domingo, 24 de abril de 2016

ALÔ, POLÍCIA, SOCORRO, PELO AMOR DE DEUS! O QUE É? NÃO ME CHAME, NÃO FUNCIONO

 
Em nota divulgada agora pela manhã nas redes sociais, a Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol) e o Sindicato dos Policiais Civis ( Sindpol) traçam o retrato da falência da segurança pública no Estado. As delegacias da Grande Belém não funcionam, com poucas exceções, para atender a população vitimada pela violência, segundo visitas feitas à noite de sexta-feira e madrugada de ontem por dirigentes das duas entidades. 

Nem é bom se alongar muito. Basta ler a nota da Adepol e Sindpol na íntegra. E tentar acordar o governador Simão Jatene para o problema. Se ele ouvir os pedidos de socorro, é lógico.

"Durante a blitz as entidades de classe flagraram unidades policiais vazias, agente administrativo na função de escrivão, seccionais em péssimas condições e ainda um único profissional tomando conta da delegacia devido à falta de efetivo. Diretores da Adepol e Sindpol percorreram na noite desta sexta-feira, 22, e madrugada deste sábado, 23, delegacias e seccionais da capital paraense e região metropolitana, fiscalizando e orientando sobre o “Pacto Pela Legalidade", através do qual os policiais civis deverão observar suas atuações e previsões legais quanto à carga horária e condições de trabalho, assim como os direitos e garantias dos investigados e da sociedade em Geral.

Já na primeira delegacia “UIPP Tenoné”, as entidades de classe se depararam com um prédio completamente vazio, apenas um investigador estava no local. A unidade policial foi entregue em agosto do ano passado, e deveria atender a população local, mas o que se vê são salas vazias. Quem mora na área diz que o local não funciona. Um morador aproveitou a visita das entidades para denunciar que a falta de atendimento na unidade policial é uma rotina, sempre que ele ou a família procuram o local para registro de ocorrências não conseguem atendimento.

A secretaria de segurança pública do Estado investiu R$ 1.084.770,86 na obra para nada, já que segundo os moradores raramente o local dispõe de atendimento para população. Do outro lado da cidade, no município de Marituba, a seccional urbana da cidade que funciona como também como central de flagrantes, está caindo aos pedaços. Infiltrações e goteiras tomam conta do prédio, o banheiro está interditado, a fachada completamente deteriorada, a placa com o nome da seccional não dá nem para identificar mais. 

Um contraste denunciado pelas entidades de classe, uma unidade recém inaugurada parada no bairro do Tenoné, enquanto outra precisa urgentemente de uma reforma e atenção da segurança pública do estado. Isso demonstra o total despreparo do governo nos investimentos na área de segurança pública. 

Em outra seccional o descaso continua. No distrito de Icoaraci, apenas um investigador está na unidade policial. O motivo? Um homicídio que ocorreu na madrugada, o efetivo da delegacia foi até o local do crime, e o profissional teve que ficar sozinho tomando conta da seccional. Isso demostra a falta de efetivo e como os profissionais da segurança pública do Estado estão sobrecarregados e muitas vezes em desvios de funções.

Na seccional da Cidade Nova, o problema continua. Logo de cara as entidades de classe flagraram um “agente administrativo” exercendo a função de escrivão, o que é errado. Devido à carência de profissional a administração pública substitui o escrivão por um administrativo para tirar plantão remunerado. O jeitinho que a segurança pública dá para suprir a falta de profissionais, prejudicando e muito a população.

Adepol e Sindpol, através dessa ação, chamam a atenção do governo do Estado quanto às condições precárias de trabalho e o índice alarmante de violência que assola o Estado, e mostram ainda à população paraense o descaso do atual governo em relação dos servidores da Segurança Pública".

Um comentário:

  1. amigo, para complicar, a policia civil, não tem comando.o atual delegado geral, é mero puxa saco do ex secretario de segurança pública.

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