VER-O-FATO: A "REDE DE CORRUPÇÃO NO BRASIL" É MANCHETE DE HOJE DO JORNAL "THE NEW YORK TIMES"

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A "REDE DE CORRUPÇÃO NO BRASIL" É MANCHETE DE HOJE DO JORNAL "THE NEW YORK TIMES"



A crise política no Brasil e a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) à Polícia Federal (PF) é tema central de uma reportagem de capa na edição impressa de hoje do jornal norte-americano The New York Times. Com a foto da presidente Dilma Rousseff como a principal da primeira página, a publicação aborda a "rede de corrupção" que se espalhou pelo país. A capa ainda traz imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do protesto pró-impeachment ocorrido em São Paulo, do senador Delcídio e do juiz Sérgio Moro. A publicação também mostra o passo a passo do processo de impeachment da presidente Dilma, "acusada de violar leis fiscais, utilizando recursos de bancos estatais para cobrir déficits orçamentários".

O texto também conta o episódio em que Delcídio foi gravado planejando um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tirar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró da prisão e enviá-lo para fora do país. A publicação diz que o testemunho do senador acelerou a crise política do Brasil. A delação de Delcídio, apontada como uma revelação dos "bastidores" do esquema de corrupção no Brasil, teria deixado o governo Dilma mais perto do "colapso", segundo o New York Times.

O jornal traz trechos de uma entrevista com o senador Delcídio. "Eu senti como se tivesse batendo contra um muro depois de uma perseguição em alta velocidade ", lembrou Delcídio, ao ser preso. "Eu estraguei tudo, então eu percebi que precisava de uma chance para consertar a situação. É preciso ser pragmático", afirmou Delcídio ao New York Times, em referência a delação premiada.

Além da prisão do ex-líder do governo na Câmara, ocorrida em novembro do ano passado, a reportagem destaca o começo das investigações da operação Lava-Jato, "quando os promotores descobriram um esquema de dentro da companhia nacional de petróleo (Petrobras)".

As conversas telefônicas autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, além do suposto envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema de corrupção e a nomeação dele como ministro-chefe da Casa Civil também foram citados. O assunto ganhou destaque em uma retranca chamada de “Game of Thrones do Brasil”.

6 comentários:

  1. Alunos, professores de Direito do Largo São Francisco fazem ato pelo impeachmentCOMENTE
    Estadão Conteúdo04/04/2016

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    São Paulo - Alunos e ex-alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco realizam na noite desta segunda, 4, um ato em defesa do impeachment da presidente Dilma no parlatório, local tradicional de outras manifestações comandadas pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, região central da capital paulista. Após o encontro, o grupo promete sair às ruas.
    Devem participar os autores do pedido de impeachment que está em análise na Câmara dos Deputados, Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, além do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, e outros representantes da entidade nacional e estadual.

    De acordo com os organizadores, além da defesa do impeachment, o ato, com início previsto para as 19h, é também contra a corrupção e a favor das instituições brasileiras. A mobilização tem apoio dos juristas Celso Lafer, Modesto Carvalhosa e Ives Gandra Martins e de professores da faculdade.

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  2. O ministro do TSF Luis Roberto Barroso demonstrou sua estupefação com o quadro delineado em um possível governo comandado por Michel Temer e seu PMDB. É a mesma que aflige os brasileiros ao presenciarem as negociações em curso promovidas pela presidente Dilma com partidos como o PP, o PR e outros nanicos. Estamos naquela situação definida como "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". A única esperança é o TSE cassar a chapa presidencial o quanto antes e convocar novas eleições ainda este ano.

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  3. Meu velho Chico, sucumbiu... Comeu feijão com arroz como se fosse o último, viu a bamba passar...
    Ah, Chico, quem te viu e quem te vê... Brigávamos para comprar seus LPs, assisti à sua peça "Roda Viva" com a saudosa Marilia Pêra. Comparar isso que está aí com o prenúncio do golpe de 64? Triste.

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  4. Embora um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.Ninguém está acima da lei... que a lei se seja cumprida... doa a quem doer!

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  5. Vejo duas saídas. Caso a presidente Dilma Rousseff veja que vai perder no Parlamento e sofrer o impeachment, ela mandar uma PEC (Projeto de Emenda à Constituição) convocando imediatamente ou dentro de 90 dias eleições gerais. Ela se afastaria do poder, acompanharia as eleições, e se faria o mesmo pacto. Outra forma, à medida que a crise se agrava -- para mim, ela não chegou ao fundo do poço --, é as pessoas perceberem que ou se unem ou irão de encontro ao pior. Sentarem juntas e refletirem: "Olhem, o mais sensato que podemos fazer, até para salvar a nós mesmos, como banqueiros, empresários, investidores, movimentos sociais, líderes políticos etc., é buscarmos uma plataforma comum, ajustemos ao curso do mundo, que não tolera mais golpes de Estado, mais violência". Mas essa seria a última tabua de salvação no auge da crise. (Pe. Leonardo Boff)

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  6. Roberto Gurgel (PGR): Já na época do mensalão, nós dizíamos que o que foi objeto da denúncia apresentada pela PGR era a ponta do iceberg. Na verdade, o mensalão, isso era intuitivo, era algo muito maior. Mas as provas reunidas até aquele momento fizeram com que a acusação fosse oferecida naqueles termos. Mas acho que as investigações feitas no âmbito da Lava Jato só reforçam aquilo que o MP se cansou de dizer no mensalão: que havia um gigantesco esquema criminoso e que o ministro José Dirceu tinha papel de liderança naquela verdadeira quadrilha que havia sido montada... Na verdade, sempre causou perplexidade o fato de o presidente Lula não ter conhecimento daquilo. (Leandro Prazeres, Do UOL, em Brasília 09/04/2016 06h00

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