quinta-feira, 3 de março de 2016

JADER EMPLACA SALAME NO PMDB, PENSANDO EM 2018. E OS RUSSOS DO SUDESTE DO PARÁ?

Salame fez cirurgia, anteontem: assinará a ficha do PMDB com a mão esquerda? Foto de Hiroshi Bogéa
Jader e Helder: eles só pensam naquilo, ou seja, a eleição para o governo em 2018

Época de eleição é tempo de boi voar. 

No Pará, é sempre assim. O boi voa, os mortos ressuscitam e quem pensa estar vivo morre que nem peru. Na véspera.

Nos últimos 40 anos, a política papa-açaí tem sido um jogo jogado em gramado encharcado, cheio de lama. Sob fogos, charanga fazendo muito barulho, gritos de "já ganhou" e vaias.

E nesse jogo vale tudo: do pescoço para baixo tudo é canela. O que vale é ficar por cima da carne seca. 

Nada desse papo furado e edificante de colocar os interesses do Pará acima de seus próprios interesses. Só os tolos ainda caem nessa. 

O que vale é a busca desenfreada pelo poder. O poder que, para alguns, é afrodisíaco. Mas, para outros, broxante.

As novas gerações vêem a lenga-lenga, o jogo do faz-de-conta dos marqueteiros - muitas vezes vendendo peixe podre como se fosse peixe fresco -, ainda se deixam seduzir e embarcam nessa canoa furada. O problema, aí, é a falta de informação.

Os mais velhos, porém, aqueles passados e refogados na casca do alho, sabem como tudo funciona a cada eleição e como funcionará na próxima. 

O jogo no Pará tem sido jogado da seguinte maneira: Fulano era inimigo de Sicrano e se filiou ao partido de Beltrano para acabar com Sicrano. 

Beltrano, por sua vez, sempre odiou Fulano, mas o aceitou de braços abertos em seu partido para mostrar a Sicrano quem manda no pedaço.

Sicrano, porém, sabe que foi traído por  Beltrano, mas aposta - e vai investir nisso -, que Fulano também trairá Beltrano e voltará correndo para o abraço culposo.

É tudo uma questão de poder. E, claro, de sobrevivência política.

E no jogo do poder, o traído de hoje pode ser o traidor de amanhã. E vice-versa.

Vejamos o que está acontecendo hoje, agorinha mesmo, nesse período de janelas - e portas escancaradas para traidores e traídos - abertas pela Justiça Eleitoral para quem quiser mudar de partido e sair candidato a prefeito e vereador.

No PMDB, por exemplo, o cacique Jader Barbalho e o caciquinho Helder estão a mil por hora, caçando alianças e aliados. De primeira e de última hora.

João Salame, prefeito de Marabá, mesmo caindo pelas tabelas e sob fogo cerrado do Ministério Público e da Justiça, é a vedete das novas adesões.

Salame  caiu nas graças de Jader pai e de Helder, filho, este de olho, em 2018, na eleição para o governo do Estado. Esse é o momento de agir. É agora ou nunca.

Sabe quem é o cacique, o chefão do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) no Pará? Ele, o próprio João Salame. Que tem no irmão, o deputado federal Beto Salame, um dos esteios do partido.

Pois muito bem. Salame e outros líderes do PROS, organizado e com diretórios em 95% dos municípios paraenses, estão passando de armas e bagagens para o PMDB. 

Nesta sexta-feira, o prefeito assinará a ficha de filiação do PMDB, sob as bençãos e graças de Jader e Helder.  Será a força que ele buscava para sair rumo à reeleição, em Marabá. 

Querem saber mais? Salame, que convalesce de uma cirurgia no ombro, para resolver um problema de bursite, já chegará por cima no PMDB. Jader ofereceu a ele a vice-presidência do partido no Estado.

Bom, mas nem tudo são flores. Aliás, alguns espinhos devem espetar os caciques do PMDB nessa entrada de Salame e sua turma do PROS no partido de Barbalho.

Faltou combinar com os russos. Não os russos eleitores, que, em outubro próximo, dirão se aprovam ou não nas urnas essas adesões. 

Faltou combinar com as principais lideranças do sul e do sudeste do Estado. Algumas não foram ouvidas e nem cheiradas sobre a adesão de Salame. 

O que essas lideranças vão dizer, ou fazer? Como bem sabemos, em política nem sempre quem pensa somente em voos altos costuma se dar bem. Mas isso não é regra, apenas exceção. Para quem não sabe jogar o jogo.

Eis a política do Pará. Um retrato da política nacional. Mas com molho e pimenta bem paraenses. Com jogo, regras, mimos, abraços, tapas, rasteiras e beijos. 

Muitos beijos. E também juras de amor.

Até a próxima traição.

É lógico.  


3 comentários:

  1. Marabá, na gestão Salame, está entregue às baratas. Tá igual a Belém...buracos, lixo, saúde, trabalho e muito mais. Mas, como em política o impossível é possível....

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  2. O Jader é o câncer do nosso Estado seu Carlos Mendes infelizmente o povo ainda acredita nesse tipo de gente eu não.

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  3. Barbalho e PTralha o xilindró tem lugar pra todos!

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