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Linha de Tiro - 19/04/2018

quarta-feira, 9 de março de 2016

CRIMES TECNOLÓGICOS SERVEM DE ALERTA PARA USO DA INTERNET POR ADOLESCENTES

"A prevenção cria a cultura nas pessoas de uma mínima exposição virtual". O alerta é da delegada Karina Campelo, da Delegacia de Crimes Tecnológicos
 

“Já acabou, Jessica?”. A frase virou bordão em novembro do ano passado, depois que um vídeo registrando uma briga entre duas adolescentes, saindo de uma escola, em Minas Gerais, ‘viralizou’ nas redes sociais de todo o Brasil. Assim como Jessica e sua colega, envolvidas na briga, os jovens de hoje são vítimas em potencial dos chamados crimes virtuais, em um mundo onde a tecnologia se tornou algoz da população.

Preocupada com a prevenção desse tipo de situação, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), através da Unidade Seduc na Escola (USE 2), unidade que coordena 21 escolas dos bairros da Pedreira, Telégrafo, Sacramenta, Umarizal e Barreiro, organizou uma palestra sobre os limites da Internet. A palestra, que faz parte do Encontro Pedagógico promovido todos os anos, pela Seduc, aconteceu ontem, no auditório da Escola Estadual Anísio Teixeira, no Telégrafo, e foi ministrada pela delegada substituta da Delegacia de Crimes Tecnológicos, Karina Campelo.

“A palestra está servindo para nos orientar a como proceder quando nossos alunos divulgam esse tipo de vídeo, tanto dentro quanto fora das escolas. Os jovens de hoje filmam tudo. Precisamos alertar nossos alunos e seus pais do perigo que isso representa para eles e seu futuro”, disse Sergio Araújo, gestor da USE. A palestra foi direcionada a diretores e professores da rede estadual de ensino.

“A frequência com a qual são postadas imagens negativas dos nossos adolescentes nos preocupa muito, e isso está trazendo consequências brutais para eles. A tecnologia veio para ajudar, mas também trouxe esse perigo cada vez maior. Essa palestra não traz a solução, mas nos permite visualizar, de modo amplo, os passos que a gente pode seguir”, disse Ana Lúcia Dias Ferreira, diretora da Escola Estadual Vera Simplício, que fica no bairro do Telégrafo.

Criada há seis anos pelo governo do Estado, a Delegacia de Crimes Tecnológicos atua tanto na repressão quanto na prevenção de crimes virtuais. “Fazemos essas palestras todos os semestres. Basta as escolas fazerem a solicitação. Elas são nosso público alvo, assim como empresas e associações. A prevenção cria a cultura nas pessoas de uma mínima exposição virtual e quanto menos ela se expõe, menos ela estará sujeita aos crimes virtuais”, ressaltou a delegada Karina Campelo.

Números - Entre as ocorrências registradas na Delegacia de Crimes Tecnológicos, nos meses de janeiro e fevereiro de 2016, os crimes contra a honra, entre os quais estão os vídeos vitimando adolescentes, ocupam o segundo lugar. Foram 39 ocorrências, a maioria registrada por mulheres. Em primeiro lugar, aparece o crime de estelionato, com 41 ocorrências.

A recomendação principal da Delegacia de Crimes Tecnológicos é evitar a exposição nas redes sociais. Quando se publica algo na internet, automaticamente isso pode estar ao alcance de criminosos. Os vírus utilizados pelos golpistas para ter acesso aos dados pessoais da possível vítima evoluem a cada dia. As quadrilhas investigam ainda os hábitos da pessoa, por isso a preocupação em se evitar ao máximo as postagens, que podem virar pistas para os estelionatários. Texto de Syanne Neno -Secretaria de Estado de Comunicação

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