quarta-feira, 9 de março de 2016

PRIVATIZAÇÃO DE TRECHO DA BR-316 PROVOCA ATAQUES ENTRE ALIADOS DE JADER E JATENE

Jader e Jatene: a história política do Pará segue seu calvário de brigas paroquiais
 



O blog Ver-o-Fato nasceu para defender os interesses do Pará e de seu povo, sem se submeter a qualquer ditame governamental, econômico, partidário ou ideológico. Em vista disso, em suas postagens, desde agosto do ano passado, quando surgiu, ele tem criticado a postura recorrente da classe política e dos poderosos de plantão, de só lutarem por seus interesses pessoais ou de grupos, deixando em último plano os interesses do Estado os quais sempre alegam defender.

Essa briga - no passado foram lauristas e lemistas, depois baratistas e oposicionistas, mais adiante jarbistas e alacidistas, e hoje jaderistas e jatenistas -  agora incorpora bate-boca e acusações nas redes sociais, incluindo facebook, twitter e instagram.  A perlenga da hora seria a interferência do senador Jader Barbalho (PMDB) na  concessão do trecho da BR-316 entre Belém e Capanema. Isso, alegam os tucanos, atrapalharia o governo do Estado, que pretende revitalizar a rodovia e implantar o BRT- Metropolitano, partindo de Marituba. 

Segundo a acusação de setores tucanos, Jader planeja conceder à iniciativa privada a cobrança de pedágio no trecho da divisa Belém/Ananindeua até o entroncamento com a BR-308 em Capanema. O jornal "Diário do Pará", de propriedade do senador, até se gaba da interferência junto ao ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, para a privatização do trecho.

O BRT de Jatene, por outro lado, é justo que se diga,  teima em não sair do papel, mas entra na argumentação política para reforçar a afirmação de que Jader prejudica o Pará. Os tucanos, aliás, são mestres na arte da dissimulação. Poderiam hoje atacar com razão o cacique do PMDB se algo, por mínimo que fosse, dessa obra, tivesse ao menos começado. É lógico que a pinima de Jader cria problemas para o BRT, pois rouba de Jatene uma bandeira para a eleição de 2018 e a tentativa de emplacar seu sucessor no poder.

Os dois lados brigam e essa briga, como tem ocorrido faz tempo, será amortecida no peito pelos jornais dos dois grupos - "O Liberal", aliado do governo, e o "Diário do Pará", no momento opositor de Jatene, embora dele já tenha sido ferrenho defensor. 

E o Pará - como dizia o corrupto Justo Veríssimo, personagem de Chico Anísio - que se exploda. Para não falar coisa pior.  

Nossa evolução política, como se vê, cresce como rabo de cavalo: para baixo.

7 comentários:

  1. Pedágio? Todas essas coisas que geram dinheiro merecem muito estudo no sentido de evitar que produzam resultados danosos para uns e bolso cheio para uma casta que sempre adorou estar onde tirou muito, muita plata

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  2. Com a decisao do STF que proibiu membro do Ministerio Publico assumir cargo no Executivo, meu questionamento é quando o Zenaldo vai exonerar o promotor Marco Aurelio da Secretaria de Economia?

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  3. Socorro Dr. Moro tem um membro do Ptrolão atrapalhando o BRT do Jatene aqui no Pará; dá pra levá-lo à papuda?

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  4. Pô mermão o teu blog é 10!
    Mas tu fica dando ipobe pra Sol de Carajás picareta?! Francamente!

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  5. Esse Barbalho tem que encher o saco! Não dá pra prender esse lularápio?
    Vai caçar dinheiro lá pro ptrolão...

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  6. Admiro o trabalho do blog por revelar as verdades que outros não publicam com exceção do jornalista Lúcio Flávio. Faço votos que o blog traga outros fatos, entrementes Jatene e Jader estão afundando meu Pará com brigas pelos jornais que nem leio mais.

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  7. A presidente Dilma Rousseff nunca teve uma vida estável no Congresso. Extensa na teoria, sua base de apoio parlamentar não só deixa a desejar nos momentos decisivos, como joga a favor de um pedido de impeachment de Dilma. Na semana passada, parlamentares mostraram que seu governo não está em condições de organizar qualquer coisa no Legislativo. Parte disso se deve ao fato de Dilma ter perdido um de seus principais articuladores no Senado, o líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS). A Operação Lava Jato levou Delcídio, preso em novembro ao tentar obstruir a investigação, e hoje convertido em colaborador. Agora, a Lava Jato ameaça carregar o outro líder de Dilma, também petista. O deputado José Guimarães, do PT do Ceará, aparece em uma delação premiada acertada com os procuradores da Força Tarefa do Ministério Público Federal.

    >>"Lula sabia do Petrolão", diz novo delator

    Trata-se de um acordo especial: é o primeiro fechado por um operador do PT. Foi homologado há poucos dias pelo ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A pedido do delator, que teme pela vida, seu nome é mantido em sigilo pela Procuradoria Geral da República. Trata-se de uma exceção, permitida por lei, no padrão de tratamento das delações obtidas pela Lava Jato. ÉPOCA teve acesso à delação do petista. Para cada caso que conta, ele lista uma série de documentos fornecidos para provar o que está dizendo. Seus relatos incluem, além de Guimarães, casos de corrupção que envolvem o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, e o ex-presidente da Câmara, deputado Marco Maia.

    O delator confessa que trabalhou como uma peça essencial do esquema clandestino montado pelo PT para arrecadar dinheiro de empresas interessadas em fazer negócios com o governo. Essas empresas tinham de pagar um pedágio, operado pelo delator e organizado por Paulo Ferreira, tesoureiro do PT entre 2005 e 2010, e marido da ministra do Desenvolvimento Social, Teresa Campello. Ferreira é, hoje, o único dos mais recentes tesoureiros do PT que não passou pela cadeia. O sistema de pagamento do pedágio era simples e já bastante conhecido nas investigações da Lava Jato: Ferreira orientava o delator a celebrar falsos contratos de prestação de serviços de empresas fantasmas com as companhias privadas interessadas em obter contratos na Petrobras, outras estatais e bancos públicos. Depois que recebiam os pagamentos de estatais, as empresas acertavam a propina combinada com os petistas, mediante contratos fajutos para serviços inventados.

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