segunda-feira, 21 de março de 2016

IMPEACHMENT, CASSAÇÃO OU RENÚNCIA? A ENCRUZILHADA DE DILMA



A questão, aqui, é a encruzilhada em que se encontra o mandato da presidente Dilma Rousseff. Três cenários estão postos: impeachment, votado pela Câmara dos Deputados; cassação do mandato por compra de votos e abuso de poder econômico, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e a renúncia, que ela descarta.

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3 comentários:

  1. Na última sexta-feira (18), Gilmar Mendes suspendeu a posse de Lula sob o argumento de que o ex-presidente foi nomeado ministro para ter foro privilegiado garantido e, assim, tirar as investigações sobre ele das mãos do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Moro é o responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.
    Enquanto o governo vive o auge de sua fragilidade política, disparam os desembolsos destinados a ações incluídas no Orçamento federal para atender a interesses de deputados e senadores.
    por isso o melhor mesmo são novas eleições!

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  2. "Não há nada, rigorosamente nada, que tenha fugido ao roteiro democrático no andamento dos processos contra Lula e Dilma. O impeachment segue no Congresso um roteiro previsto na Constituição e referendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois de questionamentos de todas as partes. Decisões da Operação Lava Jato vêm sendo contestadas com frequência em tribunais superiores. Nenhum setor do aparelho de Estado tem agido ou lançado mão de violência sem o devido amparo jurídico. Não há nada, rigorosamente nada, que configure uma tentativa de golpe.

    Se o juiz Sérgio Moro errou ao liberar áudios das conversas entre Lula e Dilma, se a a Polícia Federal se precipitou ao publicar indevidamente planilhas com o nome de políticos, todos esses atos estão sujeitos a revisão. O plenário do STF julgará as liminares dos ministros Gilmar Mendes, Teori Zavascki e Rosa Weber a respeito do caso envolvendo Lula. O próprio Moro decidiu restabelecer o sigilo sobre as planilhas que deveriam ter sido enviadas ao STF. Nada disso é golpe. Trata-se do funcionamento normal e esperado das instituições numa democracia. Quando há erros, eles são reparados, depois os responsáveis estão sujeitos às sanções previstas em lei.

    Nada é tão grave para o amadurecimento político de uma nação quanto o abuso de algumas palavras. É o caso de termos como “genocídio”, “totalitarismo”, “fascismo” – e também “golpe”. Chamar de “golpe” a articulação política pelo impeachment, as investigações da Operação Lava Jato ou as manifestações de protesto contra o governo não é apenas um abuso. É um desrepeito à história. É uma afronta à memória de todos aqueles que morreram ao enfrentar um golpe de verdade, dos que combateram a ditadura, o assassinato e a tortura de presos políticos, defenderam a liberdade de expressão, associação e manifestação. É um acinte, enfim, àqueles que lutaram pela democracia – entre eles os próprios Dilma e Lula." (Gurovtz)

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  3. Há indícios de propina para os principais projetos da Odebrecht fora da Petrobras nos últimos anos, que envolvem, entre outras, obras do metrô do Rio de Janeiro e de estádios da Copa, como o Itaquerão, do Corinthians. Há menção a pagamentos ao dono do bar do estádio Beira Rio, do Internacional, em Porto Alegre. Douglas Franzoni Rodrigues, administrador do local, é sócio no empreendimento de Anderson Dornelles, o ex-secretário pessoal da presidente Dilma Rousseff por mais de uma década. O “menino”, como Dilma o chama, trabalhou com a presidente por mais de 20 anos. Deixou o governo em janeiro, quando surgiram rumores de que a Lava Jato chegara a seu segredo. A delação da Odebrecht vai gerar ao governo, e a todos os partidos, incômodo muito maior do que já se viu.

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