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Linha de Tiro - 19/04/2018

domingo, 20 de março de 2016

E AS QUADRILHAS QUE LEVAM O NOSSO PEIXE, HEIN?


Duas indústrias clandestinas de pescado localizadas em Belém foram alvo de fiscalização realizada na sexta-feira (18) pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), representado pelo promotor de Justiça do Consumidor Marco Aurélio Lima Nascimento, em conjunto com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e a Polícia Militar. A ação faz parte de um Inquérito Civil que investiga a existência desses estabelecimentos que funcionam de forma irregular no município.
Durante as vistorias, foram encontrados 500 quilos de salmão fresco e cerca de 70 quilos desse tipo de pescado já cortados em filé. Os produtos eram vendidos para restaurantes especializados em comida chinesa.  Além disso, foi constatado que os estabelecimentos não possuíam licença para funcionamento.

“Estava havendo uma industrialização sem os devidos registros dos órgãos competentes, então isso é um sério risco sanitário, principalmente porque esse peixe normalmente é consumido cru nas chamadas temakerias e comidas japonesas, então é um risco sanitário ainda maior do que o alimento que é cozido, por isso a nossa preocupação com a saúde pública”, explicou o promotor de Justiça Marco Aurélio.

Várias irregularidades foram identificadas durante a fiscalização, dentre elas o armazenamento incorreto dos produtos e a manipulação realizada por funcionários vestidos inadequadamente. Os produtos encontrados foram apreendidos e os proprietários foram autuados em flagrante por crimes contra relações de consumo.

NOTA DO BLOG: Tudo bem? Não. O MP cumpre seu papel fiscalizador, mas seu trabalho ficaria bem melhor caso investigasse as quadrilhas e os "atravessadores" que embolsam fortunas no Pará graças à pesca ilegal e à exportação clandestina do pescado. Nesse último caso, a omissão do governo estadual é histórica. Sempre às vésperas da Semana Santa, como ocorre há décadas, o governo baixa um decreto, proibindo a saída do pescado de terras paraenses. Quer dizer, depois da Páscoa, as quadrilhas podem levar nosso peixe à vontade. Cujo preço, aliás, na terra do peixe, é proibitivo para o pobre.  Tão Pará !

Numa empresa, salmão foi apreendido.
Em outra, os equipamentos foram lacrados.
 

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