: mais uma vítima da intolerância contra profissionais de imprensa
 
A cobertura jornalística em grandes manifestações de rua, principalmente em protestos contra atitudes de governantes - seja de qual governo for - está expondo, cada vez com maior frequência, a vida de repórteres de jornal, TV e rádio, fotógrafos, cinegrafistas e auxiliares. A indignação contra os governos parece, em algum momento desses atos legítimos no regime democrático, voltar-se contra quem está cobrindo os fatos e divulgando-os à sociedade.

Um caso desses, misto de intolerância e atitude criminosa, ocorreu ontem na cidade de Marabá, no sudeste paraense. A repórter Jhenefer Duarte, da TV Correio - integrante do Grupo Correio de Comunicação, que engloba jornal, TVs e rádios em Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás - foi atingida por uma bomba, atirada por manifestantes que se aglomeravam em frente à 4ª URE, protestando contra medida do governo de Simão Jatene que reduz as horas de aulas do Ensino Médio.

O homem que atirou a bomba estava encapuzado e lançou o artefato em direção à repórter quando Jhenefer Duarte coletava informações para seu trabalho a serviço da emissora de TV filiada ao SBT no município. A bomba explodiu nos pés da repórter, causando-lhe lesões. A agressão - cujo autor ainda não foi identificado - foi registrada em Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Jhenefer, é bom lembrar, estava trabalhando, da mesma maneira que o cinegrafista Santiago Andrade (TV Bandeirantes), que, também atingido por um explosivo durante manifestação, no centro do Rio, morrendo, em fevereiro de 2014. Além de um atentado à vida, atitudes iguais a essa representam também um ataque ao livre exercício da profissão de jornalista.

No local da manifestação havia vários estudantes com os rostos cobertos, o que dificulta a identificação do autor do atentado contra a repórter. A ocultação de rostos em manifestações, na verdade, já revela, por si só, que há um objetivo criminoso de grupos minoritários que acabam prejudicando os interesses da grande maioria dos estudantes que estavam na manifestação e que faziam reivindicações justas contra medidas que ferem seus direitos.

Um comentário:

  1. Estudante encapuzado é marginal. Protesta, grita luta pelos seus direitos, porém mostra a cara. Não pode ter vergonha do reivindica. Cadeia para esses marginais.

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