quarta-feira, 20 de abril de 2016

ASSINATURA FALSA DE MICHEL TEMER APIMENTA DISPUTA PELO PMDB DE PARAUAPEBAS

Um documento com a assinatura falsa do vice-presidente da República, Michel Temer, datado de ontem, 19 de abril, informa sobre suposta intervenção no diretório municipal do PMDB de Parauapebas pelo diretório nacional do partido, cujo presidente é o senador Romero Jucá, que em outro documento nega enfaticamente haver determinado mudança no comando municipal da legenda. 

O Ver-o-Fato teve acesso aos dois documentos e percebeu que há uma disputa interna pela direção partidária em Parauapebas. No documento que Jucá garante ser falso, a ex-prefeita do município e ex-deputada federal Isabel Mesquita de Oliveira formula suposto "pedido pessoal" à executiva nacional para "destituir a atual composição do Diretório Municipal do PMDB em Parauapebas" e nomeação imediata  da própria Isabel Mesquita como presidente da Comissão Provisória. 

Ela também solicita a "imediata entrega de todos os documentos relativos ao partido por parte da comissão destituída". O prazo estabelecido para Isabel "compor o novo diretório" seria de 45 dias. Por fim, diz que a decisão "deverá ser imediatamente comunicada à Executiva Estadual do PMDB no Pará", cujo comandante é o senador Jader Barbalho.

Desmentido
 
Com data de 7 de abril, o senador Romero Jucá diz a Cássio André de Oliveira, presidente do partido em Parauapebas, o seguinte: "senhor presidente Cássio, com meus cordiais cumprimentos informo que após contato com o Diretório Estadual do PMDB/PA, confirmamos que não houve alteração na composição do diretório do PMDB de Parauapebas. Documento que circula através de mensagem nas redes sociais é falso. Atenciosamente, senador Romero Jucá, presidente nacional". 

O que há, por detrás disso, segundo o blog apurou, é uma disputa pelo comando do partido no município para indicação do candidato a prefeito na eleição de outubro próximo. Isabel Mesquita quer ser a candidata do PMDB para enfrentar o atual prefeito Valmir Mariano, o "Valmir da Integral", candidato a reeleição. Ocorre que o atual diretório municipal, comandado por Cássio André, inclina-se pela indicação da candidatura do novo filiado ao partido, o ex-prefeito Darci Lermen, que recentemente deixou o Partido dos Trabalhadores (PT). A candidatura de Darci tem a benção de Jader, de seu filho, Helder, e de outras lideranças do partido na região. 

Veja abaixo os dois documentos: o primeiro é o declarado como falso, que contem a assinatura de Michel Temer; o segundo documento é do gabinete do presidente Romero Jucá, que atesta a falsidade.


 


4 comentários:

  1. Estelionato
    A volúpia com a qual o Planalto se lançou à mentira pura e simples na campanha eleitoral de 2014 cobrou o preço. Como no caso da corrupção, não se trata de algo inédito na forma, mas sim na intensidade e sofisticação. Ao demonizar adversários ao extremo, a campanha de Dilma ajudou a lançar as bases para o radicalismo que se vê em manifestações contra o governo. O exemplo mais simples é o da economia: enquanto acusava tucanos de planejar um arrocho, o Planalto teve de adotá-lo ainda que só nominalmente.

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  2. A guerra dos metralhas começa mostrando quem são os inimigos internos... Uma coisa é certa em termos de traição eles são peritos.

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  3. Interessante que o blog afirma categoricamente que o documento nomeando a ex-deputada Bel Mesquita é montagem, mas sabe-se la porque não verificou que o telegrama alegando que o mesmo é falso também é uma montagem, ou seria o Sr. Jucá um adivinho, já que data de 07 de abril, ou seja, 12 dias antes da publicação o presidente já sabia?

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  4. Anônimo das 11:53 não é o blog que afirma. O blog não afirma nada, reproduz documento do presidente do PMDB Romero Jucá - confirmado pela assessoria do gabinete dele - que o documento é falso. Se a data é 7 de abril do documento do Jucá, é que ele já tinha conhecimento dessa falsidade antes de o falsário colocar a data de 20 de abril, provavelmente,segundo o gabinete, parar adquirir uma atualidade. Seria bom o anônimo identificar-se e apresentar alguma prova de que o tal documento não é falso. Faz melhor que ficar escondido atrás do anonimato.

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