VER-O-FATO: DÓLARES, ARMAS E DOCUMENTOS APREENDIDOS EM OPERAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO EM CAPITÃO POÇO

sexta-feira, 1 de abril de 2016

DÓLARES, ARMAS E DOCUMENTOS APREENDIDOS EM OPERAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO EM CAPITÃO POÇO

  
 
Numa operação comandada pelo procurador de Justiça, Nelson Medrado, do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e à Corrupção (NCIC), com apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e de policiais do Gabinete Militar do Ministério Público, foram apreendidos  nesta sexta-feira 3 mil dólares na casa da prefeita de Capitão Poço, Antônia Diana Mota de Oliveira, a Diana Belo (PP). A apreensão integra as ações da "Operação Fundo do Poço", que combate fraudes em licitações de obras e serviços naquele município do nordeste do Pará.

Segundo o Ministério Público, a prefeita afirma que o dinheiro pertence ao seu marido, o deputado estadual Raimundo Belo e que tem comprovar a  procedência do dinheiro.  Além do valor apreendido na casa de Diana Belo, R$ 23 mil foram encontrados na casa da tesoureira da prefeitura, Maria Dinelma Almeida Moura, que também alegou que o dinheiro pertencia ao seu marido. 

Documentos e HDs também foram confiscados na operação e duas pessoas foram conduzidas até a delegacia local por posse de arma de fogo sem registro e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Um dos conduzidos foi o próprio Raimundo Belo, que também já foi prefeito do município e hoje, segundo se diz em Capitão Poço, governa através da mulher, sobre quem exerce grande influência.  

O marido da tesoureira, cujoi nome não foi revelado ainda, também foi conduzido à delegacia.  Lá foi lavrado o auto de flagrante e os dois foram liberados após pagarem fiança.  Em 2014, a Justiça do Pará havia cassado o mandato da prefeita de Capitão Poço. De acordo com o juiz substituto Luiz Gustavo Cardoso, a prefeita Diana Belo havia utilizado de forma indevida do seu poder administrativo para espalhar material de campanha pela cidade. 

Condenada por improbidade administrativa, Diana teve afastamento imediato decretado pela justiça, que também a considerou inelegível por três anos e aplicou multa de três salários mínimos pelo crime.  

As buscas e apreensões no município de Capitão Poço foram realizadas na prefeitura, na casa da prefeita Antônia Diana Mota de Oliveira Belo, na empresa D. Informática e Papelaria, de propriedade da prefeita, e nas residências do secretário municipal de Administração, Manoel Antônio de Jesus Cunha; do presidente da Comissão de Licitação, Osias Freitas Barroso; da ex-secretária de Educação, Maria José Bento da Rocha, e da tesoureira municipal Maria Dinelma Almeida Moura.

Ocorreu também busca e apreensão na sede da empresa Higiben Serviços Ltda, localizada em Paragominas.  Participam da operação, além de  Nelson Medrado, os promotores de Justiça Milton Menezes (coordenador do Gaeco), Harrison Bezerra, Francys Lucy Galhardo, Marcela Castelo Branco, Bruno Beckembauer e Aline Janusa.

2 comentários:

  1. Só mixaria, se a GAECO investigasse alguém do andar de cima encontraria mais dinheiro principalmente no lava-jato, digo, no posto na rodovia Belem-Mosqueiro.

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  2. Mais um pinto pequeno. A GAECO ainda desconhece o instituto da delação premiada. Prende um e pega uma cambada de assaltantes dos cofres públicos. Juiz Moro e MPF precisam vir dar um curso de especializacão para prender politicos e empresarios no Pará. Não vai ficar um solto, seja de qual partido for. O problema que parece que o MP e o Judiciario tem rabo preso também

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